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Sua personalidade NÃO é desculpa para pecar!

O assunto de hoje é polêmico, afinal nossa personalidade está relacionada à nossa identidade, quem nós somos, certo? Sim! Porém ela não pode ser uma desculpa para pecar, e se você quer saber mais sobre isso, abra seu coração e mente para ler o texto a seguir:

Você já deve ter ouvido ou até falado algumas frases como: “Ah, é porque fulano tem personalidade forte”, “Não tem o que fazer, esse é o meu jeito mesmo”. No entanto, o que significa mesmo essa tal “personalidade”, “jeito” ou “modo de ser”? Personalidade segundo o dicionário* é: 1. Qualidade ou condição de ser uma pessoa. 2. Conjunto de qualidades que define a individualidade de uma pessoa moral. A forma mais comum de utilizarmos esse termo é quando nos referimos às qualidades e peculiaridades de cada um, mas o assunto é tão completo que existe uma área de estudo dentro da Psicologia com foco no “estudo da personalidade”. Nesse ponto de vista psicológico, a personalidade tem um olhar mais amplo, estando ligada às crenças, emoções, desejos e o modo individual de cada pessoa em lidar com as suas questões (pensamentos, sentimentos e ações), considerando as influências culturais e sociais.

Nos dias atuais, existe uma falsa crença que a nossa personalidade é algo que nos foi dado ou construída nos nossos primeiros anos de vida e agora somos reféns dela para sempre. Uma crença de que se somos egoístas, imaturas, invejosas, preguiçosas e não amamos o próximo é o nosso jeito de ser. Quantas vezes pensamos e nos deixamos guiar por esse sentimento de “eu sou assim mesmo”? Gostaria de mostrar para vocês que esse argumento é totalmente contrário ao Evangelho:

“Personalidade que Deus me deu” – Deus criou o mundo, criou o primeiro homem, a primeira mulher e ambos viviam no Jardim do Éden em comunhão com Deus até o dia que pecaram. Quando questionados por Deus por terem comido do fruto proibido, lembram o que Adão respondeu?  Disse o homem: “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Mais do que jogar a culpa para a Eva, Adão quis culpar a Deus, afinal ele comeu o fruto que a “mulher que me deste” ofereceu. Quando utilizamos a nossa personalidade como desculpa, cometemos o mesmo erro de Adão dizendo: “é por causa da personalidade que eu tenho”, ou seja, “a personalidade que Deus me deu”. Percebem a gravidade disso? Desde Adão o ser humano tenta se justificar e culpar a Deus pelos seus atos. O evangelho é totalmente o oposto de desculpas e conformismo com a vida de pecado.

Somos chamadas para uma vida de santificação: A partir do momento em que entregamos nossa vida a Cristo, o Espírito Santo começa a agir em nossos corações, dado início a uma mudança. Essa mudança ocorre de dentro para fora, gradual e constante a fim de nos aperfeiçoar. Um filho de Deus não vive mais por ele mesmo, de acordo com a sua personalidade ou temperamentos: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20). Se você não tem lutado contra aspectos da sua personalidade que são contra a Palavra de Deus, se você está presa no conformismo, ou se tem uma falsa aceitação de quem é, está na hora de rever a sua vida!

Meninas, existem muitos discursos por aí sobre amor próprio, aceitar as nossas fraquezas e compreender que somos falhas. Nem todos são ruins, mas muitos são contra o que a Bíblia nos ensina e precisamos estar atentas para não cair na cilada de achar que “somos um caso perdido e precisamos aceitar que dói menos”. Não é esse o chamado de Cristo para nós. Como filhas de Deus somos criadas à imagem dAquele que é perfeito em tudo que faz. Ele deve ser o nosso modelo e exemplo, e deve haver uma busca constante por uma vida de santificação e transformação onde os frutos do espírito são evidentes na nossa personalidade. “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gn 5.22;23).

Grande abraço!

Jaqueline Lozado

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