FéMenina

Encontre o seu lugar e sirva!

Era uma vez uma meni­na que ama­va a Deus. Gosta­va de estu­dar a Bíblia e procu­ra­va colo­car em práti­ca o que apren­dia das pre­gações do pas­tor e nos encon­tros dos adoles e dos jovens de sua igre­ja. Ela nun­ca fal­ta­va! (Ain­da não tin­ham inven­ta­do as FéMeni­nas, senão ela tam­bém teria participado.)

Assim que teve opor­tu­nidade, começou a aju­dar em vários min­istérios da igre­ja – na músi­ca, nos jovens, nos even­tos, na EBD, no berçário… A cer­ta altura, enten­deu que Deus que­ria usá-la mais na igre­ja, e que por isso dev­e­ria faz­er fac­ul­dade de músi­ca, “pra poder reger o coro da igre­ja” (foi assim, bem especí­fi­co mes­mo haha). E lá foi ela obe­de­cer. Encon­trou o cur­so ide­al, que jun­ta­va músi­ca e teolo­gia: não pode­ria exi­s­tir preparo mel­hor, certo?

Mas obvi­a­mente nem tudo eram flo­res – nun­ca é, né? Foi ven­do as irmãs e as ami­gas namoran­do e se casan­do, e com ela… nada. Até namorou, mas o(s) relacionamento(s) não foi(ram) adi­ante (ou nem dev­e­ri­am ter começa­do…). Às vezes, isso não a inco­mo­da­va, mas em out­ras ocasiões a tris­teza pega­va de jeito e se aprox­i­ma­va perigosa­mente da amargura. 

Entre ess­es altos e baixos, a vida foi seguin­do. Durante alguns anos, morou em out­ra cidade, longe da família. Ficou bas­tante tem­po ali, apren­den­do a ser mais respon­sáv­el e inde­pen­dente, a admin­is­trar seu din­heiro e se sus­ten­tar, a apro­fun­dar o rela­ciona­men­to com Deus e exper­i­men­tar as difi­cul­dades que vêm quan­do a gente se rebela ou duvi­da dele, a esper­ar pela ori­en­tação de Deus em vez de decidir sozinha… 

Ao voltar para sua cidade e igre­ja de origem, rece­beu novas opor­tu­nidades para con­tribuir para o Reino. Meio que à con­tragos­to, cedeu à insistên­cia do pas­tor e substituiu‑o na direção do coro. Por meses, fez o tra­bal­ho, mas sem ale­gria. Era um peso. E ora­va para Deus man­dar out­ra pes­soa para ficar no lugar dela. Até que um dia Deus “se can­sou” (modo de falar, hein?) e trouxe à lem­brança dela aque­le “chama­do especí­fi­co” rece­bido na ado­lescên­cia: estu­dar músi­ca “pra reger o coro”. Naque­le dia a meni­na riu soz­in­ha. Parou de orar por um sub­sti­tu­to. O tra­bal­ho deixou de ser um peso – não porque fos­se o que ela escol­heu (até hoje ela preferiria can­tar no coro do que diri­gi-lo), mas porque com­preen­deu que era o que Deus queria.

E o que acon­te­ceu com o dese­jo de casar? Bem… con­tin­ua não aten­di­do. Deus não lhe man­dou um mari­do, ape­sar de ela já ter tra­bal­ha­do tan­to para o Reino… Só que casa­men­to não é rec­om­pen­sa para quem é fiel no serviço. E o serviço ded­i­ca­do não é moe­da para bar­gan­har com Deus. Como diz a sabedo­ria pop­u­lar: “Uma coisa é uma coisa, out­ra coisa é out­ra coisa”. 

Deus quer que suas fil­has o sir­vam quer este­jam solteiras, casadas, sep­a­radas ou viú­vas. É um erro e um des­perdí­cio de tem­po cruzar os braços e pen­sar: “Quan­do eu estiv­er casa­da, aí vou aju­dar na igre­ja…”. Ou: “Mel­hor esper­ar até casar, pra me envolver jun­to com meu mari­do…” Ou: “E se eu começar a faz­er algo ago­ra, mas pre­cis­ar parar quan­do casar? Mel­hor ficar qui­eta então, pra não parar no meio do cam­in­ho…” Essa últi­ma des­cul­pa é a que parece mais “san­ta”, mas é a mais esfar­ra­pa­da de todas haha…

Quero finalizar lem­bran­do de algo que ouvi numa pre­gação há algum tem­po. Na parábo­la dos tal­en­tos (Mateus 25.14–30), Jesus deixa bem claro que tipo de serviço ele espera de nós e que tipo de paga­men­to nós podemos esperar. 

  1. 🧡 O din­heiro que os ser­vos rece­ber­am para admin­is­trar não era um pre­sente para eles usarem como bem enten­di­am, mas con­tin­u­a­va per­ten­cen­do ao sen­hor. Da mes­ma for­ma, Jesus nos dá dons e tal­en­tos para usar na obra dele, e não para nos­so proveito pes­soal. E ele pedirá prestação de con­tas de como os usamos.
  2. 🧡 A rec­om­pen­sa para os ser­vos fiéis não era salário para eles usarem pra com­prar algo legal. Jesus diz: “Você foi fiel no pouco, eu o por­ei sobre o muito!” Em out­ras palavras: “Você admin­istrou bem o pouco que lhe pedi pra cuidar; ago­ra vou lhe dar muito mais respon­s­abil­i­dade, porque você se mostrou con­fiáv­el”. A rec­om­pen­sa de quem serve a Deus é… mais serviço!

Min­ha queri­da, a vida com Deus é cheia de altos e baixos, pra todo mun­do. A min­ha con­tin­ua assim até hoje. Há muitas coisas que eu fiz de que me arrepen­do e que, se eu pudesse, faria difer­ente hoje. Mas se tem algo de que não me arrepen­do é de tra­bal­har para Deus e usar meus dons e tal­en­tos no Reino. Estou longe de ser exem­p­lo (caso não ten­ha fica­do claro: a meni­na lá do começo sou eu…), ain­da fal­ta apren­der muitas das lições que Deus quer me ensi­nar, mas tra­bal­har para o Sen­hor nun­ca será em vão ou inútil (1 Corín­tios 15.58). 

Por isso, só pos­so incen­tivá-la: tra­bal­he para Deus, e muito! Use seus dons e tal­en­tos sem­pre que pos­sív­el. Mas não se restrin­ja ao que sabe faz­er bem, porque nes­sas horas é fácil usar nos­sas próprias forças em vez de depen­der de Deus. 

Às ser­vas fiéis de Deus, nun­ca vai fal­tar ocasião para tra­bal­har. Elas jamais se sen­tirão inúteis e dis­pen­sáveis. Se em algum momen­to você pre­cis­ar de um mari­do para poder tra­bal­har mel­hor para Deus, ele apare­cerá – afi­nal, nesse caso o inter­esse é de Deus! Se não, não se deses­pere. Isso não sig­nifi­ca que sua vida é incom­ple­ta, ou que você não merece casar, ou que tem algo de erra­do com você. Casadas ou não, a úni­ca coisa que você e eu real­mente pre­cisamos é de Deus. E Ele ama ser tudo para nós!

Tra­bal­har para Ele vale a pena – na eternidade é que ver­e­mos o quan­to isso é real!

Doris Kör­ber

Igre­ja Batista Alemã de São Paulo

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