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Causas: Influencer ou influenciada?

Causas: Influencer ou influenciada?

Uau, que semana não é mesmo? Na verdade, que aninho hein? Não lembro nesses 26 anos de vida de ter vivido um ano tão anormal quanto esse. Não falo apenas de um vírus que assombra as aglomerações, mas de tuuuudo que se passou.

Este é, sem dúvida, o momento nos últimos séculos em que as causas surgem com muitos seguidores, defensores e cheeeeia de cancelamentos. “Como assim ‘as causas’?” Ah sim, deixe-me explicar.

A internet trouxe voz a quem nem era visto, mas também trouxe anonimidade aos acusadores de plantão. Causas políticas, sociais ou religiosas são bandeiras frequentemente levantadas para defesa ou acusação de um fato ocorrido com um público específico. Racismo, homofobia, machismo e intolerância religiosa são as pautas principais. E qual meu papel em tudo isso? Qual a minha posição como uma mulher cristã?

Primeiro devemos entender que não existe separação entre meu papel social e meu papel cristão. A partir do momento que entrego minha vida a Cristo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim e por isso não há divisão entre o que faço por Deus e o que faço pelo próximo, pois tudo faço para a glória de Deus. Seja no ministério em que sou envolvida na igreja ou na minha voz ativa em defesa ao próximo.

Entendendo isso, partimos para princípios bíblicos de que Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, homem e mulher (Gn 1.27). Logo, todos os seres humanos são iguais em essência e valor (Gn 9.6). Quando a humanidade desprezou a Deus, de onde vem sua identidade, ele perdeu a referência e começou a tentar se afirmar desprezando a vida do outro (Gn 4.1-8). Paulo nos fala que a raiz de toda indiferença e desprezo humano é o desprezo a Deus (Rm 1.18-32). Ou seja, o racismo, a homofobia, o machismo, a intolerância e tantas outras formas de desprezo não são a raiz do problema, mas o sintoma de uma sociedade que despreza a Deus como Deus.

A injustiça social deve sim nos indignar, deve gerar em nós compaixão e atitudes que revelem o caráter de Deus para com a sua criação. Mas isso não deve partir de uma influência midiática, de redes sociais ou até de nós mesmos. Essa indignação deve ser gerada por Deus através da nossa intimidade com Ele, pois Ele é o maior interessado na redenção da humanidade.  Se não estivermos firmes em Cristo, caminhando em comunhão com Ele, iremos nos perder entre causas e pautas e seremos só mais uma voz entre as milhares que clamam por justiça e igualdade.

Jesus foi o primeiro combatente de todos esses problemas. Não só aquele que combatia isso, mas era alvo de algumas dessas causas. Ele falou com a mulher samaritana, combatendo o machismo e o racismo ao mesmo tempo (Jo 4.1-45). Contou uma parábola em que o herói era samaritano (Lc 10.25-37). Sofreu ataques racistas por ser de Nazaré, foi rejeitado pelos judeus, pelos romanos e negado por Pedro. Sofreu a condenação do pecado daqueles que o desprezaram. Mas sua morte e ressurreição derrubou todo tipo de preconceito. Nele, a igualdade de valores é restaurada e todos são um (Gl 3.28). Em Cristo, o muro que separa causas e preconceitos é derrubado e por isso, a única solução para os problemas que as causas apontam é o evangelho de Jesus Cristo.

Então sim, proteste contra tudo que mancha a imagem de Deus para sua criação! Felizes os que desejam a justiça, porque serão satisfeitos (Mt 5.6)! Mas lembre-se: apenas postar tela preta não resolve o problema. É necessário pregar o evangelho! Por isso, proteste pregando! Mostre qual é o real problema e a única e verdadeira solução!

Um super abraço de encorajamento a você!

Angélica Agostini

Leia também:
https://femenina.org.br/enfim-a-hipocrisia/

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