Concurso de Contos – Um conto da mochila azul

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Tudo começou em um banheiro. Sentada naquele assento desconfortável para refletir qual seria o próximo cenário da sua vida. Todos aqueles que havia conversado, dialogado, vezes até entregado o que havia de sussurro em seu coração. O relógio smart apitava 13:30 era hora de retornar ao trabalho. Incluía documentos aqui, separa benefícios para acolá, às dezoito horas badalavam tão repentinamente que me se assustara. – Tchau! Até amanhã pessoal! Era o que a garota de vida tão regrada disse ao sair. Mal sabia ela que aquela vida monótona iria mudar.

There she goes There she goes again

Racin through my brain.

Aquela versão melódica de Sixpense none the richer , era o que aquela precisava ouvir para finalizar seu… -Que isso?! Um rapaz correndo deixou sua mochila Jan Sport azul marinho cair. Em menos de três segundos ele retornou e falou desculpa, juntou a mochila dela e a sua que também havia caído. Estranhamente a mochila de ambos era da mesma cor. O que menos esperavam era que elas seriam trocadas.

– Ah! Que sede! Será que trouxe minha garrafa d´água? O garoto pensou. Logo ao abrir a mochila o susto repentino; – Essa mochila não é minha!. Creme para mãos, escova de cabelo… Caramba será que ia achar algo que identificasse a dona da mochila? Era o que não saía da mente de Thiago.

De tanto mexer em meio aquele universo de uma garota, encontrou emaranhado aos fones de ouvido um caderno. Um caderno de capa laranja, onde na primeira página constava o nome Antonieta, junto com seu telefone. Começou a folhear e logo viu desenhos intensos de pôr-do-sol, pássaros, casas aconchegantes, dignas de cenários da sessão da tarde. Mas o curioso não eram os desenhos, era que cada desenho contia um versículo. Alguns eram salmos, outros de eclesiastes, mas o texto que mais lhe chamara atenção foi o de João 14:27:

Deixo a paz a vocês; a minha. Não a dou como o mundo o dá. Não perturbe o o seu coração, nem tenham medo.

Embaixo de um chalé, com um casal tão marcante a ele. Confuso, sentado com aquele caderno na mão, questionou a Deus, pois naquele mesmo dia observava a sua vida sem respostas a aquele assunto ainda não respondido, e a pouco ainda orado. –Seja feita tua vontade! Era tudo que aquele rapaz ainda abismado conseguia pronunciar em sua prece. Sem exitar telefonou a menina, que o atendeu, e logo se desculpou marcando a tentativa de troca de mochilas.

Antonieta tivera a mesma experiência que aquele garoto procurou alguma identificação e achou justamente um caderno. Quando lera João 14:27 em suas anotações logo colocou a mão no coração, pois sentia a mão de Deus a lhe conduzir. O dia tão esperado por ambos havia chegado cada um saudou-se timidamente e veio rapidamente a despedida. Quando Antonieta já estava longe, ela escutou seu nome ao olhar para trás viu –o apontando para o mesmo texto em comum com ternura a ela.

Estéfani de Melo Borba

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