Quero ser missionária mas, e minha família?

A gente cresce e vai sendo criado e acostumado pela família a estarmos sempre reunidos. Família é sinônimo de segurança. As reuniões de família são agradáveis, afinal nos amamos. Em dia dos pais, mães, Páscoa, Natal, Ano Novo, Tiradentes ou Dia do trabalho!!! Não pode ter um feriado que já juntamos tudo e todos. É vô, vó, cunhado e cunhada, uma criançada, a primaiada toda. Se todos servem a Deus, deixa a coisa ainda mais agradável e gostosa. Há conversas edificantes sobre o evangelho e a eternidade. Se a família não é cristã nós estamos ali, em oração e jejum para que cada um deles conheça a Cristo da mesma forma que nós e também desejem a eternidade.

Você, menina cristã está com o coração em Cristo. É apaixonada pela obra no seu Reino e um dia sente um desejo na alma, um despertar pelas outras almas. Percebe que o tempo é curto, a eternidade logo chegará e…. há tantos por aí que não O conhecem,  ou sofrem por amor dele. Tantos que não ouviram deste amor gracioso, que salva, liberta, muda. E claramente ouve “sai da tua terra, da tua parentela”. É algo muito especial.

Abraão é considerado um pai da fé. Ouvimos e pregamos muito sobre esta frase de Gênesis 12.3. Que lindo o que Deus pediu para este homem. Sair de sua terra, de sua casa própria, carro na garagem, sair do seu emprego estável, dedicar sua formação técnica ou superior ao Serviço de Seu Reino. Esta é a parte fácil. Mas, e a parentela?

Talvez ao pensar nos parentes distantes, aqueles que moram longe, nos visitam de vez em quando, é tranquilo. Eles não têm nada a ver contigo. Mas, se você cresce em uma família super apegada, com pai, mãe, avós etc. bem próximos, talvez pessoas que dependam de você: idosos, enfermos…

Aprendemos a orar “eis-me aqui, envia-me a mim”. E Deus nos chama, nos envia. Há planos para a nova empreitada, uma transferência para novas terras, nova cultura, um novo povo para anunciar o evangelho de paz.

Como contar à família? O que falar? Diga a eles o que você está sentindo. Aquilo que arde em seu coração será a primeira chama no coração deles. A oração será sua maior aliada, Deus convencerá. Conte como foi o chamado, como você está se preparando e que apoio terá. Relate a necessidade do local e do povo que você investirá sua vida. E principalmente, convoque-os a serem seus parceiros neste envio em oração, investimento, apoio. A família será missionária junto com você.

Mas é neste ponto que algumas pessoas desistem. Há um peso maior: não conseguem se imaginar sem este apoio, esta segurança que o círculo familiar proporciona.

Uma minoria destes chamados consegue ter o coração tão apaixonado pelas almas que deseja ardentemente fazer parte daqueles que “transtornam o mundo” (At. 17.6). E como os apóstolos deixarmos tudo para trás e seguirmos o chamado, único e especial, de sermos pescadores de almas. Que outra chance teríamos? O tempo é curto, precisamos ir, a eternidade está logo ali.

Todos os discípulos deixaram imediatamente seus utensílios de trabalho – Mt. 4.19: “eles deixaram imediatamente as redes” 4.22: “no mesmo instante deixaram o barco e seu pai”- e deixaram também suas famílias. Com uma promessa de “ver e fazer obras maiores.” (Jo.1.50)

Cristo nos ensinou que se “amarmos a Ele mais que ao pai e mãe somos dignos dele” (Mt.10.37) e que “aquele que perde sua vida por causa dele, encontra vida” (Mt.10.39)

Não podemos olhar pra trás como a esposa de Ló, devemos prosseguir para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Tenha fé menina! Confiamos naquele que nos chama.

                           Leidi Cristiane
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