relacionamento com os pais

Relacionamento com os pais

Relacionamento com os Pais, é algo difícil para você? Sim? Então este post é para você.

Oi menina? Tudo bem contigo? Eu espero, em Jesus, que sim. E que aquilo que não estiver bem, esteja nas mãos do Bom Deus que faz com que TUDO, tuuuuuuudo, tudinho mesmo, coopere para o nosso bem, segundo o conceito dEle de bem (claro!).

Hoje eu sentei em minha cozinha super disposta e assustada. Disposta porque eu sei que escrever é um dos meus prazeres, então quando sei que tenho um texto “no forno” ganho muita disposição e ânimo. Mas estou eu bem aqui também muito assustada. Normalmente eu escrevo pra tag sarau, o que me põe numa zona muito mais familiar pra mim rsrs. Escrever poesias ou micro contos/crônicas é bem minha praia. Além disso, vir hoje abordar um assunto como ‘relacionamento com pais’ é vir me expor um tantinho. Pra glória de Jesus.

Bem, só posso é render graças a Deus. Porque ele tem me afiado nesse assunto de forma que posso testemunhar na minha igreja e aqui pelo fémenina. Muito bom, Deus!

Gostaria de começar citando uma frase do Bert Hellinger, um psicoterapeuta alemão que fala bastante sobre a sistêmica familiar (que é um assunto que gosto de estudar, mas ainda sou pouco conhecedora #caloura #psi2019). A citação é a seguinte:

“Quem assume seus pais, como eles são, assume a plenitude da vida, como ela é”.

Como fui impactada por essas frases essa semana. Justo essa semana.

Uma vez por ano eu tento me organizar para fazer uma viagem sozinha. Mesmo que seja só um final de semana, dentro do Rio mesmo ou arredores. Nada demais. É só um tempo mais pra mim, em silêncio produtivo como nós sabemos ser a solitude. Nesse tempo eu me programo pra estudar mais sobre Deus, orar mais e contemplar as muitas obras de suas mãos (especialmente as que Ele tem feito dentro de mim). Fui pra Cambuci essa semana. Arranjaram-me uma casa lá (Obrigada, Mari!) e eu fui com muitos casacos – mas não o suficiente. E Deus foi também, como era de se esperar rs. Mas o que eu não esperava é que Ele falasse tanto comigo sobre eu assumir meus pais, especialmente minha mãe, como ela é/ como eles são.

Por muito tempo eu vim tentando mudar a minha mãe. Ela é uma mulher maravilhosa, pessoa incrível e exemplar, em vários sentidos, mas em outros, não. COMO TODAS NÓS. Mas eu, numa arrogância sem tamanho, passei os últimos 10 anos tentando mudar minha mãe, tentando quebrar ela e moldar do meu jeito. Eu, por muitas vezes, reconheci que isso não fazia sentido, que era impossível e que eu não tinha a responsabilidade de fazer isso, tendo em vista que eu não sou o Espírito Santo para mudar ninguém. Mas apesar de saber, eu não sabia. Quando a gente sabe com a mente, mas não com as atitudes diárias, a gente não sabe (Obrigada, Sthe, por me ensinar isso em tempo).

Enfim minha ficha caiu. Eu entendi o porquê de tanta teimosia da minha parte na intenção de mudar algumas coisas na minha mãe e sobre 3 aspectos desse porquê que eu quero falar bem agora:

1) Eu fracassei!

Sempre fui daquelas amigas que queria ajudar todo mundo, incentivando minhas amigas e amigos a crescerem na vida, despontarem na faculdade ou na profissão, encontrarem o seu chamado e vencerem seus medos. Eu sou bem humorada e nada tímida, então eu chego num lugar e escolho alguém que esteja caidinho pra ajudar a levantar. Uma síndrome MUITO FEIA de ser a salvadora, como vocês podem perceber. De fato, é muito importante que uma pessoa cristã seja solícita e amorosa com todos, que encoraje e capacite suas amigas e amigos. Mas a que ponto? E com que motivações? Claramente isso renderia papo pra outro dia. Fato é que eu já tinha aceitado que uma ou outra amiga minha não quisesse minha ajuda e fim, MAS EU NUNCA TINHA ACEITADO QUE MINHA MÃE NÃO QUISESSE MINHA AJUDA. Até essa semana. Eu tive que dizer pra mim mesma, sozinha dentro do carro, que eu não podia mudar minha mãe. Eu fracassei numa missão que não era minha. Bom, graças a Deus que não era minha essa missão. (Essa missão nunca é nossa! Com ninguém!) Então daí a dica, principalmente para ti que possa estar se encaminhando para os 30, tem uma vida mais independente e sempre olha para seus pais de adulto para adultos: não perca tempo tentando mudar seus pais. Invista tempo orando por eles e pedindo a Deus pra trabalhar no coração deles com processos de amor. Deus nunca fracassa em suas missões.

2) Comparações nunca mais!

Esse é um aspecto que eu notei já tem mais tempo do que uma semana. Bem, como é de costume, nós meninas idealizamos muito nossos romances baseadas em filmes. Hollywood fez o que podia e o que não podia para nos fazer acreditar em exageros e perfeições INCABÍVEIS. Mas não é só quanto aos romances que as telinhas nos enganaram. Não, não, não. A respeito dos nossos relacionamentos com os pais também. Tantos filmes com mães perfeitas, parceiras (até mesmo coniventes) das filhas, bem humoradas o tempo todo, diversão 24×7. Me expliquem uma coisa dessa! Isso também não existe, amada do meu coração. Eu vivo dizendo isso pra mim mesma e pra minha irmã. Não existe. Eu não tenho uma mãe assim e você também não, e anota aí: não seremos mães assim. A vida capturada pelas câmeras tem um q de arte e muitos q de irrealidade forçada. Isso vende, dá bilheteria. Mas a vida real tem outro preço. O da renúncia é um deles. E assim como a frase do Hellinger sugere, eu devo aceitar meus pais como são e não como eu os idealizo, pois eles nunca o serão; isso aqui é vida real. Imagina quando um filho é rejeitado pela mãe, que horrorizadas que ficamos. Mas e o contrário?

3) O fruto não cai longe da árvore.

A gente sabe no que se parece com os nossos pais. Eu tenho as pernas da minha mãe, minha letra é parecida com a dela e nós duas amamos experimentar comidas novas. Dirigimos bem, temos facilidade de guardar sobrenome das pessoas e tanto ela quanto eu servimos na igreja desde a adolescência nas mesmas áreas. Coisas lindas que “puxei” dela. Mas têm as coisas que não são legais. Têm as coisas que não admiramos. Têm as coisas que Jesus não admira. E sobre essas coisas o que devo fazer? Me irar com ela? Murmurar com Deus como se eu não fosse pecadora e sim ela – tal como Adão sugeriu com Eva? Isso obviamente não trará resultado nenhum, né meninas? Devo olhar pra Jesus, o modelo de tudo para todos, e buscá-lo. Ajudá-la, com amor e compreensão, a chegar lá também. A santificação é um processo, estamos nos afiando, eu e ela. Se um amigo já afia o outro imagina pais e filhos que se tocam todos os dias.

Menina, medite com transparência sobre esses 3 porquês juntamente com os versos que sugiro a seguir: Isaías 64.4, Provérbios 27.17, Mateus 11. 28 até 30, Mateus 18 21,22, Genesis 3, João 10.10.

Ame o Senhor sobre todas as coisas e aos seus pais como a você mesma. Busque pessoas com quem você possa desabafar sobre isso que falamos – mas busque alguém que confronte vocês em seguida (louvo a Deus porque encontrei meus amigos de caminhada cristã e os levo comigo para conforto e confronto).

Prazer imenso tal como a gratidão que sinto em falar para ti, minha irmã do fé.

Emanuelle Bartolomeu

Posted in Conselhos de amiga.

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