Vale a pena esperar

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Será que vale mesmo? A “pessoa certa” existe? Ou tudo isso é uma baita enrolação de pessoas conformadas com os cônjuges que têm? Estas dúvidas passavam pela minha cabeça quando eu era adolescente. Fui educada na igreja, mas também influenciada por meus colegas da escola. Para eles, “esperar” não fazia sentido algum. Ainda bem que eu era uma menina romântica.

Os caras errados
O primeiro beijo só veio aos 15, com um garoto da vizinhança. Namoramos escondido, pois minha mãe nunca concordaria. Ela é evangélica, mas meu pai não – ela sabia como é difícil um casamento misto. Eu não estava certa de que era errado, até por amar meu pai e ver nele um exemplo. Assim, fui me envolvendo com alguns garotos e até adultos, nenhum deles cristão. Eu queria namorar; eles, ficar – mas na minha mente era namoro. O último rapaz, já na época da faculdade em outra cidade, era espírita. Eu estava encantada com ele e então tive de tomar uma decisão radical: se ficasse com ele, ir à igreja não fazia mais sentido. Além disso, ele não queria mais apenas beijos. Não foi fácil, mas escolhi Deus. Percebi que não era nada sem Ele. Depois, descobri que o cara me enganava. Graças a Deus, não cometi o maior erro da minha vida! Aliás, a maioria dessas histórias eram “roubadas” – sem saber, fiquei até com um garoto que tinha namorada.
Quando eu realmente entreguei minha vida a Cristo, pedi perdão a Deus e decidi que não ficaria mais. Finalmente eu tinha entendido que isso é uma forma de usar o outro. Também estava convencida de que queria namorar apenas com cristãos. Deus foi muito bondoso comigo. Numa noite, eu estava chorando e questionando Deus se havia mesmo uma pessoa separada pra mim. Ele respondeu que sim, mas o cara ainda tinha de aprender muita coisa. Ou seja, eu tinha de continuar esperando. Pouco tempo depois, comecei a namorar um rapaz da igreja e até planejamos nosso casamento. Mas o relacionamento era complicado, mesmo ele sendo cristão. Nos desentendemos de vez quando voltei à minha cidade natal e entendi que Deus queria que eu estudasse Teologia. Ele disse que eu deveria guardar dinheiro para o nosso casamento. Novamente, tive de optar por obedecer a Deus. Mais uma vez, não foi fácil.

O cara certo
Quando estava no segundo ano do Seminário, dois maus exemplos de maridos fizeram com que eu desistisse de casar. Não acreditava mais nos homens. Até me desfiz de alguns itens do enxoval que tinha comprado. Disse a Deus que aceitaria se ele quisesse que eu ficasse solteira. E foi assim, sem expectativas, que eu conheci o Cléber. Ele era recém-convertido e logo ficamos amigos. Ele fazia várias perguntas e passávamos muito tempo juntos. Então, descobri que ele estava apaixonado – por mim! Algo totalmente inesperado, até porque eu tinha pedido a Deus um marido maduro espiritualmente e mais velho que eu. Ele não “fechava” com o pedido. Mas, depois lembrei, combinava com o que Deus tinha dito anos antes: alguém que precisava aprender! Sim, porque quando Deus disse isso ele nem cristão era!
Decidimos orar e, 15 dias depois, Deus me deu paz para responder “sim”. 15 meses depois nós casamos. Ele também fez Teologia e agora trabalhamos juntos numa igreja. Temos temperamentos diferentes, mas nos completamos. Eu, que não queria casar com um pastor, sou esposa de um. Não tenho palavras para descrever o quanto valeu a pena! Somos muito felizes juntos. Além disso, a certeza de que Deus dirigiu tudo nos dá muita segurança. Também podemos confiar que um não trairá o outro, porque nosso compromisso em primeiro lugar é com Deus. Hoje, só nos arrependemos dos relacionamentos errados antes de nos conhecermos. Infelizmente, não podemos apagar as lembranças. Mas até nisso Deus é bom: os “caras errados” fizeram com que eu valorizasse o “certo”. O Cléber não é apenas meu marido, é meu melhor amigo e companheiro na vida e no ministério.
Vale a pena esperar? Se vale! Esperar que Deus mostre a pessoa certa – e não vir a Ele pedindo para confirmar uma escolha sua. Além disso, vale a pena ter um relacionamento baseado nos valores cristãos. Não precisamos ter medo da escolha de Deus para nós. Eu mesma nunca teria escolhido alguém melhor.

Esta é a minha história. Deixe Deus escrever a sua!

Vanessa Tiede Weiler Ribas


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Posted in Minha história de amor.

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