Dona do próprio nariz ou interdependente?

Como falamos no último post, o Movimento Feminista trouxe mais prejuízos do que benefícios. A luta no decorrer das décadas se tornou inglória. Isso é verdade pra você?

Sabemos que o Feminismo aborda nas suas concepções quais seriam as necessidades de uma mulher e como satisfazê-las. Pautado num discurso ideológico e marxista, para o movimento a mulher NÃO precisa dos homens, e consequentemente nem de Deus para que suas aspirações sejam alcançadas.

Que discurso forte, hein? Pode pegar um copo de água, sentar no sofá porque a conversa será super especial.

Então, quais seriam estes prejuízos? Como saber se são de fato perdas?

Prejuízo 1

Quanto mais íntimas somos de alguém mais conseguimos perceber o quão estranha e distante essa pessoa se mostra. E assim, percebemos os danos causados pelo feminismo quando analisamos o quão distante está o discurso das mulheres do que diz a Bíblia Sagrada. Como cristãs, temos um balizador das nossas atitudes, escolhas e decisões, a Palavra de Deus. Ela é nossa base de sustentação onde são firmadas e consolidadas nossas ações. Nossos posicionamentos são o termômetro que indica nosso nível de  intimidade com o que as Escrituras dizem.

Exemplificando…

Nossa tão sonhado autonomia…ahhh, quanto tempo sonhamos e vislumbramos os momentos que tomaríamos nossas decisões e faríamos as nossas próprias escolhas. Não é assim? Quem não passou por essa época de projetar a independência e a liberdade? Não depender de ninguém para satisfazer nossas necessidades. Todas nós!! E isso é normal, muito normal.

O movimento feminista doutrina que a mulher independente deve tomar suas decisões e assumir suas responsabilidades, ou seja, ser autossuficiente financeira e emocionalmente. Elas são protagonistas únicas e exclusivas de suas histórias, não dividindo o palco da vida com ninguém.  E ai, vem o namorado, noivo, marido, pai, ou seja, um homem, e me diz que não gostou do meu corte de cabelo, da cor da minha unha e da forma como eu falei com alguém ou de alguém !!! Que absurdo!! Quem é ele para dizer o que devo fazer, o que devo falar, como devo me comportar?? Mas cá entre nós, se fosse uma amiga a me dizer algo desta natureza, eu não ficaria assim tão ofendida, afinal, ela só quer me ajudar…

Parafraseando o teólogo e pastor Marcelo Gomes em Sabedoria para viver e ser feliz, o autossuficiente não é quem conduz a si mesmo a partir de convicções sólidas, mas sim aquele que se basta. A indiferença, o individualismo e o egocentrismo são expressões relacionadas. Hoje em dia, falar em namoro como um relacionamento que nos direciona ao casamento, se tornou algo cafona, careta, kitsch (brega). Por quê? Porque ele remete a um relacionamento que pressupõe compromisso.

O feminismo tem incutido a ideia de que a mulher que quer ser empoderada precisa resistir a tal dominação machista, esse controle patriarcal onde o homem domina e a mulher simplesmente obedece. Agradar o homem, seja ele seu namorado, noivo, marido ou pai, é se deixar ser dominada por ele. Mulher empoderada não cede às vontades de um homem, pois agindo assim ela estará se mostrando submissa, consequentemente sob seu domínio.

Nós mulheres cristãs, não precisamos menosprezar, desqualificar o homem para que sejamos  então qualificadas. Não precisamos entrar nesse conflito para que nosso valor seja reconhecido. É uma queda de braço infrutífera e antibíblica.

Infelizmente, existem relacionamentos desajustados e doentes, mas estes não são modelos para nós. Um relacionamento entre homem e mulher não deve ser encarado como um aprisionamento, onde o homem manda e a mulher obedece, mas já no namoro se começa a estruturar e definir, biblicamente, os diferentes papéis e funções num diálogo harmonioso na busca pela compreensão do que é a complementariedade e a interdependência em amor e respeito.

Portanto meninas, precisamos compreender que uma relação saudável está baseada na reciprocidade. Devemos resistir bravamente aos valores que nos levam ao egoísmo e ao individualismo difundidos pelo Feminismo. Não somos uma ilha. Dependemos uns dos outros sim. Espiritualmente, como partes do corpo de Cristo. Emocionalmente, quando aprendemos a compartilhar as sensações que nos movem de forma equilibrada. Financeiramente, quando se pensa a construção de um futuro núcleo familiar, juntos vamos mais longe. Mas toda dependência precisa desenvolver a autonomia, ou seja, ter a percepção do outro. É uma relação interativa, dinâmica e correspondente que respeita os limites estabelecidos pela Palavra, numa cooperação harmoniosa, citando Pr. Gomes.

Estamos diante de um desafio que nós mulheres cristãs somos capazes quando entendemos que somos inteiramente dependentes da graça de Cristo.

Até o próximo post na semana que vem – Prejuízo 2

Elaine Calza Higino

Posted in Séries.

One Comment

  1. Muito bom o post e propício p nossa época. Cada vez mais a mídia através de novela, filmes e propaganda eleva a mulher como se fosse mesmo autossuficiente, é como a submissão fosse uma penitência. Precisamos sim da figura masculina em nossa vida, assim como o homem precisa da figura femina. Nossos traços são delicados e temos um percepção maior que a dos homens, temos nossa fragilidade mesmo qdo nos mantemos forte. E como é bom receber o apoio e carinho do esposo, qdo estamos com os hormônios alterados, poder ter o colo de alguém mais forte (pelo menos eles transparecem mais fortes, são mais firmes), agem c a razão e nós c o coração.

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