Me Salvou – Caroline Sebem

Tinha apenas 4 anos de idade quando meus pais começaram a frequentar a Igreja. Logo, posso dizer que tive o privilégio de nascer em lar cristão. Cresci na Igreja, participava de todas as atividades… Mas, infelizmente, não posso afirmar que minha caminhada com Cristo se manteve firme durante todos os anos em que a frequentei.

Lembro-me de minha infância, quando observava algumas pessoas que tinha como exemplo e pensava em quem eu queria ser quando crescesse…  Me inspirava nelas… Sabia exatamente quem eu queria ser: serva, ter comunhão com Deus, ajudar nas programações… Fazia muitos planos para, no futuro, continuar firme trabalhando na obra dEle. Contudo, a história é diferente…

Na adolescência fui estudar em um colégio que realmente não estava nos meus planos. Acabei me deixando influenciar por diversas ondas que, com toda a certeza, não agradavam em nada a Deus. No início, o pecado doía muito. Mas, a partir da prática mais frequente, eu já nem sentia mais. De repente, me vi a quilômetros de distância de Deus e, ainda mais distante de quem eu sonhava ser ainda quando criança.

Nos anos em que estive no “mundo”, buscava preencher um vazio devastador. Em várias conversas com minha mãe, reclamava que nada parecia preencher o que parecia um “buraco” no meu peito. Minha mãe, sempre paciente, me respondia: “você sabe exatamente de QUEM você precisa”. Foram inúmeras conversas do gênero, mas nenhuma me tirou da cegueira em que me encontrava.

Depois de algum tempo correndo atrás do vento, buscando cessar uma dor insuportável, recorri ao que eu sempre soube ser a resposta para tudo: DEUS. Em 2014, tudo começou a mudar… Estava no terceiro ano do ensino médio quando vi que onde eu estava não era meu lugar.

As coisas começaram a fazer sentido. Pude perceber que, por 4 anos, procurei paz em coisas que só me fizeram perder tempo e comunhão com Deus. Estava seguindo pelo caminho contrário e precisava retornar o mais rápido possível.

Ele usa pessoas, coisas e situações improváveis pra nos chamar, não é? Eu estava em uma festa em Porto Seguro quando realmente abri meus olhos e pude ver para onde estava indo. Eu realmente acordei e vi que não pertencia àquele lugar. Por diversas vezes tentei me encaixar em algo que não fazia parte dos planos dEle pra mim, e, falhei em todas as vezes que busquei por algo que só Ele poderia me dar.

Ao retornar de viagem: li a Bíblia. Pela primeira vez, do início ao fim. Em 6 meses, todas as pregações que anteriormente apenas sentava e ouvia (muitas vezes por obrigação), começaram a fazer total sentido.

Antes, ouvia testemunhos e experiências de pessoas que buscavam Deus, as quais contavam coisas maravilhosas que viveram por intermédio dEle. Nunca achei que isso fosse possível. Sempre pensava: como? Como elas podem afirmar que Deus respondeu às suas orações? Que Deus sanou a dor? Era tudo muito distante e abstrato. Hoje? Não mais. Hoje compartilho de experiências que pude viver com Ele, das respostas que Ele me dá, das vezes em que Ele me usou e continua a usar para falar desse amor maravilhoso que me constrange.

Eu, que vivi todas as coisas que não O agradam. Eu, que precisei sentir a dor de viver afastada dEle pra ver que o mundo não é o meu lugar. Eu, que dei mau testemunho por tanto tempo, indo à Igreja para esquentar banco. Hoje, eu sou um instrumento nas mãos dEle. Hoje, eu O deixo fazer a obra que Ele planejou por tanto tempo. Eu, uma pobre pecadora, merecedora de condenação, vivendo pela graça e amor de um Pai tão amoroso e misericordioso.

Ele me salvou! E, assim como Jó, hoje eu posso afirmar: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42.5).

Caroline Sebem

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