consumista, eu

Consumista, eu?

Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. Lc. 12:15

Quem nunca sonhou em ter um guarda-roupas como o da Cher Horowitz, do filme As Patricinhas de Beverly Hills, ou ainda em passear pelo shopping cheia de comprinhas novas?

É fato que grande parte de nós já desejou consumir muito mais que o necessário, seja para sentir-se aceita por um grupo social, com o intuito de estar na moda, ou simplesmente pelo prazer de adquirir algo.

Entretanto, por mais que os filmes, séries e a mídia em geral muitas vezes nos façam pensar que a felicidade está no “ter”, as raízes do consumismo em nós podem apresentar um grande perigo – e suas consequências tendem a ser ainda piores.

Por exemplo, você já parou para pensar no motivo pelo qual compra as roupas que compra (ou, se por alguma razão não consegue comprá-las, por que as deseja)? Será mesmo que você gostou daquela peça ou só a levou para casa por estar na vitrine de sua loja favorita? Quantas são as vezes em que adquirimos produtos por empolgação momentânea e sequer o usamos depois!

A verdade é que muitas vezes acabamos investindo nosso dinheiro, nossas energias e nosso coração em coisas das quais não precisamos – ou pior, nem queremos – de forma exagerada e até mesmo irresponsável. Isso se chama consumismo, e pode ser resultado de pecado em nós. Por isso, hoje te convido a refletir comigo em algumas verdades sobre o assunto. Vamos lá?

· Uma atitude consumista pode ser fruto de desejo por competição, ambição e até mesmo inveja.

Permita-se recordar: alguma vez você já desejou ter algo (seja uma peça de roupa, um calçado, um celular ou qualquer outra coisa) apenas porque outra pessoa a tinha? É bem possível que a maioria das pessoas nem perceba, mas frequentemente nós adquirimos bens simplesmente com

o intuito de mostrar a outros que os possuímos. Analisar nossa verdadeira motivação ao comprar algo é o primeiro passo para não cair no pecado da disputa, da ambição ou da inveja.

· É um sinal de que não estamos firmando nossa identidade no lugar certo.

Você pode não saber, mas toda essa corrida desenfreada por bens materiais é resultado de uma construção proposital em nossas mentes, que tem como finalidade nos fazer acreditar que precisamos comprar o tempo todo, e cada vez mais. Crer na ideia de que somos definidas por aquilo que possuímos é um sinal claro de que não estamos firmando nossa identidade em Cristo. Não permita que nada tome o lugar de Jesus em sua vida, pois isso seria idolatria. Só Ele pode definir quem somos. É nele que nossa identidade precisa estar firmada, e não em meros produtos feitos por mãos humanas.

· Pode ser uma tentativa frustrada de suprir algo dentro de nós.

Você está triste, ansiosa, desanimada ou precisando “dar um up” em si mesma. Então corre para a shopping mais próximo ou para seu site de compras favorito, a fim de ver as novidades e, quem sabe, comprar alguns produtinhos novos. Você até se anima na hora, mas logo depois a tristeza, o desânimo e a ansiedade acabam voltando com toda força.

Quem aí reconheceu essa cena? Não é difícil encontrarmos meninas (e aqui incluo muitas de nós) que já viveram ou ainda vivem isso. Tentamos de todas as formas fugir de nossos dilemas internos comprando coisas novas, ao invés de corajosamente encará-los e clamarmos pelo socorro de Jesus. Enquanto isso, os problemas continuam lá, destruindo nossa alma pouco a pouco.

Eu mesma já passei por isso. Sempre que sentia uma profunda tristeza ou vazio dentro de mim, corria para a livraria mais próxima e depositava minhas esperanças em livros, ao invés de olhar nos olhos da minha dor e entregá-la ao meu Salvador.

Se existe algo que precisamos entender é que todo e qualquer vazio que existir dentro de nós só pode ser curado e suprido por Jesus. Não há blusinhas, maquiagens, sapatinhos novos (ou mesmo livros!) que possam substituir o amor escandaloso de Cristo por nós. Jesus encarou sua dor frente a frente, e enfrentou a cruz por amor a mim e a você. Ignorar isso, tentando suprir nossas necessidades com qualquer outra coisa ou pessoa que não seja Ele, é rejeitar seu sacrífico por nós.

Em Efésios 1:22-23, o apóstolo Paulo nos diz:

“Também sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer circunstância.”

Queridas, só Cristo pode nos satisfazer em TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. Portanto, que sejamos humildes, fortes e submissas o suficiente para encarar nosso pecado de frente e pedir perdão ao nosso Senhor. Que sempre possamos lembrar de levar a Ele nossas necessidades antes de qualquer coisa, pedindo sabedoria para que possamos honrar a Deus também com nossas finanças e maneira de consumir.

Há muitos outros pontos que poderíamos falar sobre o consumismo, como por exemplo suas consequências sociais e ambientais, mas vamos deixá-los pra um outro momento. Por enquanto, fico por aqui, esperando de coração que este texto tenha ajudado você a enxergar um pouquinho além sobre o assunto.

Um grande beijo,

Caelen Vargas

Posted in Outros, Quinta FéShion.

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