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Dicas práticas para desenvolver a criatividade

          Esta­mos falan­do sobre cria­tivi­dade de várias per­spec­ti­vas difer­entes nas últi­mas duas sem­anas: cria­tivi­dade como algo cri­a­do por Deus; como um pre­sente para a humanidade, uma car­ac­terís­ti­ca que com­par­til­hamos com o próprio cri­ador; a importân­cia da beleza e das artes para Deus. Já enten­demos que a cria­tivi­dade é algo dado a todos e aplicáv­el em todas as áreas da vida, mas muitas vezes não nos sen­ti­mos dessa for­ma ou não faze­mos ideia de como dar o primeiro pas­so. Acertei? Te enten­do bem.

          Des­de peque­na exercitei muito a cria­tivi­dade inven­tan­do histórias, fazen­do arte­sanatos e col­orindo qual­quer fol­ha de papel que desse sopa. Durante a pan­demia, o amor pelas artes voltou a queimar em meu coração como algo que eu gostaria de voltar a desen­volver e usar para o Reino de Deus. Ape­sar de me sen­tir dire­ciona­da, não fazia a menor ideia de por onde começar e como parar de viv­er só na min­ha mente, fazen­do de ver­dade algo. Nesse proces­so de estu­dar sobre o assun­to lendo livros, con­ver­san­do com pes­soas e me exper­i­men­tan­do, enten­di na práti­ca como o chama­do de Deus para ser cria­ti­va ia muito além da min­ha vocação artís­ti­ca: é algo que Ele dese­ja que eu use nos meus min­istérios da igre­ja, na min­ha for­ma de evan­ge­lizar, para resolver os mais difer­entes prob­le­mas que me apare­cem e por que não sendo uma artista que glo­ri­fi­ca a Ele a par­tir das cri­ações também?

          Basea­do no que eu ten­ho vivi­do e estu­da­do, quero dividir com você algu­mas dicas práti­cas que tem sido muito úteis nesse desafio de desen­volver esse chama­do divino:

 

  • Abra os olhos em bus­ca de referências

Autores reno­ma­dos que falam sobre cria­tivi­dade são unân­imes em diz­er que nada se cria do zero, toda boa ideia parte da junção de várias refer­ên­cias, para então se trans­for­mar em out­ra coisa. Fil­tre aqui­lo que você tem con­sum­i­do e se expon­ha a fontes vari­adas. Inde­pen­dente do que você bus­ca com a cria­tivi­dade, expon­ha-se à boa músi­ca, filmes e séries difer­entes, artes e livros de gêneros vari­a­dos. Con­verse com pes­soas! Inde­pen­dente da fonte, o obje­ti­vo é aumen­tar seu “catál­o­go” men­tal. Ideias cria­ti­vas surgem de conexões inesperadas.

 

  • Anote!

Ter um cadern­in­ho de ano­tações ou um blo­co de notas é valioso para os cria­tivos. A inspi­ração não tem hora nem lugar para apare­cer, então ter onde reg­is­trar suas ideias, por mais bobas que pareçam, pode ser a faís­ca que te fal­ta­va. Obser­var nos­sos pen­sa­men­tos e quan­tas ideias temos por dia é uma exce­lente mus­cu­lação para o cére­bro cria­ti­vo. Quan­to mais você fiz­er isso, mais perce­berá que vive­mos crian­do. Cole­cione suas ideias, rabisque, escre­va aleato­ri­a­mente – esse não é o momen­to para se pre­ocu­par com a estéti­ca e pen­sar se a ideia faz sentido.

 

  • Ten­ha momen­tos de silêncio

Emb­o­ra bus­car refer­ên­cias seja essen­cial para cri­ar, muitas vezes con­sum­i­mos tan­ta coisa que sen­ti­mos nos­sa mente ator­men­ta­da, difi­cul­tan­do a conexão entre as ideias. Sair da inter­net, tirar um tem­po para res­pi­rar, cam­in­har, parar só pra ouvir uma músi­ca, obser­var a natureza e se per­mi­tir sen­tir tédio são exce­lentes com­bustíveis cria­tivos. Pre­cisamos estar abaste­ci­das, mas não deve­mos ficar sobrecarregadas.

 

  • Estude!

Pra começar a desen­volver a cria­tivi­dade, é muito bom saber­mos o que bril­ha nos­sos olhos. Você gos­ta de algum tipo de artes? É empreende­do­ra e gos­ta de pen­sar em opor­tu­nidades de negó­cio? Tem von­tade de tes­tar receitas novas? Inde­pen­dente da área, o estu­do é uma eta­pa impor­tante. Leia clás­si­cos sobre a área, siga pes­soas que são refer­ên­cia, faça cur­sos. Qual­quer for­ma de apri­mora­men­to é válida.

Além dis­so, analise o que suas refer­ên­cias têm pro­duzi­do e tente enten­der o que te agra­da no tra­bal­ho delas. Pos­so dar um exem­p­lo? Gos­to da área das artes plás­ti­cas e do desen­ho, onde se fala muito sobre desco­brir sua “assi­natu­ra”, qual seu esti­lo de desen­ho e seu traço – aqui­lo que deixa visív­el para todos que é uma obra sua. Além de muito treino, um bom jeito de começar a desen­volver isso é estu­dan­do suas refer­ên­cias min­u­ciosa­mente. Gos­to da arte de pes­soa X, mas por que? Gos­to da tex­tu­ra? Da expres­sivi­dade? Das cores? Seja analíti­ca e ded­i­ca­da a estu­dar aqui­lo que Deus tem te chama­do para desenvolver!

 

  • Per­mi­ta-se errar

Esse foi meu maior desafio. Ser cria­ti­va e per­fec­cionista são duas coisas que não com­bi­nam, mas que muitas vezes andam jun­tas. Para se apri­morar em qual­quer coisa, é necessário que passe­mos primeiro pela fase de não ser­mos tão boas. Nes­sa área foi essen­cial lem­brar que sou fil­ha de um Deus de graça que con­hece min­has lim­i­tações muito antes de eu mes­ma ter que encará-las. Sabe­mos que Ele nos dá os dons, mas esque­ce­mos que tam­bém é Ele que dá a medi­da do dom. Nos­so chama­do é para faz­er­mos o mel­hor que pud­er­mos com o que temos em mãos, mas des­cansan­do na certeza de que nada do que eu e você pos­samos faz­er ou deixar de faz­er mudará nos­so val­or diante do Pai. Nes­sa certeza, encon­tramos liber­dade para tes­tar ideias novas, nos aven­tu­rar em cam­in­hos descon­heci­dos e fal­har até nos torn­ar­mos boas em algo, pois temos um abri­go seguro em Deus.  Arrisque-se em coisas novas!

 

  • Dur­ma

Parece irôni­co falar de des­can­so, mas esse é um seg­re­do fun­da­men­tal. Quan­do sen­tir que travou, dê pequenos inter­va­l­os de respiro ou dur­ma sobre o assun­to. Tomar um ban­ho, um café, ou mes­mo deixar para con­tin­uar no dia seguinte mostra-se muito efi­caz. As neu­ro­ciên­cias têm mostra­do que o sono desem­pen­ha um papel impor­tante no proces­so cria­ti­vo, per­mitin­do que novas conexões se formem sem algu­mas inter­fer­ên­cias que podem per­tur­bar o proces­so. Como fil­has de Deus, podemos lem­brar que Ele prov­i­den­cia o sus­ten­to em todas as áreas, der­ra­man­do inclu­sive ideias, capaci­dade e cria­tivi­dade para dar con­ta das tare­fas que Ele tem con­fi­a­do a nós.

          A cria­tivi­dade não deve ser vista como um far­do pesa­do, mas como um pre­sente do qual podemos des­fru­tar. Min­ha oração é para que você encon­tre ale­gria nesse uni­ver­so de pos­si­bil­i­dades e for­mas de hon­rar a Deus com sua mente cria­ti­va, através das coisas que só você pode­ria fazer!

Com amor, Nati Baselides.

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