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Te vira nos 30! Aprendendo a ter uma alimentação adequada — e como isso vai te ajudar no futuro

Já parou pra pen­sar no que se baseia sua alimentação?

Pen­sa comi­go: você vai pro tra­bal­ho e segue dire­to pra fac­ul­dade. O que você come nos inter­va­l­os? Sal­gad­in­hos, bolachas rec­headas e um refrig­er­ante pra complementar?

Out­ra situ­ação: você está em casa, soz­in­ha, e pre­cisa almoçar. Faz­er almoço é demor­a­do e você opta por pedir algu­ma comi­da pronta no deliv­ery ou esquen­ta aque­la lasan­ha con­ge­la­da no microon­das. A vida pre­cisa ser práti­ca, não é mes­mo? Mas você já parou pra pen­sar no cus­to disso?

Ain­da somos jovens e saudáveis, entre­tan­to, o tem­po pas­sa e com ele vai a saúde. Con­struí­mos HOJE o cor­po que quer­e­mos ter no futuro. Não me refiro a estéti­ca; sim ao fun­ciona­men­to da mora­da do Espíri­to Santo.

Michael Pol­lan escreveu um livro muito esclare­ce­dor chama­do “Em Defe­sa da Comi­da”. Lá ele cita as chamadas Doenças Oci­den­tais: obesi­dade, dia­betes, doenças car­dio­vas­cu­lares e câncer. Cada uma dessas doenças está lig­a­da dire­ta­mente aos hábitos ali­menta­res da pop­u­lação. A dieta oci­den­tal (difer­ente da asiáti­ca, da mediter­rânea e dos povos ori­en­tais em ger­al) é basea­da em far­in­ha e açú­car, além de três grãos que se tornaram a base da ali­men­tação de pes­soas e ani­mais: tri­go, mil­ho e soja. Reduz­i­mos a diver­si­dade biológ­i­ca da dieta humana a poucos ali­men­tos básicos.

Essa mudança con­stru­iu a “dieta oci­den­tal que achamos nat­ur­al: montes de ali­men­tos e carne proces­sa­dos, montes de gor­du­ra e açú­car adi­ciona­dos, montes de tudo — exce­to hor­tal­iças, fru­tas e grãos inte­grais”. Neste livro o autor con­ta a história dos ali­men­tos que encon­tramos hoje no mer­ca­do: como a far­in­ha chegou a ser bran­ca e com fer­ro e áci­do fóli­co adi­ciona­do, como o sabor dos ali­men­tos é manip­u­la­do pela indús­tria, como a indús­tria pub­lic­itária nos vende pro­du­tos pela embal­agem (pro­du­tos que nem sequer podem ser chama­dos de comi­da) e como as doenças movem a indús­tria (sim, as doenças! Tem mui­ta gente gan­han­do din­heiro com o adoec­i­men­to da população).

Se eu enten­do que meu cor­po é Tem­p­lo do Espíri­to San­to e que pre­ciso cuidar dele para pos­sa chegar à vel­hice estando min­i­ma­mente saudáv­el, pre­ciso avaliar HOJE o que estou comen­do. Aqui­lo que como vai se tornar a base de con­strução dos meus teci­dos cor­po­rais. Será que eu real­mente quero que meu cor­po seja con­struí­do de far­in­ha e açú­car? Cer­ta­mente você vai me diz­er que tudo que é gos­toso é feito com ess­es dois ingre­di­entes… e eu con­cor­do com você. Só não pos­so basear min­ha ali­men­tação diária nis­so. Nos­so cor­po pre­cisa de var­iedade ali­men­tar para suprir min­ha neces­si­dade nutri­cional; aque­la famosa frase das “cin­co cores no prato”.

Existe uma clas­si­fi­cação dos ali­men­tos de acor­do com o grau de processamento:

  • in natu­ra: são aque­les obti­dos dire­ta­mente da natureza sem sofr­er nen­hu­ma alter­ação (exce­to limpeza e higi­en­iza­ção). Exem­p­los: fru­tas, ver­duras, hor­tal­iças, ovos, mel, água.
  • min­i­ma­mente proces­sa­dos: Ali­men­tos que pas­saram por alter­ações mín­i­mas na sua con­sti­tu­ição orig­i­nal, sem ter nen­hu­ma sub­stân­cia adi­ciona­da: arroz, fei­jão, leite, fru­tas secas, cas­tan­has, carnes, iogurtes.
  • proces­sa­dos: ali­men­tos in natu­ra e min­i­ma­mente proces­sa­dos, aos quais foram adi­ciona­dos sal, açú­car ou out­ra sub­stân­cia de uso culinário. Exem­p­lo: pão, bolo, con­ser­vas, fru­tas em cal­da e cristal­izadas, quei­jos, carne seca.
  • ultra­proces­sa­dos: são ali­men­tos pro­duzi­dos pela indús­tria e nor­mal­mente apre­sen­tam grande lista de ingre­di­entes, muitos deles irrecon­hecíveis como ali­men­tos (edul­co­rantes, acidu­lantes, corantes, con­ser­vantes). Na maio­r­ia das vezes são rec­hea­d­os de gor­du­ra, sal e açú­car, muito além do recomen­da­do. São pron­tos para con­sumo, deman­dan­do pouco ou nen­hum preparo. Exem­p­los: aque­la bolacha rec­hea­da que falam­os no começo, a lasan­ha con­ge­la­da, refrig­er­ante, sal­gad­in­hos, sorvetes, bebidas lácteas, pão indus­tri­al­iza­do, bar­rin­has de cereais (uau!), tem­per­os pron­tos e mais uma lista gigantesca.

Uma ali­men­tação ade­qua­da pre­cisa ser basea­da nos dois primeiros itens: ali­men­tos in natu­ra e min­i­ma­mente proces­sa­do. Não estou dizen­do que você nun­ca mais vai com­er uma bolach­in­ha rec­hea­da; você pode faz­er escol­has: eu estou com von­tade de com­er bolachas, por isso com­prarei bolachas caseiras, feitas com ingre­di­entes que eu con­heço e que ten­ho na min­ha despen­sa. Estou com von­tade de uma bebi­da doce: faço um suco nat­ur­al e colo­co um quin­to do açú­car que viria em uma bebi­da engar­rafa­da. São escol­has diárias: eu opto por ali­men­tos que não ven­ham pron­tos na estante do supermercado.

APRENDA A LER O RÓTULO. 

Isso vai mudar sua vida, garan­to! Sem­pre que tiv­er na lista de ingre­di­entes do pro­du­to algu­ma sub­stân­cia que você não ten­ha na sua despen­sa, não com­pre e escol­ha out­ro semel­hante, mas sem ess­es ingre­di­entes. No começo parece ser um tan­to tra­bal­hoso faz­er isso, con­tu­do, logo logo essa práti­ca se tor­na nat­ur­al e pas­samos longe dos ultra­proces­sa­dos do super­me­r­ca­do. Este é o tipo de ação que refle­tirá no futuro, na sua qual­i­dade de vida.

APRENDA TÉCNICAS BÁSICAS DE CULINÁRIA. 

Ter autono­mia na coz­in­ha é lib­er­ta­dor. De ver­dade! Abrir a geladeira e não ter nada pron­to para com­er pode ser desan­i­mador; mas não será se você sou­ber min­i­ma­mente “se virar” na coz­in­ha. Você não pre­cisa ser uma mas­terchef, nem faz­er pratos super elab­o­ra­dos; você pre­cisa saber as téc­ni­cas bási­cas, para preparar um ali­men­to saudáv­el, nutri­ti­vo e gos­toso. A Rita Lobo, do site panelinha.com.br, tem um canal no YouTube cheio de dicas pra quem quer ter essa autono­mia. Vale tirar o tem­po e apren­der algu­mas coisas. Ela cita seis ingre­di­entes culinários que é sem­pre bom ter na geladeira e que sal­vam uma refeição:

  1. Ervil­ha Congelada
  2. Grão de Bico
  3. Tomate Pela­do
  4. Polen­ta Instan­tânea (não é ultra­proces­sa­da, leia o rótu­lo antes de comprar)
  5. Sardinha em lata (aque­la que só tem sardinha, óleo e sal)
  6. Ovos

Com alguns cliques no celu­lar é pos­sív­el encon­trar diver­sas receitas com ess­es seis ingre­di­entes que são fáceis e rápi­dos de preparar, sem muitos uten­sílios e nem mui­ta prática.

TENHA ALIMENTOS IN NATURA NA GELADEIRA. 

É sem­pre bom ter curingas na geladeira e no con­ge­lador para evi­tar a ten­tação de com­er um ultra­proces­sa­do. Ao disponi­bi­lizar os ali­men­tos no refrig­er­ador, inclu­sive ter sem­pre fru­tas e legumes à mão, te condi­ciona a escol­hê-los em sub­sti­tu­ição aos pro­du­tos pron­tos, que são mera­mente imi­tação de comida.

A par­tir do momen­to que apren­demos a faz­er escol­has mel­hores, saudáveis, nos­so pal­adar se acos­tu­ma à comi­da de ver­dade e o sabor do ultra­proces­sa­do se tor­na muito mar­cante, fazen­do que com que o deix­e­mos de lado, por não gostar mais. Exper­iên­cia própria!!

A juven­tude não dura para sem­pre e nos­so cor­po vai cobrar o cus­to do uso que fiz­er­mos dele. Ter uma ali­men­tação equi­li­bra­da, ade­qua­da, evi­tan­do ultra­proces­sa­dos, fará imen­sa difer­ença na qual­i­dade de vida no futuro. Apren­der a usufruir dos pro­du­tos que Deus nos deu e saber uti­lizar as fer­ra­men­tas culinárias, traz MUITA autono­mia e liber­dade. Vale a pena inve­stir um tem­po de estu­do sobre isso!

Final­i­zo com uma frase norteado­ra do livro do Michael Pollan:

“Coma comi­da. Não em exces­so. Prin­ci­pal­mente vegetais.”

E seja feliz ao cozinhar!!

Joice Waier

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