FéMenina

O Sofrimento e a Dureza de Coração

E aí Meni­na de Fé? Como você está? Espero que bem! Ulti­ma­mente tem feito um frio por aqui, não é mes­mo? Pois é, ape­sar de estar­mos com o pez­in­ho na Pri­mav­era 🌻, esta­mos falan­do e ain­da viven­do a estação mais fria do ano, o Inver­no (escute a playlist de músi­cas des­ta estação, enquan­to lê). 🌬

Quan­do falam­os de estar pas­san­do pelo Inver­no na área emo­cional, geral­mente não se acha mui­ta coisa boa não. Apare­cem a apa­tia espir­i­tu­al, frieza, desân­i­mo, dor, amar­gu­ra, provações, desân­i­mo e a lista segue. Alguns assun­tos aci­ma foram trata­dos nos tex­tos ante­ri­ores sobre o Inver­no, mas existe um assun­to que pede uma atenção espe­cial: o sofri­men­to. 🥶

Con­fes­so que quan­to mais estu­do sobre esse assun­to, mais vejo o quan­to sou leiga e que não con­heço todas as nuances do que é o sofri­men­to. Há alguns meses assisti uma série de vídeos da Elis­a­beth Elliot inti­t­u­la­da “A ter­rív­el ver­dade” forneci­do em um cur­so pela Edi­to­ra Fiel. Ela fala do sofri­men­to como “Ter o que não se quer ou quer­er o que não se tem”. Sua história é de ficar boquiaber­ta, (recomen­do pesquis­ar) mas ela mes­ma diz que ain­da assim, con­heceu pes­soas e histórias em um out­ro pata­mar de sofri­men­to, e cita algu­mas, dizen­do que ela mes­ma não podia diz­er que sabia de fato o que era sofrimento. 

Diante dis­so me per­gun­to: Quem sou eu para falar de sofri­men­to? Per­to desse pes­soal eu não sei nada dis­so! Mas cá esta­mos nós, e se você leu até aqui é porque talvez ten­ha um pin­go de curiosi­dade para onde esse “rio” vai te levar. 

“Con­tra fatos não há argu­men­tos”, escu­to muito por aí, então se é para falar daqui­lo que sen­ti­mos na pele, mes­mo que não chegue aos pés do teste­munho da Elis­a­beth Elliot, vamos falar daqui­lo que apren­demos. Afi­nal de con­tas, Deus nun­ca des­perdiça uma dor, então vamos apren­der com a dor. Isso mes­mo, apren­der com a dor. É sobre isso que quero falar. 

Quan­do se tra­ta de sofri­men­to não podemos pen­sar que é pre­rrog­a­ti­va nos­sa, todas as pes­soas sofrem. Umas mais, out­ras menos, por inúmeras situ­ações, mas Elis­a­beth Elliot fala algo que é cru­cial para quem está pas­san­do por este Inver­no chama­do sofri­men­to: Não são as exper­iên­cias das nos­sas vidas que nos mudam; é a nos­sa respos­ta a essas experiências”. 

Creio que como eu você já ten­ha pas­sa­do, ou con­heci­do alguém que não ten­ha reagi­do bem ao sofri­men­to. “Mas Greyce, des­de quan­do as pes­soas reagem bem ao sofri­men­to? Quem gos­ta de sofr­er? ”. Sim, sim, eu sei, ninguém é maso­quista, ninguém gos­ta de sofr­er, mas falo rea­gir bem ao sofri­men­to no sen­ti­do de enten­der o proces­so. Con­heço pes­soas que não enten­der­am que pre­cisavam pas­sar pelos proces­sos, pes­soas que ficaram duras, amar­gas, pes­soas que não se deixaram moldar por Deus durante o proces­so. Bet­ty Tap­scott descreve essas pessoas:

Algu­mas pes­soas pare­cem gostar de viv­er no pas­sa­do, repas­san­do e reviven­do sofri­men­tos anti­gos, sofren­do como már­tires. A essas pes­soas Jesus não cura.

Estou lendo um livro fan­tás­ti­co do T.D. Jakes inti­t­u­la­do “Esma­ga­do”, inclu­sive recomen­do (mais um, rs). Neste livro ele con­ta como os sofri­men­tos o trans­for­maram em um vaso nas mãos de Deus. Con­fes­so que antes de escr­ev­er esse tex­to fiz umas (trezen­tas) ano­tações de fras­es do livro para citar aqui, mas o espaço é muito pequeno, então indi­co a leitu­ra do livro, e vou me ater a pou­cas frases:

Estou con­ven­ci­do de que os mais pun­gentes e poderosos momen­tos em nos­sas vidas, no entan­to, acon­te­cem quan­do Deus nos leva através das estações de instrução e de desen­volvi­men­to no sofrimento.

Ele usa o exem­p­lo das uvas que são trans­for­madas em vin­ho, das sementes que pre­cisam cair na ter­ra e “mor­rer” para brotarem. Quer­e­mos enten­der as coisas enquan­to esta­mos pas­san­do pelo sofri­men­to e ali é jus­ta­mente o meio do proces­so, quan­do esta­mos pas­san­do pelo sofri­men­to e nos fechamos, não acei­tan­do o que está acon­te­cen­do, ques­tio­nan­do Deus e “esperne­an­do”, o dito cujo proces­so não acon­tece. Você já ten­tou aju­dar um cachor­ro que está machu­ca­do? Você vê o prob­le­ma, você pode ajudá-lo, mas ele vai ten­tar te morder, e somente quan­do você o segu­ra e con­segue tratar do fer­i­men­to ele vai sen­tir o alívio. Mas naque­le momen­to ele não quer saber de aju­da, de alguém mex­er na feri­da. Quan­tas vezes agi­mos assim? Como um cachor­ro machu­ca­do que não deixa ninguém ten­tar aju­dar, não deixa ninguém mex­er na feri­da? Um coração endure­ci­do que nada percebe. 

Amamos o pen­sa­men­to de ser­mos tal­en­tosos e poder­mos faz­er algo grande, mas não sor­ri­mos tão forte­mente quan­do esta­mos diante dos proces­sos de refi­na­men­to da vida.

Parece clichê pegar o exem­p­lo da lagar­ta que se trans­for­ma em bor­bo­le­ta, mas é exata­mente isso! Crescer dói. O proces­so dói, mas temos que vivê-lo. Nós podemos (e deve­mos) enten­der que existe sim uma meta­mor­fose, existe um cam­in­ho a per­cor­rer, existe um apren­diza­do, um “para que” ao invés do “por quê”.

A queri­da Elis­a­beth dá algu­mas dicas de como agir durante o sofrimento:

  1. Reconheça‑o.
  2. Aceite‑o.
  3. Ofereça‑o a Deus como sac­ri­fí­cio.
  4. Ofer­eça-se com ele.

Ela ain­da cita duas coisas que dis­tinguem os cristãos: a gratidão e a aceitação. É difí­cil ficar gra­ta no meio do sofri­men­to, por isso creio que o primeiro pas­so é a aceitação. Aceitar que Deus per­manece no con­t­role, que Ele é sober­a­no, que Ele vai limpar o que não pres­ta e extrair o mel­hor de nós. Depois sim, que começar­mos a enx­er­gar o “Para que” a gratidão vai encher o nos­so coração, em saber que fomos moldadas para realizar a mis­são para o qual fomos cri­adas: “ Cumprir os propósi­tos de Deus”. O Tex­to de Romanos 8.28 é bem conhecido:

“Em todas as coisas Deus tra­bal­ha para o bem daque­les que O amam.”

Observe que Ele diz todas as coisas- não algu­mas coisas, pou­cas coisas ou as boas coisas. Tudo inclui o doloroso, o ines­per­a­do e o aparente­mente insu­portáv­el, inimag­ináv­el e intol­eráv­el. Tudo inclui as per­das que você está sofren­do ago­ra mes­mo, aque­las que você car­rega den­tro de você todos os dias. Tudo inclui os desas­tres, as divisões e as dis­trações que inva­dem sua paz de espíri­to. Tudo inclui cir­cun­stân­cias que deix­am você se sentin­do impo­tente, vul­neráv­el e instáv­el. 

Repetindo: Em todas as coisas Deus tra­bal­ha para o bem daque­les que O amam.

Com car­in­ho, da Tante Greyce

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