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Maturidade espiritual: é hora de dar frutos!

Esta­mos refletindo jun­tas sobre o out­ono e os desafios que essa estação traz para nós. Par­tic­u­lar­mente, as cores pre­sentes no out­ono são as que mais me fasci­nam. As pais­agens ficam pin­tadas com enormes man­chas de laran­ja, amare­lo e ver­mel­ho, ver­dadeiras obras de arte do Criador!

O out­ono é tam­bém con­heci­do como a estação da col­hei­ta, pela sua grande var­iedade de fru­tos. As fol­has e fru­tos caem, e é tem­po de col­her! Esse proces­so acon­tece em decor­rên­cia nat­ur­al do amadurecimento.

Trazen­do essa analo­gia para nos­sa cam­in­ha­da cristã, quero refle­tir sobre maturi­dade espir­i­tu­al. A maturi­dade espir­i­tu­al é o obje­ti­vo de todo o cristão. Ela não acon­tece do dia para a noite, mas é um proces­so de cresci­men­to que tem como obje­ti­vo nos tornar cada vez mais pare­ci­dos com o caráter de Cristo. E que de acor­do com o após­to­lo Paulo, é um proces­so con­tín­uo que nun­ca ter­mi­nará nes­ta vida. (Fp 3.12–14). Essa jor­na­da é lenta e pro­gres­si­va, e deve ger­ar fru­tos em nós.

Em Gálatas 5, vemos o após­to­lo Paulo falan­do sobre essa cam­in­ha­da no Espíri­to, a qual acon­tece “um pas­so de cada vez”. Tra­ta-se de apren­der a cam­in­har sob a instrução do Espíri­to San­to e estar sob o seu con­t­role. O qual, pro­duzirá em nós o Seu fruto. 

“Mas o Espíri­to pro­duz este fru­to: amor, ale­gria, paz, paciên­cia, ama­bil­i­dade, bon­dade, fidel­i­dade, man­sid­ão e domínio próprio. Não há lei con­tra essas coisas! Aque­les que per­tencem a Cristo Jesus cru­ci­ficaram as paixões e os dese­jos de sua natureza humana. Uma vez que vive­mos pelo Espíri­to, sig­amos a direção do Espíri­to em todas as áreas de nos­sa vida”. (Gálatas 5.22–25)

Podemos dividir os com­po­nentes do fru­to do Espíri­to em três grandes áreas da vida cristã que deve­mos demon­strar maturidade:

1) A ati­tude do cristão para com Deus

Amor, ale­gria, paz. Ess­es três primeiros ele­men­tos do fru­to do Espíri­to têm a ver com nos­so rela­ciona­men­to com Deus. C. S. Lewis fala em seu livro “Os qua­tro amores”, que: “A saúde espir­i­tu­al do indi­ví­duo é exata­mente pro­por­cional ao seu amor por Deus”. 

Paulo começa com o amor, pois, todas as out­ras vir­tudes decor­rem do amor. Quem vive no amor, exper­i­men­ta a ale­gria e a paz de tal for­ma que ambos não são afe­ta­dos por cir­cun­stân­cias exter­nas. Um exem­p­lo dis­so é a exper­iên­cia de con­tenta­men­to cristão que Paulo rela­ta em Fp 4.10–20. A ale­gria que vem do Sen­hor não provém de coisas ter­re­nas, pas­sageiras e mutáveis, mas está fun­da­men­ta­da naque­le que não muda e é eter­no! E por esse moti­vo, podemos des­fru­tar da paz que excede todo o entendi­men­to, o que não sig­nifi­ca ausên­cia de prob­le­mas, mas, sobre­tu­do, a con­sciên­cia de que nos­sas vidas estão nas mãos de Deus.

2) A ati­tude do cristão para com o próximo 

Paciên­cia, ama­bil­i­dade, bon­dade. Essas três qual­i­dades dizem respeito ao nos­so rela­ciona­men­to com as pes­soas. E, diga-se de pas­sagem, que é o mais desafi­ador de todos. Paciên­cia tem a ver com tol­erân­cia em aguen­tar todo o tipo de insul­tos cau­sa­dos pelos out­ros, é a dis­posição cal­ma para aceitar situ­ações que são irri­tantes ou dolorosas. É um mús­cu­lo o qual deve­mos exerci­tar todos os dias, e não deixar a ira dom­i­nar! Só o Sen­hor na causa! A ama­bil­i­dade é a car­ac­terís­ti­ca da pes­soa amáv­el e gen­til, que tem dis­posição em faz­er o bem. E a bon­dade, é o amor em ação! Nada dis­so é pos­sív­el por nos­sas próprias forças, tra­ta-se de uma obra que só o Espíri­to San­to pode realizar em nós. Não pro­duz­i­mos fru­tos por nós mes­mos. O que existe de bom em nós é obra de Cristo!

3) A ati­tude do cristão para com ele mesmo

Fidel­i­dade, man­sid­ão e domínio próprio. Ess­es três últi­mos atrib­u­tos for­mam o fru­to do Espíri­to e é rela­ciona­do a nós mesmos.

A fidel­i­dade sig­nifi­ca con­fi­a­bil­i­dade e leal­dade. Descreve o cristão que é dig­no de con­fi­ança. A man­sid­ão sig­nifi­ca o uso cor­re­to de poder e autori­dade e expres­sa a ati­tude de Jesus durante seu min­istério aqui na ter­ra. “Sou man­so e humilde de coração”. (Mt 11.29). O cristão man­so não usa inde­v­i­da­mente seu poder e autori­dade. E o domínio próprio é o auto­con­t­role, o domínio dos próprios desejos. 

O obje­ti­vo final do fru­to do Espíri­to é nos tornar mais semel­hantes com Cristo para a glória de Deus! Isso é car­ac­terís­ti­co da maturi­dade espir­i­tu­al! Cristãos maduros amam a Deus e as pes­soas, se ale­gram até mes­mo em momen­tos difí­ceis pois sabem que é Deus quem coman­da cada detal­he de suas vidas, e isso lhes dá paz. Cristãos maduros são pacientes, amáveis e bon­dosos com as pes­soas, não são gros­seiros, mas em todas as ati­tudes demon­stram um espíri­to doce e tran­qui­lo. E por fim, cristãos maduros são leais, man­sos e pos­suem auto­con­t­role. Não agem por impul­so e são dig­nos de confiança.

 Pare, pense e aplique: 

- De que for­ma ten­ho demon­stra­do amor, ale­gria e paz para com Deus?

- De que for­ma ten­ho exerci­ta­do paciên­cia, ama­bil­i­dade e bon­dade para com as out­ras pessoas?

- De que for­ma ten­ho prat­i­ca­do fidel­i­dade, man­sid­ão e domínio próprio com meus próprios impulsos?

- Lem­bre-se que a maturi­dade espir­i­tu­al é um proces­so lento, e, como todo proces­so, os pequenos pas­sos são impor­tantes e pre­cisam ser celebrados. 

- Escre­va em um post-it quais ele­men­tos você já amadure­ceu em com­para­ção ao pas­sa­do e anote quais vir­tudes você ain­da pre­cisa melhorar. 

- Ore a Deus pedin­do um caráter molda­do por Ele e este­ja sen­sív­el ao seu direcionamento.

É out­ono! É hora de dar frutos! 

Abração, Maxi 

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