Quero falar sobre o Papai Noel.

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Quando dezembro começou a se aproximar e o meu noivo e eu vimos os enfeites de Natal a serem vendidos no comércio, eu disse prontamente que não queria o Papai Noel em nosso apartamento, justificando que ele não tem nada a ver com o Natal, ofuscando seu real sentido, o nascimento de Jesus. Mas, ao pesquisar sobre a sua origem, percebi que estava equivocada (acalma o coração, e leia até o final, combinado?).

Nasce o Papai Noel…

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou São Nicolau.
(Trecho do artigo da revista “Superinteressante” https://super.abril.com.br/historia/a-verdadeira-historia-do-natal/#)

O Papai Noel originalmente foi um bispo conhecido por ajudar os necessitados. E o que isso tem a ver com o Natal?

Você já parou para pensar que o Deus todo-poderoso, criador do universo, maravilhoso, digno de toda a honra enviou seu filho, o príncipe da paz, o pão da vida, o Alfa e o Ômega, o Emanuel para se humilhar na Terra e… nos servir? Jesus serviu aos discípulos lavando seus pés, serviu aos judeus e gentios curando suas doenças e pregando o evangelho e serviu a humanidade em geral morrendo por nós de forma brutal para podermos estar com Deus na eternidade.  Como responder a esse gesto?

Em Mateus 25:31-40 diz o seguinte:

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Ganhar presentes no Natal é muito legal. É bom se sentir querido e receber algo que gostamos. Mas ainda melhor que receber é dar (Atos 20:35). Te encorajo a nesse Natal dar seus recursos e seu tempo, servindo os que necessitam, por que afinal, essa é a nossa função enquanto vivemos neste mundo.

 

 

 

 

 

Obs: Este texto expressa a opinião da autora, não sendo uma apologia ao Papai Noel, apenas propõe uma reflexão sobre a origem deste conhecido personagem e nos incentiva a sermos bondosos em nosso dia a dia.

 

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