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Simplesmente Inspirar — Analzira de Nascimento

Analzi­ra de Nascimento

“Sua mis­são é sua razão de exi­s­tir”. Analzi­ra de Nascimento

Deter­mi­nação, proa­t­ivi­dade e uma fé inex­plicáv­el, são car­ac­terís­ti­cas que podem ser rela­cionadas a Analzi­ra.[1] Sua ale­gria e paixão por mis­sões impactam seus ouvintes de tal for­ma que é uma das mis­sionárias atu­ais mais con­heci­das e queri­das pelos jovens batis­tas. Den­tre suas fras­es de impacto, que ela mes­ma chama de reza (pois quer que as pes­soas repi­tam e gravem) desta­co: “Deus, não me deixe de fora do que o Sen­hor está fazen­do no mun­do”.

Sua vida inspi­rado­ra e mar­cas atu­ais foram con­struí­das através de pas­sos de fé e obe­diên­cia. Ela, que teve uma infân­cia difí­cil, sofreu as con­se­quên­cias da destru­ição de sua família, ao ver seu pai aban­do­nan­do sua mãe e seus três irmãos; na ado­lescên­cia, por diver­sas vezes, ten­tou tirar sua própria vida. Mas para a revi­ra­vol­ta des­ta comovente história, Analzi­ra foi a primeira da família a con­hecer Jesus e teve sua vida trans­for­ma­da. Logo teve con­vicção de seu chama­do, cur­sou teolo­gia e depois fez dois cur­sos de enfer­magem. Ela não fazia ideia de quan­to Deus usaria sua segun­da for­mação nos próx­i­mos anos.

Em novem­bro de 1985, Analzi­ra foi para a Ango­la, “sem mis­são, sem sus­ten­to e sem salário”. [2] Ela foi con­vi­da­da por um Pas­tor angolano para tra­bal­har na saúde públi­ca daque­le país. Lá, ela encon­trou um país asso­la­do pela guer­ra que care­cia deses­per­ada­mente do evan­gel­ho. Em meio a con­fli­tos, ela tra­bal­ha­va como enfer­meira na cidade de Huambo.

Em 1992, des­en­cadeou-se uma nova onda de vio­lên­cia após as eleições pres­i­den­ci­ais e os estrangeiros que estavam em Ango­la cor­reram deses­per­ada­mente para sair do país. Ela teve a opor­tu­nidade de sair antes que o caos se instaurasse, mas den­tro de seu coração ela tin­ha uma con­vicção: dev­e­ria ficar. Sua ati­tude impactou de tal for­ma aque­la comu­nidade que Analzi­ra rece­beu um títu­lo afe­ti­vo: “A mis­sionária que ficou”! Que títu­lo lin­do e inspi­rador não é mes­mo? Sua per­manên­cia pos­si­bil­i­tou aju­dar muitas pes­soas e pre­gar o evan­gel­ho de for­ma efe­ti­va, ao pon­to dela diz­er: “O perío­do em que mais preguei na guer­ra foi no com­bate”. No corre-corre para aten­der tan­tas pes­soas feri­das e deses­per­adas, sol­da­dos diziam a ela: “Quero ser como você”. Sua vida de amor e cuida­do pelas pes­soas fala­va mais do que qual­quer palavra dita.

Caos. Pavor. Bom­bardeios con­stantes. Deses­pero. Morte. Pes­soas amputadas. Fome. Choro.  Medo. Ataques aére­os con­stantes. Sofri­men­to. Minas. Luto. Estas palavras eram pre­sentes na vida de Analzi­ra e daque­le povo em meio a guer­ra. Tão caóti­ca esta­va a situ­ação do país que seu líder, da JMM (neste perío­do ela já era mis­sionária des­ta orga­ni­za­ção) pediu para ela sair do país com urgên­cia. Como os cor­reios tin­ham para­do de fun­cionar, ela nem rece­beu a car­ta, nem a igre­ja brasileira rece­bera notí­cias suas. Ela foi dada como mor­ta. Mas enquan­to isso, lá esta­va Analzi­ra, em meio a bom­bardeios, encon­tran­do forças em Deus para cuidar e ani­mar aque­le povo através de canções e mem­o­riza­ção da Palavra. A guer­ra acabou, e Analzi­ra con­tin­u­ou a servir ao Sen­hor naque­le país até o ano de 2002, onde, pela graça de Deus, deixou um lin­do legado.

Rus­sel Shedd cer­ta vez disse: “Com fé, paciên­cia e humor, Analzi­ra con­seguiu vencer bar­reiras intransponíveis. Com sua inteligên­cia e gar­ra con­seguiu deixar em Ango­la e no Brasil um lega­do inve­jáv­el”. Pre­ciso con­cor­dar com Shedd: que lin­do lega­do! E o mais espe­cial des­ta história é que esta­mos falan­do de uma mul­her que ain­da vive em nos­so meio e serve ao Sen­hor em nos­so país.

Ao refle­tir sobre sua vida fui lev­a­da a pensar:

  • Ten­ho sido obe­di­ente à von­tade de Deus?
  • Qual é a min­ha Angola?
  • Ten­ho servi­do incansavel­mente ao Sen­hor naqui­lo em que Ele me chamou para fazer?
  • Sou a pes­soa que “fica” quan­do tudo parece ruir?

Mar­ta Hoff­mann Bueno.

[1] As infor­mações deste tex­to foram reti­radas do livro: África: amor e dor — Cur­tis A. Kreg­ness. Vida Nova. 2005.

Vídeo: Analzi­ra Nasci­men­to – Deus está em mis­são no mundo.

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