Vou subir a montanha!

Há algumas maneiras de subir uma montanha. Você pode subi-la de helicóptero ou ela pode ser escalada. No final, tanto de um jeito quanto de outro, podemos desfrutar da mesma paisagem. A diferença está no processo, e isso faz toda a diferença. Na escalada passo a passo, pedra a pedra, tronco a tronco, você supera seus limites físicos, sente o cheiro da mata, toca no limo da pedra, escorrega no barro, transpira muito, mas continua em direção ao topo. Desistir e voltar ao pé da montanha é bem frustrante, por mais desafiadora que a subida seja.

Na vida também é assim. Todos os dias fazemos a escolha de “subir de helicóptero”, usando os atalhos fornecidos pelos desejos do nosso próprio coração e bem sinalizados pelo inimigo das nossas almas, ou escolhemos escalar, onde sufocamos o nosso eu e trazemos a nossa carne à exaustão.

Escolho “escalar” quando mato o desejo de fofoca e de mal dizer alguém (por mais legítimos que meus motivos sejam) e uso meus lábios para abençoar, buscando ressaltar o melhor do outro, não suas falhas e faltas.

Eu “escalo a montanha” quando, ansiando pelo amor de um parceiro, não seduzo e provoco nos rapazes à minha volta desejos que não poderei saciar, apenas para me auto afirmar como mulher. Passo pelos momentos de solidão, assim como se passa pela dor muscular da subida, me relacionando com Jesus, cultivando amizades e aquilo de bom que tenho ao meu alcance, aproveitando os momentos de solitude e devocional para receber cura de Deus. Assim, no futuro, meu condicionamento espiritual me levará a escolher com sabedoria, com um coração e alma saudáveis.

Abro mão da comodidade de uma subida de helicóptero quando confesso meus pecados, pois eles me incomodam e me tiram a paz com Deus e não quero que meu coração se acostume com eles. Por mais doloroso que possa ser expor a minha sujeira, a limpeza do coração me permite respirar o ar fresco da montanha.

Se escorrego e volto alguns metros, até me sujo, talvez eu me machuque e chore; talvez machuque outros que estão subindo comigo; respiro um pouco, peço forças ao Pai e dou um passo em frente. O Pai me incentiva a subir, pois a perseverança em segui-lO me transforma. A paisagem no topo da montanha tem outro gostinho, pois sou outra pessoa quando chego lá.

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Posted in Conselhos de amiga.

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