Eu e o Dinheiro

Eu e o dinheiro: Como fazer essa relação dar certo? Parte 3

No 3º artigo da série vamos falar sobre como sair do endividamento. Tão importante quanto sair da situação é entender o motivo pelo qual você entrou nesse caminho. Isso a ajudará a não cair novamente na mesma armadilha, porque a deixará atenta ao perigo.

Quando alguém adquire um imóvel, veículo, equipamento, ou financia seus estudos, está assumindo uma dívida com característica de investimento. Se bem planejada, é o que podemos chamar de dívida boa. As parcelas cabem no seu orçamento e estão em dia. Como ninguém está isento de imprevistos na vida, pode ocorrer um desemprego, uma doença de alguém na família e tantos outros fatores que causem um atraso nas parcelas. Para isso, se faz o contato com o credor e se negocia. Digamos que ocorreu uma dívida passiva, porque a pessoa que ficou devendo não tinha a intenção. Conheço uma chave que abre qualquer porta: a verdade. Quando alguém quer acertar, haverá sempre uma saída.

O problema está no que se denomina de endividamento ativo, aquilo que a pessoa adquire sabendo que não terá condição de pagar. Ativo também poderá ser considerado aquele que é gerado por falta de organização prática ou interna (emocional). Impulsividade, ansiedade e baixa autoestima para muitas mulheres são o primeiro degrau da queda. Quem não teve exemplo em casa e mesmo educação sobre o assunto poderá passar anos vivendo no ciclo vicioso. Entendendo que sempre foi assim e nunca irá mudar.

A sociedade de consumo em que estamos inseridos exerce uma forte pressão sobre nossas escolhas. Mais do que nunca o ter (ou aparentar ter) tem se sobreposto ao ser. Um exemplo para entender melhor. Vá a um shopping com uma roupa meio batida (não rasgada porque essa está na moda), quero dizer, algo simples. Ao entrar na loja, pergunte primeiro o preço. Com raras exceções, a vendedora irá te medir de cima a baixo e fazer um olhar de paisagem, o que significa que a conversa acabou ali. Ela julgou pela aparência e concluiu que você não tem dinheiro para comprar. Perdeu o interesse e a venda, claro!

É como se aparentar ser alguém de classe média seja mais importante do que a pessoa que você realmente é. São os valores do mundo. Ilusão pura!

O ideal é só comprar o que você já tem o dinheiro para pagar ou que o valor esteja totalmente dentro do que você terá para receber nos próximos dias. Sendo a primeira opção a melhor, pois ninguém conhece o futuro.

Só que se você está toda enrolada devendo até o lanche na cantina da faculdade, na manicure, e com uma lista enorme de carnês e cartões de crédito, não se conforme com a situação. Tente relacionar todos os valores e vencimentos. Tenha pelo menos o controle da informação!

Faça a sua parte e peça misericórdia para que o Senhor a ajude no momento da dificuldade. Lembrando que para o seu bem estar pessoal e seu futuro bem sucedido, o quanto antes desejar sair desta situação e não voltar a cometer os mesmos erros será o melhor para todos.

Conheço uma chave que abre qualquer porta: a verdade. Quando alguém quer acertar, haverá sempre uma saída.

Ficam as dicas de ordem financeira:

Veja o quanto está pagando de juros e tente substituir a dívida por outra de juros menores. O que precisar parcelar, tente deixar com o menor prazo possível. Sem juros seria perfeito. Congele novas despesas; tente fazer um trabalho extra; e saiba dizer “não”. Ninguém deixará de ser amigo(a) só porque você não pôde participar de algum programa legal em que foi toda a sua turma; se não puder levar um presente, não leve e pronto. Se precisar fazer um acordo, veja antes se cabe no seu orçamento. Separe o necessário do supérfluo. E agora a dica mais importante vem do apóstolo Paulo:

“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos, com isso, satisfeitos.” 1Tm 6.6-8

Se você ficou desmotivada com o conselho de um sujeito que nunca conheceu um iPhone , aprenda que a fórmula da felicidade se chama contentamento. Significa ser feliz com o que se é e com o que se tem, pois Deus é bom no pouco e no muito.

Fabiana Silvestrini

 

Você quer ler a Parte 1 e 2 desta série? Veja abaixo:

Eu e o dinheiro: Como fazer essa relação dar certo?

Eu e o dinheiro: Como fazer essa relação dar certo? Parte 2

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