De “Contoversa’ a “Princesa”

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“A busca pela beleza cristã parece dar muito trabalho? Espero que não. Na verdade, existe uma esperança maravilhosa quando se fica livre da idolatria do ego. Mas há ainda algo mais importante: diferente da beleza física associada à juventude, a beleza verdadeira aumenta com o passar do tempo. Nossa beleza deve ser maior ainda aos sessenta, setenta anos, e daí para frente.

A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas.

Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.

Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, cuja esperança estava em Deus. Elas se sujeitavam cada uma a seu marido,

como Sara, que obedecia a Abraão e o chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo. I Pe 3:3-6

 

Esse texto deixa claro que podemos sim ficar mais bonitas, desde que cultivemos a beleza de um “espírito gentil e tranquilo, que não perece”. Essa beleza divina chamará a atenção de nosso marido; mas, sobretudo, chamará a atenção do próprio Deus. É um mistério como a beleza que cultivamos no interior acaba sendo evidente no exterior. Todavia, a Bíblia garante que, quanto mais enfeitarmos nosso eu interior, mais bonitas ficaremos.

Você conhece alguma mulher que tenha esse tipo extraordinário de beleza, que fica mais atraente a medida que envelhece? … Em I Pedro 3, encontramos a explicação para esse fato. Sem dúvida nenhuma, essa mulher de Deus tem buscado cultivar um “espírito gentil e tranquilo, que não perece”. Quero ter essa beleza à medida que envelhecer.

O apóstolo Pedro descreve uma mulher que possuía essa beleza eterna. Ele destaca Sara como alguém que “obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; dela sois filhas, se fizerdes o bem sem nenhum temor” (I Pe 3:6).

Gostei do fato do apóstolo Pedro ter escolhido Sara como exemplo de um “espírito gentil e tranquilo”, afinal essa não era uma de sus características na juventude. Seu nome original era Sarai, que significava “controversa”. Na verdade esse nome descreve com exatidão alguns fatos do início de sua vida como esposa e mãe. Ela era invejosa, manipuladora e cética, e sua maneira de tratar Hagar foi absolutamente perversa. Estava longe de ser um modelo de “espírito gentil e tranquilo”, mas o fato é que Deus está nesse ramo de trocar nomes. Ele mudou o nome de Sarai para Sara, que significa “princesa”. A certa altura da vida, Sara se transformou em uma mulher de espírito humilde e tranquilo – uma mulher que esperava em Deus e era submissa a seu marido. A Bíblia afirma que foi com muita tristeza e amor que Abraão enterrou Sara.

A vida de Sara me encoraja bastante, uma vez que demostra que há esperança para mim e para qualquer mulher cristã que deseja ser verdadeiramente linda aos olhos de Deus. Podemos nos tornar “princesas” em qualquer idade; nunca é tarde demais. É bem verdade que um dia meus joelhos ossudos irão fraquejar, meu cabelo fino se tornará completamente grisalho e minhas mãos continuarão longas e exibirão as marcas escuras da idade. Para ser bem franca, esses aspectos físicos só vão piorar. No entanto, se eu mantiver meus olhos naquele que é a encarnação da beleza, ficarei mais bonita ao refletir sua presença. Isso é verdadeiramente precioso, e a Bíblia afirma que é inestimável aos olhos de Deus. Esse é um tratamento de beleza que todas nós devemos fazer.”

Texto escrito por Carolyn Mahaney

Extraído do livro “Mulher Cristã – Repensando o papel da mulher à luz da Bíblia”

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