FéMenina

História de Amor — Delize e Eduardo

Oi meni­nas!

Pra quem não me con­hece, eu sou a Delize, ten­ho 28 anos, sou nat­ur­al de Guaraciaba/SC, mas des­de 2013 moro em Ijuí/RS. Meu mari­do, Eduar­do, o Dudu, é nat­ur­al de Giruá/RS, mas tam­bém, des­de 2013 mora em Ijuí.

E foi aí que tudo começou… e quem diria… eu sem­pre brin­co falan­do isso, porque 8 anos atrás (2013) quan­do nos con­hece­mos, tan­to eu, quan­to ele, nem se quer imag­iná­va­mos o que Deus tin­ha para nos­sas vidas alguns anos depois. Hoje sabe­mos que Deus, em sua infini­ta sobera­nia, já tin­ha tudo prepara­do, nós é que não sabíamos. 

Era fevereiro de 2013, está­va­mos felizes chegan­do na Fac­ul­dade Batista Pio­neira para par­tic­i­par do pro­je­to mis­sionário Wake Up. Eu lá de San­ta Cata­ri­na, ele aqui do Rio Grande do Sul. Durante os seis meses do pro­je­to, foram dias inten­sos de ativi­dades, então tive­mos a opor­tu­nidade de com­par­til­har muitos momen­tos jun­tos com toda a tur­ma. E o que era para ser ape­nas 6 meses, acabou viran­do 4 anos, pois nós, assim como out­ros ami­gos da tur­ma, decidi­mos con­tin­uar estu­dan­do o bachare­la­do em Teologia.

Que dias mem­o­ráveis vive­mos durante ess­es 4 anos! Como dizem por aí: “Dias de luta, dias de glória! ”, hehe. Foram dias muitos bons, out­ros um pouco difí­ceis, mas que lap­i­daram nos­so caráter, nos fiz­er­am crescer, apren­der mais de Deus e nos aprox­i­mar dEle. E sim meni­nas, durante todo esse tem­po, nós éramos ape­nas AMIGOS! Tín­hamos nos­so grupo mais chega­do de ami­gos e está­va­mos sem­pre jun­tos, mas durante esse tem­po, nem se quer pas­sou pela nos­sa cabeça algo além de amizade.

Durante o cur­so de Teolo­gia, eu come­cei a tra­bal­har na própria fac­ul­dade, e rece­bi o con­vite para con­tin­uar após a for­matu­ra. Já o Dudu, ain­da não sabia ao cer­to o que iria faz­er, até que tam­bém rece­beu o con­vite para tra­bal­har na Fac­ul­dade. Foi aí, em 2017, durante o ano após a nos­sa for­matu­ra que as coisas começaram a mudar. 

Acabamos indo morar no mes­mo pré­dio (antes a gente mora­va no alo­ja­men­to da Fac­ul­dade), tra­bal­há­va­mos no mes­mo lugar, íamos na mes­ma igre­ja, na mes­ma acad­e­mia, no mes­mo mer­ca­do… ou seja, a gente esta­va sem­pre jun­tos — como já era antes — mas ago­ra, quase sem­pre, era só nós dois, pois quase todos nos­sos ami­gos não estavam mais moran­do em Ijuí. Eu já con­hecia muito o Dudu, mas a par­tir daí come­cei a perce­ber coisas que antes eu não tin­ha percebido.

Não sei diz­er ao cer­to quan­do um sen­ti­men­to difer­ente começou a sur­gir no meu coração, mas foi durante o 1º semes­tre de 2017. Na ver­dade, eu lutei con­tra isso e não falei para ninguém. Até ora­va para que Deus tirasse esse sen­ti­men­to do meu coração, porque eu acha­va que da parte do Dudu, não exis­tia nada além da amizade, e eu não que­ria que ela fos­se prej­u­di­ca­da. Esta­va cer­ta que prefe­ria ter ele ape­nas como meu mel­hor ami­go, do que demostrar algo e ele se distanciar.

Deus, ao ouvir min­has orações, devia me olhar e diz­er: “Sabe nada inocente! ” haha­ha, pois como vocês já sabem, o sen­ti­men­to con­tin­u­ou den­tro do meu coração. Esta­va qui­et­inho, porque eu sem­pre ten­ta­va não demon­strar nada, mas tam­bém não ia emb­o­ra. Ao mes­mo tem­po, sem eu perce­ber, algo tam­bém esta­va difer­ente nos sen­ti­men­tos do Dudu, que tam­bém não falou nada pra ninguém, pois acha­va que da min­ha parte não tin­ha nada. 

Foi aí que nos­sos ami­gos, entraram em ação! Eles tin­ham descon­fi­ança de algo e começaram a inve­stir, con­ver­sar, per­gun­tar e nos acon­sel­har indi­vid­ual­mente. Até que eu e Dudu con­ta­mos pra eles sobre o sen­ti­men­to difer­ente que esta­va nos nos­sos corações, mas sem saber um do outro. 

Já era quase final de 2017, no dia 16 de novem­bro, quan­do algo que eu nun­ca imag­i­na­va acon­te­ceu: Eu e Dudu fomos para Panam­bi, cidade viz­in­ha de Ijuí, para vis­i­tar um dos nos­sos ami­gos. Enquan­to esperá­va­mos ele chegar para irmos no café, ficamos con­ver­san­do no car­ro. Papo vai e papo vem, Dudu diz: “Pre­ciso te falar uma coisa…” haha e foi aí que ele falou que já fazia um tem­po esta­va sentin­do algo além de amizade por mim, que ten­tou muitas vezes falar comi­go, mas que nun­ca “tin­ha dado cer­to” (isso porque quan­do ele plane­ja­va de falar, eu chama­va alguém pra sair com a gente, hahaha).

Vocês imag­i­nam min­ha reação? Meu coração dis­parou… foi um mis­to de feli­ci­dade, deses­pero e ner­vo­sis­mo. Olhei para frente e vi nos­so ami­go chegan­do, então abri a por­ta do car­ro e saí! Dois segun­dos depois me toquei do que fiz, aí voltei pra den­tro e disse: “Depois a gente con­ver­sa, mas o sen­ti­men­to é recípro­co! ” haha. Gente, coita­do do Dudu! Na vol­ta pra Ijuí con­tin­u­amos con­ver­san­do e decidi­mos começar a orar jun­tos sobre nos­so relacionamento.

Pas­samos 5 meses oran­do, con­ver­san­do e con­ver­san­do e oran­do, hehe. Ain­da tín­hamos um receio de “estra­gar” nos­sa amizade, mas Deus nos deu tran­quil­i­dade e paz, e com a benção das nos­sas famílias começamos a namorar no dia 18 de abril de 2018. Foi um dia mem­o­ráv­el! Mui­ta gente, mas muitas pes­soas mes­mo, se ale­graram com a gente nesse dia e nos dias seguintes tam­bém. Sen­ti­mos que Deus nos con­fir­mou de mais uma for­ma que nos­so rela­ciona­men­to era algo que O agradava!

Fomos viven­do nos­sos dias, apren­den­do um com o out­ro, crescen­do… até que começamos a plane­jar nos­so grande dia, o nos­so casa­men­to. Primeira data pen­sa­da foi em out­ubro de 2019, depois decidi­mos por 25 de abril de 2020. E começaram os prepar­a­tivos! Nos­sas famílias e ami­gos nos aju­daram muito, esta­va sendo um tem­po bem espe­cial e tranquilo. 

Mas fal­ta­va algo… mes­mo a gente ten­do muitas coisas prontas e encam­in­hadas, o pedi­do ofi­cial (noiva­do) ain­da não tin­ha acon­te­ci­do. Assim como para a primeira con­ver­sa, tudo o que o Dudu plane­ja­va “não dava cer­to”, a luz do restau­rante acaba­va… e por aí vai, haha. Mas aí, no dia 05 de novem­bro de 2019, em uma bela man­hã, depois de voltar­mos da acad­e­mia, eu tin­ha fica­do de ir na casa dele gravar um vídeo para a igre­ja. Foi então que acon­te­ceu o pedi­do! De maneira sim­ples, mas como a gente gosta.

E nós seguimos nos nos­sos planos e prepar­a­tivos para o #nossodia25! Até que um mês e meio antes do casa­men­to, no dia do nos­so Chá de Pan­ela, a pan­demia chegou e tudo fechou! No iní­cio pen­samos: “logo vai pas­sar”, mas todos nós sabe­mos que não pas­sou… Nos­so coração aper­tou, mas con­tin­u­amos a orar e pedir direção de Deus diante dis­so tudo. Claro que chor­ei e ficamos tristes por toda a situ­ação. Mas Deus é sem­pre bom, e foi de for­ma muito tran­quila e con­fi­antes em Deus, que decidi­mos adi­ar nos­so casamento. 

Ain­da tín­hamos esper­ança de que as coisas mel­ho­rari­am de algu­ma for­ma, então adi­amos para o úni­co dia do ano que o local onde íamos casar tin­ha disponív­el: 06 de jun­ho de 2020. Mas o que acon­te­ceu? As coisas em relação a pan­demia não mel­ho­raram, então de novo tive­mos que pen­sar o que iríamos faz­er. Depois de muito orar, decidi­mos faz­er o nos­so casa­men­to ape­nas com o número de pes­soas que dava, que foi 10% de con­vi­da­dos que tín­hamos antes. Tive­mos que repen­sar várias coisas, inclu­sive o local, para que pudésse­mos ter inter­net para a trans­mis­são. Mas para nós foi mais que espe­cial! Deus esta­va pre­sente e cuidou de cada detal­he. Nos­sas famílias e alguns padrin­hos pud­er­am estar pres­en­cial­mente e os demais pud­er­am acom­pan­har a live (se quis­er ver acesse: https://www.youtube.com/watch?v=VF4Fkf6yXdU).

Hoje, já esta­mos quase com­ple­tan­do um ano desse dia inesquecív­el, mas pos­so repe­tir o que eu disse nos votos: “Esta­mos ape­nas no começo da nos­sa vida jun­tos, mas mal pos­so esper­ar para ver o que vem pela frente! ”. Deus tem nos sur­preen­di­do sem­pre, e é com o Dudu que eu quero viv­er tudo o que Deus tem planejado!

Eu ter­mi­no o rela­to dessa lon­ga história, dizen­do pra você que eu nun­ca fiz nen­hu­ma lista de como gostaria que meu futuro mari­do fos­se, mas uma coisa eu pedia a Deus: que ele fos­se MEU MELHOR AMIGO! E Deus foi tão bom comi­go, que hoje pos­so diz­er que o meu mel­hor ami­go, é o meu amor.

Vale a pena viv­er os planos que Deus tem pra nós!

Um abração,

Delize.

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