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Meus pais se divorciaram, e agora?

Meus Pais divorciados, e agora?

O divór­cio dos pais abala não ape­nas uma estru­tu­ra famil­iar, mas o emo­cional de todos envolvi­dos daque­le grupo famil­iar. Os sen­ti­men­tos assemel­ham-se aos de luto, pois ter­mi­na uma con­fig­u­ração e orga­ni­za­ção famil­iar para dar iní­cio a out­ra, pas­sam por fas­es muito semel­hantes (negação, rai­va, nego­ci­ação, depressão e aceitação) a qual­quer out­ro tipo de perda.

Esse é um momen­to difí­cil para todos os envolvi­dos, mas nor­mal­mente os olhares estão dire­ciona­dos para as partes em con­fli­to ou se voltam para a cri­anças peque­nas, esque­cen­do-se assim dos ado­les­centes e jovens da família. Por isso, preparamos algu­mas dicas para aux­il­iar vocês jovens e ado­les­centes a enfrentarem essa situação.

  • A cul­pa não é sua: 

Pode pare­cer clichê, mas não é: a cul­pa não é sua. Muitos ado­les­centes e jovens car­regam den­tro deles a cul­pa do fim do rela­ciona­men­to de seus pais. Em alguns casos os pais são os respon­sáveis por pro­ferirem e ali­menta­rem ess­es sen­ti­men­tos, dire­cio­nan­do aos fil­hos a cul­pa da fal­ta de tem­po para o casal, os prob­le­mas finan­ceiros, etc. Inde­pen­dente de suas ati­tudes como fil­ha, seus pais são pes­soas adul­tas e cada um deles são respon­sáveis e irão prestar con­ta pelos seus atos, dessa for­ma é impos­sív­el você car­regar o peso da cul­pa por um divór­cio dos pais.

  • Você não pre­cisa escol­her um lado:

Se você mora­va jun­to com seus pais inevi­tavel­mente terá que morar com um deles após o divór­cio, porém isso não quer diz­er que você está escol­hen­do um par­tido ou lev­an­tan­do uma ban­deira. Ten­ha cuida­do com isso, você não pre­cisa escol­her um lado! É inevitáv­el que você pos­sa ter um vín­cu­lo maior com sua mãe, por exem­p­lo, mas não deixe que isso ven­ha atra­pal­har o seu rela­ciona­men­to com o seu pai. Você provavel­mente irá vis­i­tar ou pre­cis­ará pas­sar alguns dias da sem­ana em out­ra casa ou ambi­ente, aproveite essa opor­tu­nidade para cri­ar um rela­ciona­men­to com aque­le do qual você não é tão próx­i­mo assim.

Evite tam­bém par­tic­i­par de con­ver­sas que degra­dem a imagem do seu pai ou da sua mãe, por mais chatea­da que você pos­sa estar neste momen­to, não ali­mente ess­es sen­ti­men­tos den­tro de você com palavras jogadas ao ven­to ou para pes­soas que estão ape­nas pre­ocu­padas em apon­tar erros, mas não a ajudá-la. Assim que a poeira baixar você poderá sen­tir-se mal por palavras ditas em momen­tos de ira.

  • Não tente assumir o con­t­role da situação: 

Após o divór­cio, a família vive um momen­to de reor­ga­ni­za­ção de papéis e de funções, em alguns casos mudanças finan­ceiras, situ­ações que exigem a coop­er­ação de todos para que encon­trem uma nova for­ma de faz­er as coisas fun­cionarem. Muitas vezes isso leva um tem­po, pois pais e fil­hos podem estar abal­a­dos emo­cional­mente pelos últi­mos acon­tec­i­men­tos. E no meio de tudo isso, é muito comum a ado­les­cente ou jovem assumir o papel de mul­her e mãe daque­la casa, seja por con­ta dos afaz­eres domés­ti­cos, seja cuidan­do de um irmão (irmã) mais novo (a) ou até mes­mo assu­min­do a respon­s­abil­i­dade finan­ceira da casa. Você pode e deve con­tribuir com aqui­lo que tem com a sua família, porém você não deve ten­tar assumir o con­t­role da situ­ação, incor­po­ran­do o papel da sua mãe ou do seu pai na casa. Chegará o momen­to em que você estará cansa­da de car­regar esse far­do e respon­s­abil­i­dade, pois não é o seu papel, Deus te colo­cou como fil­ha nes­sa família e assumir out­ras funções será prej­u­di­cial para você lá na frente.

  • Não car­regue esse far­do sozinha: 

Não car­regue esse far­do soz­in­ha: ten­ha alguém próx­i­mo, uma líder, uma dis­cip­u­lador, alguém que você sai­ba que é temente a Deus e seu coração está nEle. Pro­cure a aju­da dessa pes­soa, encon­tre-se com ela, mande men­sagens, fale sobre seus sen­ti­men­tos, sobre seus medos, sobre suas angús­tias. Não sin­ta que estará inco­modan­do ou atra­pal­han­do, se essa pes­soa se dis­pôs a cam­in­har do seu lado, ela ficará feliz em saber que você lem­bra dela momen­tos mais difí­ceis e procu­ra um con­sel­ho saudáv­el. Você pre­cisa bus­car pes­soas que irão te con­so­lar e aju­dar a man­ter os teus olhos fixos em Jesus no meio dessa tempestade.

O divór­cio é uma per­da grande para todos, em alguns casos pode demor­ar um pouco mais para digerir esse luto e con­seguir se reor­ga­ni­zar, se você está perceben­do essa difi­cul­dade, não hes­ite em procu­rar aju­da de um profissional.

  • Entregue suas preocupações:

Min­ha queri­da, por mais imper­feitos que seus pais sejam, não esqueça que você tem um Pai que é per­feito em tudo o que faz. Entregue suas pre­ocu­pações diante dEle e sai­ba que cada palavra da sua boca, cada lágri­ma der­ra­ma­da em secre­to, será ouvi­da e con­so­la­da por Aque­le que é o próprio Amor. Lem­bre-se que a própria Bíblia nos exor­ta a não andar­mos ansiosas, mas colo­car­mos nos­sos pedi­dos diante de Deus: “Não andeis ansiosos por coisa algu­ma; antes em tudo sejam os vos­sos pedi­dos con­heci­dos diante de Deus pela oração e súpli­ca com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendi­men­to, guardará os vos­sos corações e os vos­sos pen­sa­men­tos em Cristo Jesus”. Fil­ipens­es 4: 6,7.

Que Deus seja sua força nesse momento,

forte abraço

Jaque

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