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Muçulmanos – Um povo carente de esperança

Nos últimos anos, o mundo tem voltado sua atenção para os países árabes, sobretudo os de religião islâmica. Isso porque os muçulmanos têm se espalhado pelo mundo todo em um movimento que se assemelha a uma diáspora. Eles chamam a atenção não apenas por terem um tipo específico de se vestir e, por conta disso, não ser possível passarem despercebidos, mas muito mais pelos ataques terroristas que vem sendo cometidos por grupos islâmicos em várias partes do mundo. Isso tem feito com que em muitos países da Europa e da América, por exemplo, as pessoas sintam medo e tenham preconceito contra muçulmanos, perdendo, assim, a oportunidade de apresentar o Deus verdadeiro a eles, único capaz de salvar para a vida eterna.

Talvez você já tenha ouvido falar bastante a respeito de muçulmanos e grupos terroristas islâmicos. Talvez você conheça um pouco do contexto atual dos muçulmanos, mas você sabe qual é a origem desse povo?

Por meio dos descendentes de Abraão, os quais, Deus tornou tantos que não se pode contar (Gn 16.10; Gn 15.5), surgiram as três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Você já deve ter lido na Bíblia na história de Abraão, Sara e Agar. Vou fazer um breve resumo aqui…

Abraão e sua esposa Sara já eram idosos e, mesmo o patriarca sendo considerado o “pai da fé”, naquele momento hesitou e acabou por duvidar da promessa de Deus de que ele teria filhos. Então, quando Sara apresenta ao marido o seu plano para dar-lhe descendentes por meio da sua escrava egípcia Agar, Abraão concorda com o plano e o coloca em prática. Agar de fato engravida e, aquela que até então era apenas uma escrava, distante de sua terra e sem valor algum, enfim alcança algum motivo para prestígio e passa a desprezar Sara. A senhora, não suportando tal
humilhação, decide em seu coração maltratar a escrava. Agar prefere fugir para o deserto a suportar os maus-tratos. Quando ela está no deserto, o próprio Anjo do Senhor aparece a ela – uma escrava egípcia – e não somente a ordena que volte para a sua dona, mas também faz promessas acerca do bebê que ela carregava no ventre. (Confere o que o Anjo do Senhor falou a Agar em Gn 16.10-12 😉

Agar obedeceu, voltando para o acampamento de Abraão; ela teve Ismael e o menino cresceu como filho legítimo de Abraão até seus 14 anos, quando nasceu o tão aguardado “filho da promessa”, advindo da união de Abraão com Sara. Com o nascimento de Isaque, Ismael não cumpria mais o seu papel de único descendente de Abraão e, além disso, apesar de ser o filho mais velho, ele não tinha o direito de primogenitura (Gn 21.10;12). Assim, Agar e seu filho são mandados embora das terras de Abraão e peregrinaram pelo deserto de Berseba, (novamente Deus fala a Agar e vale muito a pena conferir em Gn 21.14-20). Deus salvou Ismael e prometeu que faria dele um grande povo. Deus também disse que ele viveria longe de todos os seus parentes (Gn 25.9); É interessante notar que a Bíblia na Nova Versão Internacional (NVI)
traz a palavra hostilidade, ao descrever como viveram os descendentes de Ismael em relação aos demais descendentes de Abraão. (Gn 25.18)

Dos filhos de Ismael provém o povo árabe, pois este estabeleceu-se na região da Arábia, a qual ficava entre Havilá e Sur, a leste do Egito. A palavra árabe, no hebraico é ‘ereb, foi usada para referir-se ao deserto e às pessoas que viviam lá.

Se, ao estudar-se a Bíblia é possível perceber que dentre os descendentes de Isaque muitos acabaram por desviar-se dos caminhos do Senhor misturando-se com as crenças de outros povos, quanto mais dentre os descendentes de Ismael, que não puderam contar com o suporte de Abraão, o “pai da fé”, e estavam inseridos no contexto egípcio, uma terra tomada pelo paganismo e adoração a diversos deuses. Assim, sem uma forte referência de fé, por volta no ano 622, por meio de uma visão que Maomé teve, surge o Islamismo.

Em um cenário de atraso nas várias esferas da sociedade, de guerras civis, perseguições, fome e total falta de infraestrutura em muitos países do mundo árabe, milhões de muçulmanos tem deixado sua pátria e buscado refúgio em outros países. Entre 2010 e 2016, sete milhões de pessoas, de diversas origens religiosas, chegaram à Europa como migrantes regulares ou refugiados. Mais da metade deles, em torno de 3,7 milhões, eram muçulmanos. Esses movimentos de imigração aumentam as chances de muçulmanos conhecerem a Jesus, tendo em vista que é muito difícil ter abertura para falar do Evangelho em seus países de origem, mas estando em terras ocidentais, há muito mais oportunidades de ouvirem falar a respeito do Deus verdadeiro.

Nas últimas décadas, tem-se ouvido relatos dos quatro cantos do mundo a respeito da conversão de muçulmanos ao Evangelho de Jesus Cristo. De acordo com o estudioso em Islamismo, Joshua Lingel, só nos últimos vinte anos, cerca de 4 milhões e 200 mil muçulmanos tornaram-se seguidores de Cristo. Porém, apesar de ser um número bastante expressivo, ainda é menos de 1% de toda a população islâmica no mundo. Conforme Garrison entre dois e sete milhões de muçulmanos vieram a Cristo nessas últimas duas décadas, mas também concorda com Lingel ao afirmar que ainda é, estatisticamente, “uma pequena gota no vasto mar do Islã”, contudo, não insignificante.

É preciso que a igreja de Cristo desperte para a necessidade que há de que a graça e o amor de Jesus alcancem os muçulmanos, em todas as esferas da vida humana. Quando os cristãos aproveitam a oportunidade de demonstrar aos novos vizinhos muçulmanos, que servem a um Deus que eles desconhecem, um Deus de amor, bondade, esperança e graça, estão cumprindo seu papel de trazer o reino de Deus à terra. Para isso, é preciso deixar de lado o medo, o ódio e o preconceito e olhar para os muçulmanos como um povo carente de esperança e graça.

Manuela Bellan

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