FéMenina

Eu não sou o meu passado!

Nos dias atuais, existe uma compreensão maior sobre o comportamento do ser humano do que em gerações passadas, o que tornou quase que do senso comum, entender que uma pessoa é criada e moldada através das suas experiências e vivenciados do início da sua vida. Assim como, entender a importância dos vínculos e relacionamentos com aqueles primeiros cuidadores (pai/mãe), responsáveis pela sua sobrevivência. 

Essa compreensão deu as pessoas a sensação que elas têm o direito de justificar, opinar e explicar qualquer comportamento que encontram no outro ou em si mesmas. Por exemplo: somos rápidos em deduzir que a pessoa que tem dificuldade de relacionar-se, não possui um bom vínculo com seus pais ou que a pessoa que se comporta de maneira agressiva, foi criada em um ambiente conflituoso. De fato, algumas situações podem ser sim explicáveis dessa forma, mas na maioria das vezes não é tão simples assim de justificar. 

Nós corremos o grande risco de usar o nosso passado ou a nossa história de vida como uma “bengala”, como uma maneira de sentir-mos autopiedade ou simplesmente como uma desculpa para não termos que lidar com a nossa história. Quando nos questionamos ou somos questionados por agir de tal forma, logo nos veem a mente as explicações genéricas e superficiais, a fim de aliviar a nossa culpa e nos irresponsabilizar pelas ações de hoje. 

Pensando nisso, dividi dois tópicos para pensarmos juntas sobre o nosso passado e se de alguma forma estamos deixando que ele interfira negativamente na nossa identidade hoje: 

Eu não sou os erros da minha família: Algo comum é pensarmos que somos obrigados a carregar um rótulo, por conta de um erro ou um passado não tão legal dos nossos pais. Ou ainda, temos crenças sobre nós mesmos que foram construídas, lá nos primeiros anos de nossa vida. Quantas vezes você já escutou uma vozinha ou surgiu um pensamento que te dizia:  “você sempre estraga tudo”, “por isso ninguém gosta de você”, “seria melhor que eu não tivesse nascido”, “eu sou quem nem minha (meu) mãe (pai)”. Se alguma dessas frases/pensamentos já soaram dentro de você, é possível que tenham sido plantadas há muitos anos atrás. 

O fato é que não conseguimos mudar a nossa história passada, porém podemos decidir de que forma isso impactar a nossa vida hoje. Meninas, vocês não são os erros da famílias de vocês e hoje vocês podem romper com esses ciclos (de violência, de baixa auto estima, de inveja, de murmuração, de mentiras, etc) começando a mudança por vocês. Coloquem diante de Deus todos esses sentimentos, compartilhem com alguém de confiança e permitam que essa ferida seja tratada e restaurada.

Não carregue algo que não pertence a você, como filha amada de Deus você é nova criatura. A Bíblia diz que “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! (2 Coríntios 5.17).

Eu não sou os meus erros: Não caia na armadilha de achar que o seu erro é maior do que a graça de Deus. É interessante observar o quanto a culpa/remorso nos afasta de Deus ao contrário do arrependimento que nos leva aos pés de Jesus. Reconhecer nossos erros, arrepender-se, confessar e tratar, trabalhar as dificuldades faz parte do processo que precisa acontecer em nossos corações. Não podemos deixar o pecado criar raízes em nós, por acreditarmos e nos conformamos que somos assim mesmo, “não tem jeito”, não tem o que fazer”, essa é uma mentira perigosa para a nossa mente e nosso coração. Vamos nos lembrar do apóstolo Paulo que fala para seu amado discípulo Timóteo sobre seu passado terrível, como ele mesmo se denomina “o pior dos pecadores”. Mas Paulo enaltece a forma em que Deus demonstrou graça, vindo ele a ser um exemplo para todos os haveriam de crer para a vida eterna (1 Timóteo 1. 12-17). Deus usa a nossa história para trabalhar em nós, trazer cura aos nosso corações e mais do que isso, Deus usa a nossa história para levar cura aos outros. 

Fémeninas! Em Cristo nos tornamos livres do pecado, a obra da cruz foi suficiente para destruir todos os erros do passado, alcançar os nossos corações e fazer com que a imagem de Cristo Jesus resplandeça em nós. Todas as vezes que alguém apontar o dedo para o seu passado ou dentro de você esse sentimento surgir, olhe para Jesus! Não dê espaço para que mentiras ou sentimentos ruins criem raízes no seu coração. 

 

Um forte abraço,

Jaqueline Lozado

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