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Terminei o Ensino Médio, e agora?

Já não bastasse a adolescência ser uma fase de muitas mudanças (físicas, psíquicas e sociais),no finalzinho dela, quando terminamos o ensino médio, somos deparadas com a pergunta: O que fazer agora?

Ir direto para o mercado de trabalho? Mas dai eu vou trabalhar com o que? Fazer um curso técnico? Isso me daria uma qualificação a mais, mas em pouco tempo e com um custo financeiro mais baixo. Ou será que eu deveria estudar em uma universidade? Se essa for a minha opção, qual curso eu escolho?

Algumas pessoas (privilegiadas, eu diria!) sabem desde a infância qual carreira gostariam de seguir. Mas a grande maioria das jovens chegam ao final do ensino médio saberem o que fazer. E para estas, a escolha da carreira profissional pode ser uma angustiante, afinal, as opções são tantas! Mas pode ficar calma! Se você se enquadrou na segunda categoria, eu vou te dar algumas dicas práticas e pontos de reflexão que poderão te ajudar na hora da decisão:

1. Se conheça: sua personalidade pode ter um grande impacto na sua vida profissional, tanto positivo, quanto negativo. Reflita sobre quem você é, quais são os seus objetivos na vida, os seus interesses e valores.

2. Pense em atividades que te fazem feliz: pense a respeito dos momentos e atividades que você faz frequentemente que te dão prazer. Você gosta de estudar? Organizar? Ser a conselheira das amigas? Escrever? Nas atividades rotineiras que nos dão maior alegria encontramos dicas de carreiras que podemos seguir.

3. Reconheça os seus pontos fortes: Quais são as suas maiores habilidades? No que você é melhor que a maioria? Por exemplo, na organização de um evento ou festa, você é encarregado pelo que: a confecção dos convites; a decoração do ambiente; do planejamento do orçamento; da recepção das pessoas; etc. Situações cotidianas como essa costumam mostrar as nossas maiores habilidades e podem indicar possibilidades de carreira. E se você ainda não tem certeza, pergunta aos seus familiares e amigos quais as suas maiores qualidades. Eles certamente as reconhecem.

4. Defina quais matérias escolares eram as suas favoritas e as mais odiadas: este pode parecer um ponto sem muita importância, mas pode, na verdade, eliminar e/ou incluir algumas profissões de sua lista de opções. Se você não gosta de matemática, estudar engenharia pode ser desgastante. Por outro lado, se você gosta de história e filosofia, ciências sociais pode ser uma opção.

5. Reflita se estudar é uma atividade que você gosta: estudar será necessário se você optar por continuar sua educação no ensino técnico ou superior. Mais importante ainda, estudar continuamente e se manter atualizado no seu ramo de atividade é mais necessário em algumas profissões do que em outras. Na área da saúde, por exemplo, muitas profissões requerem cursos de atualização periódicos, pois novas doenças, tratamentos e medicamentos são descobertos a cada semana. Se você seguir uma destas carreiras, estudar será uma atividade rotineira.

6. Faça um teste vocacional se possível: se você tem condições financeiras faça um teste vocacional com um psicólogo. Estes tipos de teste abrangem uma série de perguntas que te mostrarão as profissões que mais combinam com a sua personalidade e preferências pessoais. Se você não tem condições financeiras e mora em uma cidade quem tem uma universidade com o curso de psicologia, verifique se o curso possui um serviço de orientação vocacional gratuito fornecido pelos estudantes em seus estágios curriculares.

7. Pesquise sobre as profissões: depois que você refletiu bastante, pesquise sobre todos os aspectos das profissões que você está considerando seguir. É essencial saber as competências necessárias para exercer a profissão, os possíveis cargos que o profissional pode ocupar em diferentes ambientes e como é a rotina de trabalho. Se possível, participe de eventos e palestras relacionados à área de interesse e
converse com profissionais da área (pessoalmente ou em grupos do Facebook, por exemplo).

Eu confesso, sei como escolher uma profissão (ou um curso universitário) pode ser uma tarefa assustadora. Muita coisa esta em jogo (dinheiro, tempo, futuro), mas não se desespere. Tenha em mente que você pode mudar de ideia se não gostar do que está fazendo. Esta não é uma escolha definitiva! Hoje em dia, vemos pessoas com 40 ou 50 anos passando pelo processo de reorientação vocacional, que nada mais é do que mudar de profissão. E isso está se tornando cada vez mais comum!

Mas acima de tudo, ore! Peça orientação a Deus sobre a sua carreira. Deus não quer te usar só no meio Cristão e quando você está na igreja, Ele quer te usar também através da sua profissão.

Bárbara Saur

insegurança

Insegurança

Não existe um momento que haja mais insegurança do que quando somos bebês, afinal, nessa idade dependemos de outras pessoas para tudo: para nos segurar, cuidar, alimentar, banhar e trocar. Crescemos e começamos a andar. E, ainda assim, dependemos de alguém para segurar as nossas mãos até que nossas pernas sejam suficientemente firmes e coordenadas para aguentar o nosso peso e dar os primeiros passos. 

Crescemos um pouco mais e já não dependemos tanto fisicamente dos outros. Mas, então, outros (nossos pais, familiares e amigos), nos dão segurança emocional para enfrentar as adaptações com a escola e, em seguida, os desafios da adolescência. Durante o nosso desenvolvimento dependemos da segurança que obtemos de fora, até que desenvolvamos a nossa segurança interna. No entanto, algumas pessoas não conseguem desenvolvê-la a um nível adequado, a ponto de prejudicar a execução de tarefas cotidianas. A isso damos o nome de insegurança emocional

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Coisas que eu deveria ter aprendido antes de sair de casa (Parte II)

Saímos de casa por inúmeras maneiras – estudo, trabalho, casamento – e, nem sempre, estamos preparadas para, de fato, sair. A casa é tão tranquila! O ninho é tão aconchegante! O colo é reparador. Mas, um dia, nosso tempo chega e precisamos deixar a casa dos pais.

Contudo, de que maneira estamos indo? Será que nos preparamos para esse momento? Será que temos ideia de tudo que poderá acontecer? Certamente não sabemos de todas as coisas, entretanto, podemos nos preparar para as coisas que sabidamente irão acontecer.

Por isso, algumas coisas saíram de dentro do meu coração (outras de dentro das minhas lágrimas) e gostaria de compartilha-las aqui, para que você pense nesse assunto e prepare-se: pois uma hora algo parecido também pode acontecer com você.

Eu deveria ter aprendido antes de sair de casa que preciso desenvolver amizades edificantes

Ao sair de casa, provavelmente, você precisará fazer novos amigos. Mas e ai, tem critério de escolha?

Uma amizade bíblica não é apenas uma questão de afinidades ou conveniências. Para o cristão, amigos verdadeiros são aqueles com quem é possível compartilhar as coisas mais profundas da vida. São pessoas com quem é possível ser transparente e aberto. São confidentes, aconselhadores, irmãos de fé.

Sendo assim, precisamos de sabedoria para desenvolvermos uma amizade edificante. Esta ideia envolve a busca pensada e planejada por uma amizade saudável, que te incentive no amor e às boas obras (Hebreus 10.24), te torna mais sábio (Provérbios 13.20), que exorta em amor (Hebreus 3.12 e 13), que é um irmão na adversidade (Provérbios 17.17).

Há muitos benefícios em uma amizade que edifica, como já disse o salmista: Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Salmos 1:1).

É interessante notar que, no hebraico, “bem aventurado” era utilizado como uma expressão que poderia ser traduzida hoje como “feliz, muitas e muitas vezes feliz!”. Além disso, observe como as companhias que “o varão” do texto (ou guri, depende da sua região) não escolheu poderiam ser gradualmente prejudiciais para uma vida piedosa e justa. Andar casualmente segundo o conselho dos ímpios, se deter, tomar posição com os pecadores, se assentar, permanecer na roda dos escarnecedores. Estas não eram amizades saudáveis e não trariam ao “varão” felicidade (bem aventurança).

Por isso, é um grande privilégio ter amizades que te aproximam de Deus! Hoje, tire um tempo para agradecer a Deus pelas amizades que você tem. Envie mensagens carinhosas aos seus amigos, diga a eles como sua vida tem sido abençoada através de Cristo na vida deles, chame-os para um bom chimarrão (ou café) e compartilhe como a vida é feliz pela amizade de vocês. E, se você tem sentido falta de boas amizades, que esse seja um motivo de súplicas ao nosso Senhor!

Indicação de leitura:

8 Mulheres de Fé, Michael Haykin

Um grande abraço,

Geíza Lemos Hein

Coisas que eu deveria ter aprendido antes de sair de casa

Coisas que eu deveria ter aprendido antes de sair de casa

Saímos de casa por inúmeras maneiras – estudo, trabalho, casamento – e, nem sempre, estamos preparadas para, de fato, sair. A casa é tão tranquila! O ninho é tão aconchegante! O colo é reparador. Mas, um dia, nosso tempo chega e precisamos deixar a casa dos pais.

Contudo, de que maneira estamos indo? Será que nos preparamos para esse momento? Será que temos ideia de tudo que poderá acontecer? Certamente não sabemos de todas as coisas, entretanto, podemos nos preparar para as coisas que sabidamente irão acontecer. 

Por isso, algumas coisas saíram de dentro do meu coração (outras de dentro das minhas lágrimas) e gostaria de compartilha-las aqui, para que você pense nesse assunto e prepare-se: pois uma hora algo parecido também pode acontecer com você.

Eu deveria ter aprendido antes de sair de casa que preciso ter convicção naquilo que acredito.

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muçulmanos

Muçulmanos – Um povo carente de esperança

Nos últimos anos, o mundo tem voltado sua atenção para os países árabes, sobretudo os de religião islâmica. Isso porque os muçulmanos têm se espalhado pelo mundo todo em um movimento que se assemelha a uma diáspora. Eles chamam a atenção não apenas por terem um tipo específico de se vestir e, por conta disso, não ser possível passarem despercebidos, mas muito mais pelos ataques terroristas que vem sendo cometidos por grupos islâmicos em várias partes do mundo. Isso tem feito com que em muitos países da Europa e da América, por exemplo, as pessoas sintam medo e tenham preconceito contra muçulmanos, perdendo, assim, a oportunidade de apresentar o Deus verdadeiro a eles, único capaz de salvar para a vida eterna.

Talvez você já tenha ouvido falar bastante a respeito de muçulmanos e grupos terroristas islâmicos. Talvez você conheça um pouco do contexto atual dos muçulmanos, mas você sabe qual é a origem desse povo?

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Preguiça

“O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada
plana” Pv 15:19

Como é gostoso ficar deitada na cama, dormindo, vendo um filme, ou mesmo sem fazer nada, ainda mais se estiver friozinho, ou chovendo. Você pode não ver nenhum mal nisso, e posso afirmar que nosso corpo e mente até necessitam desses momentos. O perigo está quando esse momento ultrapassa o limite do sensato, e rouba nosso tempo para desenvolver nossas atividades profissionais, o tempo para cuidar da casa, estudar, ver os amigos, e até mesmo o momento mais importante, o de relacionarmos com Deus.

Nos momentos primordiais da humanidade, lá no jardim do Edem, antes da queda, o trabalho já foi atribuído ao homem, mas com a entrada do pecado no mundo, isso foi corrompido, e começamos a dedicar tempo a coisas frívolas e sem fruto algum. Assim como o salário do pecado é a morte, a preguiça também tem seu salário: “as mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha”. PV 10:4-5.

Repare no versículo acima, se necessário, leia novamente, grave-o em seu coração. A pobreza não refere-se apenas a dinheiro ou a bens materiais, mas a pessoa preguiçosa também é pobre de amor, de amizades, de saúde, de intimidade com o Pai, e tantas outras coisas, ou seja, sua vida é vazia. O preguiçoso é causa de vergonha para Deus, ele não cumpre as obras do reino, e deixa de ser usado pelo Pai. Nossa casa, nossas roupas, nossa comida, tudo nos é dado por Deus, quando você está zelando por isso, estará honrando ao que o Senhor lhe deu, é como na parábola dos talentos, em que dois servos multiplicaram a riqueza de seu senhor enquanto um enterrou o que recebeu.

Você pode pensar: mas eu me sinto tão cansada, não tenho ânimo para nada. Aqui vos fala uma ex-preguiçosa de plantão e vou lhes dar algumas dicas para vencer esse mal e por a mão na massa:

  •  O primeiro passo é repreender todo esse tipo de pensamento e começar a dizer para si mesma: eu posso porque é Deus quem me capacita.
  • SEMPRE ore a Deus e peça para que ele de forças para que você possa cumprir todas as tarefas que precisa, e creia com seu coração que Ele fará.
  • Leia a bíblia todos os dias, mesmo estando muuuuuuito cansada (se estiver, siga a dica anterior). A palavra de Deus é viva, e sempre falará conosco das mais diversas formas, não deixe que uns minutos a mais de sono roube isso de você.
  • Acredite na sua capacidade, Deus lhe fez para ser serva, isso é uma honra.

Ainda existem muitas pessoas que não conhecem a Deus, e enquanto existir uma única alma que não tenha sido salva, nosso trabalho não terminou. Ore, jejue, leia a bíblia e esteja preparada para a maior obra que o Senhor confiou a nós: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” MT 28:19.

Thalyta Mertens

Ciúme

Ciúme: Confronte-se

Ciúme? Isso não me pertence…

Algum tempo atrás li um livro intitulado “Pecados Intocáveis” (ótima dica de leitura, aliás), onde o autor trata acerca de muitas atitudes ou pensamentos que toleramos no dia a dia, como fofoca, ira, ansiedade etc. Ao ignorar esses “pecadinhos”, subestimamos as consequências presentes deles em nossa vida e nos esquecemos de seu peso na dimensão eterna, desagradando e ferindo o coração de Deus. Pensando nisso, quero te desafiar a olhar pra dentro do teu coração e pensar sobre um pecado específico: o ciúme.

Nossa bíblia tem diversos textos em que o ciúme é mencionado e é importante começarmos definindo os diferentes significados dessa palavra em cada versículo. Textos como o de 1 Coríntios 10:22 falam do sentimento de ciúme de Deus por seu povo e devem ser entendidos pela perspectiva do cuidado zeloso dele por nós, não tolerando nossa idolatria, o que é muito diferente das advertências contra o pecado do ciúme que encontramos em textos como Gálatas 5:19-21 ou na famosa descrição do amor de 1 Coríntios 13. Uma vez claro que o ciúme de Deus é santo, vamos falar do nosso, que não é tão bonitinho assim.

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ânimo

Ânimo | Concurso Congresso FéMenina

Como assim “Tende bom Ânimo”?

O que te deixa animada? Roupas novas? Aquela sua comida preferida? Estar com o peso que você gosta? Conseguir concluir as tarefas do dia com antecedência? Um relacionamento sem brigas? Todos nós ficamos animados com coisas assim. E isso não é um problema.

O problema só começa, quando nossa alegria começa a depender disso, pois todas essas coisas trazem uma felicidade temporária e passageira, e nem sempre podemos comprar uma roupa nova, por exemplo.

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endurecida

Endurecida | Concurso Congresso FéMenina

Quem não contempla, endurece.

Coração quente, quebrantado e maravilhado, só contemplando o quão fascinante Ele é, queimando de amor e querendo mais e mais… que sentimento maravilhoso! O primeiro amor deveria permanecer durante toda nossa jornada, seria tão intenso!

Mas com o passar do relógio, o quente amorna, a rotina ocupa e o que era fascinante fica esquecido; No modo automático nem nos damos conta do quão endurecidos nos encontramos. No coração que já não se encanta tudo é monótono e perde-se o interesse de adorar.

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inteira

Inteira | Concurso Congresso FéMenina

Inferior, vi estampado no outdoor. Fora de forma, escrito na revista que abri. Fraca, de acordo com aquela postagem da rede social. Feia, nas curtidas que não recebi. Sozinha, na mensagem não respondida. Burra, na nota que eu não alcancei. Fracassada, no concurso em que não passei. Inútil, pois não nasci com o talento dela. Ultrapassada, pois não comprei o último lançamento. Insuficiente, na falta de um relacionamento. Sorrindo por fora. Quebrada por dentro. Que atire a primeira pedra quem nunca passou por um desses momentos. 

É uma mistura cruel das nossas próprias dúvidas, traumas e inseguranças, com uma sociedade que impõe padrões inalcançáveis de beleza e cobra um estilo de vida perfeito como post de instagram. E assim, dia após dia, vamos nos enchendo de rótulos e nos desfigurando em busca de uma identidade que nem é a nossa. 

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