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A apatia que abate a alma

Apatia: O maior perigo da alma — Estamos na estação inverno de nossos posts das estações e por isso, vamos falar um pouco sobre este estado que pode encontrar lugar nos dias frios.

O inver­no ❄ chega quase que de for­ma imper­cep­tív­el: quan­do se olha para fora, os dias se tornaram mais cur­tos, o som da rel­va resseca­da rev­ela um tom que perdeu sua vital­i­dade. Os ani­mais se res­guardam a fim de econ­o­mizar ener­gia, a natureza se recol­he e se prepara para o que está por vir: escuridão, silên­cio e frieza. 🌬

Con­tu­do, ape­sar do desân­i­mo que a estação traz, o maior peri­go é aque­le que abate a alma.

Chamamos de apa­tia o esta­do de uma alma indifer­ente, desan­i­ma­da, que perdeu o praz­er pelas coisas e pelos momen­tos. Tudo deixou de ser como era, não há mais cor, não há mais bril­ho, não há mais vida. Entre­tan­to, vai além: a alma apáti­ca encon­tra-se sem von­tade ou sem moti­vação para bus­car a Deus em sua vida. Por maior que seja o reforço da infor­mação: “Deus está em todos os lugares”, a sen­sação é de aban­dono e solidão. 

O salmista diz: “Por que você está assim tão triste, ó min­ha alma? Por que está assim tão per­tur­ba­da den­tro de mim?” (Salmos 42.11 – parte A). 

De onde vem essa tris­teza? Por que o desân­i­mo chega assim, sor­rateiro, como o inver­no? O que tem angus­ti­a­do a min­ha alma, a pon­to de perder o propósi­to e o praz­er em viv­er? Seria essa apa­tia um sin­toma de depressão?

Em alguns momen­tos, esse sen­ti­men­to pode ser cau­sa­do pelo nos­so próprio peca­do (como Davi, no Salmo 38). Em out­ras situ­ações, pode ser por desviar­mos os olhos do Sen­hor e pren­der­mos nos­sa con­fi­ança nas coisas da ter­ra (como Asafe, no Salmo 73). Ain­da, é pos­sív­el cam­in­har pelo desân­i­mo da alma dev­i­do a per­das e sofri­men­to (como Jó, em seu livro, capí­tu­lo 2). 

Há, ain­da, momen­tos em que, mes­mo oran­do, jejuan­do, bus­can­do a comunhão com out­ros irmãos, obser­van­do a natureza, Deus parece estar dis­tante. A tris­teza é tão pro­fun­da, o sen­ti­men­to de ausên­cia da pre­sença de Deus é taman­ho, que a alma des­falece. Os puri­tanos chamam esse perío­do de “A noite escu­ra da alma”. Hemã esta­va assim. No Salmo 88, ele afirma:

“Ago­ra, ouve min­ha oração; escu­ta meu clam­or. Pois min­ha vida está cheia de prob­le­mas, e a morte se aprox­i­ma […]. As lágri­mas de aflição me cegaram os olhos; todos os dias, clamo por ti, Sen­hor, e a ti levan­to as min­has mãos […]. A ti, Sen­hor, eu clamo; dia após dia, con­tin­uarei a suplicar. Ó Sen­hor, por que me rejeitas? Por que escon­des de mim o ros­to? […] O dia todo, agi­tam-se ao meu redor como uma inun­dação e me enco­brem por com­ple­to. Tiraste de mim meus com­pan­heiros e pes­soas queri­das; a escuridão é a min­ha ami­ga mais chega­da.” Salmos 88. 2–18

A per­gun­ta que nos res­ta é: como pas­sar pela noite escu­ra da alma? Como for­t­ale­cer nos­so coração em meio a apa­tia e a depressão?

O evan­gel­ho* é a san­ta respos­ta. Ao recon­hecer a Deus como o Cri­ador, Jesus, como seu Fil­ho reden­tor, somos feitas Fil­has de Deus e o Espir­i­to San­to pas­sa a habitar em nós. Veja só a respos­ta do salmista:

“Por que você está assim tão triste, ó min­ha alma? Por que está assim tão per­tur­ba­da den­tro de mim? Pon­ha a sua esper­ança em Deus! Pois ain­da o lou­varei; Ele é o meu Sal­vador e o meu Deus.” (Salmos 42:5 — NVI)

Neste ver­sícu­lo primeira­mente, Ele recon­hece quem Deus é, ou seja, suas car­ac­terís­ti­cas. Deus é o Sal­vador, dig­no de con­fi­ar a nos­sa esper­ança. No Salmo 121, encon­tramos a mes­ma certeza: “Ele­vo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socor­ro? O meu socor­ro vem do Sen­hor, que fez os céus e a ter­ra.” O salmista sabe quem Deus é, Ele é o cri­ador dos céus e da ter­ra. Além dis­so, ele man­tem um coração ado­rador: mes­mo em meio a difi­cul­dade, ele ain­da lou­va a Deus.

Ao lon­go dessas próx­i­mas duas sem­anas, ire­mos cam­in­har pelas Escrit­uras apren­den­do sobre os perío­dos escuros da alma e como podemos ren­o­var a nos­sa esper­ança. Afi­nal, ain­da que seja uma estação difí­cil, ela segue no con­t­role do Cri­ador dos céus e da ter­ra, do tem­po, das estações e do coração. 🧡

*Se você tem algu­ma dúvi­da sobre o que é o evan­gel­ho, entre em con­ta­to conosco, ficare­mos ale­gres em poder com­par­til­há-lo con­ti­go. Você tam­bém pode assi­s­tir o vídeo recomen­da­do nesse link: 👇

Que O Sol da Justiça ilu­mine e aque­ça as suas noites escuras da alma.

Com car­in­ho,

Geíza.

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