Retrospectiva do casal: que bom que você veio!

Mas o que foi que você viu em mim, querido? O que você viu logo em mim?

Até agora eu não entendi porque eu. Se até mesmo dentro da minha casa tinha gente melhor, mais decidida, mais forte, mais gente boa. Eu que cresci ouvindo e acreditando que para mim não tinha jeito, que pau que nasce torto morre torto e que por isso eu era um caso perdido. E estava mesmo perdida. Perdida nos meus desejos, entregue às minhas vontades. Desesperada no sentido real e completo da palavra: sem esperança nenhuma e sem condição de esperar nada de ninguém.

Até que você veio.

Me salvou de ficar desamparada e de ficar descuidada.

Me salvou de mim mesma, do inferno e do fogo que nunca se apaga.

Me salvou da vergonha que é não ter resgatador e então viver sem rumo, sem família e sem descanso.

Ganhei um lugar para morar, alguém a quem pertencer, uma família bem grande, um futuro que começa no presente e que apaga o passado. Mas tudo isso, logo para mim! Uma pessoa que fez tudo que podia e não podia para ficar longe de você. Que rejeitou seu amor, que duvidou do seu coração e que foi infiel em dias que sua fidelidade estava sobressaltando aos meus olhos.

E quando o seu perdão distava mais que o céu da terra, e mais uma das suas infinitas segundas chances chegaram até mim, neguei saber quem você era, de onde vinha e o que queria fazer comigo. Duvidei que alguém pudesse mesmo amar com um amor que  nunca acaba.

Amor sacrificial! Um amor que esperou que eu confessasse que te amo com fé e que sua vida e vinda por mim me bastam e fazem parte da sua graça. Assim, percebo que fui escolhida para deixar a condição de inimiga para ser a amada. Reconciliada com você experimento da sua glória diariamente. Tenho expectativa de vida eterna e não de morte eterna.

Logo eu, logo eu… Eu que não mereço. Nada que eu faça te fará me amar mais ou  menos. Justamente por isso, logo eu e  logo você. Logo nós. Como pode existir  um amor assim?Como?

Emanuelle Bartolomeu

Posted in Séries.

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