FéMenina

Regue seus relacionamentos com Jesus!

Hon­ra aos pais: Assun­to com­pli­ca­do, não?! 

Para começar, quero citar um dos ver­sícu­los mais con­heci­dos quan­do falam­os sobre hon­ra (prin­ci­pal­mente aos pais):

“Honra teu pai e tua mãe,
a fim de que tenhas
vida longa na terra
que o Senhor,o teu Deus, te dá.”
Êxodo 20:12

Um ver­sícu­lo pequeno que traz con­si­go uma facil­i­dade para dec­o­rar, mas infe­liz­mente, uma difi­cul­dade enorme no que­si­to “tat­u­ar” no nos­so coração. Já pen­sou? Como a vida seria mais fácil se em nos­sa casa não tivésse­mos atri­tos e nos­sa vida fos­se “rega­da a pur­pu­ri­na rosa e algo­dão doce”?! 

Pois é, um dos resquí­cios que nos­sa natureza imoral e pecaminosa nos traz, é a defi­ciên­cia ger­al em rela­ciona­men­tos saudáveis que con­stroem-se com respon­s­abil­i­dade afetiva!

 

Para con­tex­tu­alizar, gostaria de con­tar a vocês um pouco de como foi meu rela­ciona­men­to com meus pais até uma cer­ta idade. 

A Ana que cresceu na igre­ja, achan­do que Deus tin­ha netos (-ah por que meu pai é pas­tor né, então ten­ho meu lugarz­in­ho com Jesus), e que não desen­volvia intim­i­dade com o Cri­ador, auto­mati­ca­mente via seus pais como mer­ca­dos de tro­ca, e se não esta­va do seu gos­to, ela sur­ta­va e usa­va da rebel­dia para ferir as pes­soas que mais a amava. 

Após um tem­po, e lon­gos lon­gos proces­sos, essa Ana con­heceu Jesus, o recon­heceu como Sal­vador e apren­deu que ao com­preen­der a pater­nidade e adoção do Sen­hor, ela dev­e­ria hon­rar, amar e respeitar seu ciclo rela­cional mais próx­i­mo — ou seja, seus pais! E que mudança difí­cil! Ape­sar dis­so, esse ensi­na­men­to me trouxe momen­tos em família gos­tosos e que me fiz­er­am son­har em um dia ter e ser família com alguém… 

Ahhh e que bom saber a par­tir daí o que o Sen­hor reser­va­va para o meu coração (- isso é assun­to para out­ro dia, quem sabe nos encon­tremos por aí e eu te conto!) 

 

Pode não pare­cer, mas esse assun­to abala nos­sas estru­turas, mexe com nos­sos medos, vivên­cias, e com tudo o que vimos e vive­mos até esse exa­to momen­to! O tem­pera­men­to de cada uma de nós foi for­ma­do de maneiras e jeit­in­hos difer­entes, e é assim tam­bém com nos­sa história, por mais que jun­tas, somos uma grande família — nova­mente, cada uma de nós tem uma história, ape­nas uma história, que deve ser trans­for­ma­da a cada encon­tro diário com o Sen­hor. Algu­mas de nós tem pais pre­sentes porém hiper pro­te­tores, out­ras, podem ter pais nada pre­sentes; out­ras até pais estres­sa­dos e inco­mu­nicáveis. Mas, ape­sar dis­so tudo, todas nós temos algo em comum, uma fil­i­ação e um DNA em comum… Podemos ser fil­has eter­nas de um úni­co Pai, nos­so Deus e Sen­hor. 

 

Provavel­mente você está se per­gun­tan­do o que isso tem a ver e aqui vai a resposta: 

“O temor do SENHOR é
o princípio da sabedoria,
e o conhecimento do Santo
a prudência.”
Provérbios 9:10

Quan­do recon­hece­mos o Sen­hor como um Pai que ama seus fil­hos e o amamos de todo coração, somos trans­for­madas pelo Espíri­to San­to, nos tor­nan­do mais pare­ci­das com o caráter de Cristo

A par­tir daí, nos­so coração enganoso fica qui­et­inho e nos­sa mente obscu­ra esquece todas as palavras sujas e cheias de ódio que iri­am sair de nós. Ao bus­car­mos essa sabedo­ria, ter­e­mos ple­na certeza de que a oração e a vida práti­ca com o Sen­hor é a mel­hor for­ma de hon­rar nos­sos pais.

 

Como falei antes, podem exi­s­tir muitos fatores: pais e fil­hos, tem­pera­men­tos, lin­gua­gens do amor, difer­enças entre as ger­ações… mas todos somos humanos pecadores. Esta­mos cor­rompi­dos pelo peca­do. Esta­mos em uma bus­ca inces­sante para suprir o que nos fal­ta — algo que somente Jesus pode nos garantir.

Se Cristo é a pri­or­i­dade e esta­mos sendo mudadas pelo Espíri­to San­to, e se hon­rar os pais tem sido um grande desafio na nos­sa vida, talvez nos falte bus­car mais a com­paixão, o arrependi­men­to, o perdão, a abne­gação, a vida comum, o amor pelo ordinário, um apreço por cada milési­mo segun­do, dado por Cristo para que nos tor­nasse­mos com­ple­tos n’Ele.

 

Para exem­pli­ficar mel­hor, quero dar algu­mas dicas que ten­ho bus­ca­do colo­car em prática: 

- Lem­bre-se sem­pre que a for­ma mais impor­tante de hon­rar seus pais é orar por eles.

- Expresse seus sen­ti­men­tos através de palavras e ações. Reforce ati­tudes e palavras amáveis!

- Nova­mente: seja temente ao Sen­hor, esse é o princí­pio da sabedo­ria, que fará de você uma meni­na como Deus te criou para ser.

- E por fim: Regue o rela­ciona­men­to com seus pais, passe tem­po com eles! Seja sac­ri­f­i­can­do sua série preferi­da para assi­s­tir filmes tur­cos com sua mãe ou UFC com seu pai, ten­ha tem­po de qual­i­dade! Isso cri­ará intim­i­dade entre vocês e fará de vocês além de pais e fil­hos, ami­gos e prin­ci­pal­mente, trará um ambi­ente seguro de discipulado!

 

Para com­ple­tar, gostaria de desafiá-las e fazê-las pen­sar em quais pon­tos como Fil­has do Sen­hor temos que mel­ho­rar, e em como esta­mos agin­do per­ante nos­sos pais:

- Você tem tira­do algum tem­po do seu dia para cri­ar rela­ciona­men­to com o Sen­hor e com seus pais? Que tal uma série em família, uma jan­ta, um cul­to no lar?

- Você tem sido temente ao Sen­hor e ora­do pela vida espir­i­tu­al, emo­cional e físi­ca da sua família? Lem­bre-se que esse é o maior ato de amor e honra!

- E por últi­mo mas não menos impor­tante: quais são suas maiores difi­cul­dades, atri­tos ou ati­tudes no que­si­to hon­ra aos pais, que podem ser mudadas com oração e com mudanças sim­ples no dia dia? (Seja uma louça lava­da ou um abraço)

 

Espero que Deus ten­ha fal­a­do com vocês, como falou e tem fal­a­do comi­go! Avante! Que hon­re­mos nos­sos pais e que, como mul­heres tementes a Deus, pos­samos amar e, prin­ci­pal­mente, orar por nos­sa família! Por isso, regue seus rela­ciona­men­tos com Jesus! <3

Com amor, 
Ana Ribeiro

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