o que esperar

O que esperar quando você está esperando?

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Algumas pastas de casamento salvas com diversas ideias de vestido e decoração, filmes românticos do tipo melosos e um grande ponto de interrogação na cabeça “quando será a minha vez, Senhor?”

Essa pode ser uma realidade comum para a maioria das mulheres solteiras cristãs. Ao nosso redor, todas as nossas amigas parecem estar engatando em um relacionamento e achamos que o problema está em nós. A espera pode ser dolorosa e amarga. Como se não bastasse nossos próprios conflitos internos, ainda há a pressão da sociedade. Ela pode ser bastante cruel ao nos ditar exatamente o que devemos fazer. Faculdade, namoro, casamento… Sem contar a energia que desprendemos ao tentar justificar nossa solteirice no momento em que nos questionam quando finalmente iremos “desencalhar”. Quão constrangedor isso pode ser em alguns momentos! Somos pressionadas por todos os lados, e tendemos a acreditar nas mentiras que nos lançam.

Se a nossa visão está em Cristo, entretanto, entendemos que cada momento é significativo. Seja ele enquanto solteira ou casada. Entendemos que há um tempo certo para todas as coisas, e que podemos descansar em Sua soberania. Na teoria parece fácil, mas como disse Lewis, quando o coração está apertado e os olhos embaçados por lágrimas, fica mais difícil enxergar com clareza. Quando a ansiedade se levanta, fica difícil acreditar que o Senhor tem todas as coisas sob o Seu controle. Porém, se nossa posição final é jogada aos cantos, magoadas e ressentidas, então desviamos o olhar do fim supremo e principal da nossa existência, segundo o catecismo de Westminster: glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. (1Co 10.31)

A espera não é fácil, de fato. Contudo, deveríamos nos perguntar o que há de ser feito enquanto permanecemos solteiras? O que eu posso fazer para a expansão do Reino? De que forma posso atuar em minha igreja, comunidade, universidade, família etc, para que mais pessoas sejam atraídas e satisfeitas pela glória de Cristo? Quão mais livres e desprendidas nós somos enquanto solteiras! (1Co 7.32) Que liberdade temos de ocupar todo o nosso tempo conhecendo a Cristo e fazendo com que o Nome dele seja conhecido!

Não é a solteirice o momento mais especial, ou o casamento o momento especial. Estejamos nós em qualquer que seja dessas etapas, todas elas são para a glória de Deus! Nossa visão precisa estar no Bem Supremo, para que sejamos capazes de não desperdiçar momento nenhum em meio a reclamações, pensando que estaríamos mais felizes se tivéssemos isto ou aquilo. Nós possuímos Cristo! Fomos resgatadas do domínio das trevas! (Cl 1.13-14); fomos vivificadas com Cristo! (Ef 2.-4); fomos seladas com o Espírito da promessa, que é garantia da nossa herança nos céus (Ef 1. 13-14); nós fomos escolhidas antes da criação do mundo para sermos santas e adotadas como filhas! (Ef 1.3-6) Ah, se entendêssemos… Ah, se entendêssemos que não somos pobres, coitadas, rejeitadas, “encalhadas”, com um grande buraco a ser preenchido para finalmente ter alegria. Nós possuímos Cristo! Ah, o Doce Bem, Cordeiro de Deus, nosso Amigo! Nós possuímos Cristo! Ele, e tudo o que o seu sacrifício conquistou é nosso! Como docemente observou Charles H. Spurgeon,

É seu tudo o que o Senhor Jesus possui como homem perfeito. O deleite de Deus estava sobre Ele, como homem perfeito. Ele foi aceito pelo Altíssimo. Ó crente, a aceitação de Cristo, por parte de Deus, é a sua aceitação. Você sabe que o amor do Pai colocado sobre o Filho também está colocado sobre você agora? Pois todos os feitos de Cristo são seus. Aquela perfeita retidão que Jesus constituiu, por meio de sua vida santa, também é sua, e foi imputada a você. Cristo está na aliança. Que conforto divino! Do meu Deus eu sou! E que bênção saber que o Salvador é meu! No Cordeiro celeste, muito feliz estou, meu coração pulsa ao som do Nome seu!

Para o mundo, o significado de sucesso e de uma vida excelente pode ser sinônimo de relevância, status e um bom relacionamento. Para o apóstolo Paulo, o sinônimo de lucro e sucesso era conhecer a Cristo, o poder da sua ressureição e a comunhão com os Seus sofrimentos (Fp 3.10-11); sucesso era terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus o havia confiado, de testemunhar do Evangelho da graça de Deus (At 20.24); sucesso era combater o bom combate, terminar a corrida e guardar a fé (2Tm 4.7). Sucesso é, segundo John Piper, continuarmos sendo satisfeitas com tudo o que Deus é para nós em Jesus, até o fim. Lutemos com todas as nossas forças para que sejamos satisfeitas em Cristo! Lutemos para que não seja desperdiçado um segundo sequer da nossa espera. Lutemos para nos enxergarmos como pecadoras redimidas, adotadas como filhas, possuindo tudo! Possuindo tudo! Possuindo Cristo!

Não… nossa espera não pode ser inerte e insignificante. Arregacemos as mangas! Trabalhemos! A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Quantos ainda não ouviram? Ó, quantos ainda não provam do Senhor como bem mais precioso? Quantos conhecemos que não conhecem o Cristo que nos amou? Nós possuímos Cristo!

Ainda que as pressões sejam muitas, ainda que a ansiedade ameace bradar por muitas vezes, ainda que nos sintamos sós, que não sedamos ao desespero ao aceitar aquilo que o Senhor não deseja para nós. Mantenhamos os padrões divinos em todos os momentos e em todos os lugares. Que estejamos preparadas, dentro e fora de tempo, a responder a qualquer um que pergunte a razão pela qual agimos da maneira que agimos e cremos naquilo que cremos. Valerá a pena. Que Cristo seja glorificado na nossa espera! É tudo sobre Ele. (Rm 11.36)

Nathalya Oliveira, Presidente Prudente/SP

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