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Masculinidade e Feminilidade

Não que seja fácil falar sobre esse assunto, mas eu mesma decidi escrever sobre ele. Não que seja possível esgotá-lo nesse momento e de uma vez, mas foi por isso mesmo que decidi escrever sobre ele. Não é que não seja desconfortável para mim, mas é por isso mesmo que insisto em decidir por ele e nunca pelo contrário dele (que seria a apatia diante das urgências do nosso tempo e da nossa geração).

Não é fácil falar sobre feminilidade e masculinidade sem a Bíblia, porque esse assunto não cabe em pontos, em esquemas, em gráficos. Existem pontos pertinentes, é claro. Existem esquemas que mostram as estruturas funcionais e disfuncionais que tangem a feminilidade e a masculinidade saudáveis. Existem gráficos (assustadores) que apontam os caminhos complicados que nos esperam (ou não nos esperam mais).

Mas a verdade está na Palavra, de capa a capa: Jesus é o Senhor. Jesus é o Senhor de tudo, sobre tudo e para sempre, o que quer dizer que a minha feminilidade (e a masculinidade dos homens que também chegarem a esse texto) está sobre o governo dele. Desejos, intenções, vaidades, formas, expressão, gestos, trejeitos, moda, voz, talentos, ambições, beijos e carícias que expressem que sou mulher devem expressar primeiro que eu tenho um dono. Ele que faz planos para os meus planos. Ele é quem me reveste do que o veste. Ele é, ele faz. Quando uma mulher se esquece disso, para de celebrar o que o Senhor fez: homem e mulher. Diferentes.

Deus viu que era bom o diferente. Celebrou isto. Mas e depois da queda temos o que celebrar?

“Quando um homem se torna mau, como aconteceu com todos os homens, de certo modo, depois da Queda, o que mais é prejudicado é a sua força. O homem se torna passivo e fraco – entrega a sua força – ou se torna violento e compulsivo – perde o controle da sua força. Quando uma mulher perde a graça de Deus, o que mais é prejudicado é a sua terna vulnerabilidade, a beleza que atrai a vida. Ela se torna uma mulher dominadora e controladora – ou uma mulher desolada, necessitada, quieta.” (ELDREDGE, 2015, pag.64).

O efeito da queda ou o feito grandioso da cruz cheia do sangue do nosso Senhor? O que é digno de celebração? Fazemos essa escolha e a partir dela escolhemos a feminilidade (ou a masculinidade) sã e produtiva. Não faz sentido buscar sobre esse assunto sem a luz de Cristo DENTRO de nós, o que quer dizer que o mundo tem tentado, podcasts e livros não faltam, mas suas palavras vêm do escuro, produzindo assim muita escuridão, caos desesperador e famílias tóxicas.

Como disse, não pretendo esgotar esse assunto nesse post. Seria arrogante imaginar tal coisa, a saber, que “eu me conheço mais olhando pra Você” (Crombie, Convívio) e pretendo passar o resto da minha vida olhando para Deus. Mas vale citar dois livros singulares e precisos para esse tema. Um já citei acima com o recorte e incentivo fortemente que as mulheres que me lêem o tenham (rabiscado e marcadíssimo como o meu? Talvez rs) e o leiam com a ajuda do Espírito Santo.

É minha dica de ouro: EM BUSCA DA ALMA FEMININA – John e Stasi Eldredge. Mas também há outro que me inspira e é o meu livro de cabeceira do ano de 2020. O SILÊNCIO DE ADÃO – Larry Crabb, Dom Hudson e Al Andrews. Três homens sinceros se expondo a partir de suas naturezas caídas em Adão e resgatas em Jesus. Um livro para homens e mulheres. Um livro para provar que esse assunto não se esgota, mas se aprende e se REAPRENDE (mesmo que você já tenha andado para muito longe do planejado).

Por fim, quero agradecer a Deus por mais essa oportunidade de tocar nesse assunto. Meio desconfortável? Sim, queridas irmãs (e queridos irmãos). Ainda me lembro de todas as vezes que quis provar que era mulher, provando de coisas que não vieram das mesmas mãos que criaram a mulher. Ainda me lembro de pegar atalhos para fugir do único caminho. E sei que daqui a uns anos vou me lembrar de agora: dessa fase que quero saber e explicar e resumir e pontuar e colocar em gráficos algo intangível.

A vida de Deus derramada em mim na expressão do feminino é algo imensurável, intangível, e, graças a Jesus, incontestável. Penso que estou no caminho certo quando me lembro da frase de um célebre homem: “É impossível alguém se arrepender de fato sem antes experimentar uma profunda decepção consigo mesmo” A.W. Tozer. Quando me decepciono com a forma de ser mulher enquanto estou à luz do mundo, corro arrependida para a Bíblia e vejo o que ela tem para me ensinar.

Deus nos conduza em aprendizado.

Emanuelle Bartolomeu

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