Perseguição aos cristãos no Irã

“Quando eu me senti fraco, Deus me fez forte”
Noushin* é líder de uma célula de sua igreja no Irã, país que ocupa a 7ª colocação na Classificação da Perseguição Religiosa, e enfrentou um sofrimento pelo qual muitos cristãos são desafiados: ser preso por sua fé em Jesus Cristo. Sua fé seria forte o suficiente para lidar com a perseguição?
“Eu sou o líder da minha célula, por isso, quando soube que mais um conhecido meu foi preso, eu temi pela minha prisão. Eu não estava pronto para isso. A prisão é um lugar sujo, onde as pessoas são torturadas e ficam sozinhas em confinamento. Meu receio era ser tão medroso a ponto de entregar todos os nomes dos membros da minha igreja. Eu temia que até poderia negar a minha fé, caso eles me torturassem. Sentia que era um covarde, então eu pedi a Deus de todo o meu coração para não me provar além da minha capacidade.
Poucos dias depois que fiz essa oração, ouvi uma batida na minha porta. Meu coração pulou. Era a polícia secreta. Eu tinha alguns minutos para me preparar e ir com eles. Eu sentia raiva. Deus não ouviu minhas orações? Enquanto caminhava até a porta, eu argumentei com Deus. Eu não tinha pedido a ele para não me colocar nesta situação? Eu não tinha dito a ele que eu poderia não resistir à perseguição? Então, por que ele me fez passar por essa provação?
Quando eu saí pela porta, o que eu mais temia aconteceu. Eles vendaram meus olhos e me levaram para a prisão. Não fiquei em uma cela sozinho, mas o cheiro do lugar me deixou enjoado. Eu estava morrendo de medo. O que aconteceria comigo? Horas mais tarde, os guardas vieram me levar para fora. Andando pelos corredores, todos os tipos de pensamentos passaram pela minha mente. Eu seria torturado e forçado a dar os nomes dos meus amigos cristãos? Eu era forte o suficiente para testemunhar que Jesus era meu Senhor?
Eles me colocaram em uma cadeira em frente a um interrogador. Ele me perguntou: ‘Por que você se tornou cristão e por que você está convencendo outros muçulmanos a fazer o mesmo?’. Quando olhei para ele senti que não era forte o suficiente para responder. Mas então, de repente, senti que uma paz veio sobre mim. O tipo de paz que eu só conhecia dos meus momentos com Deus. Foi o Espírito Santo. Para minha própria surpresa, eu não estava mais com medo.
‘Para mim é uma honra falar sobre Jesus’, eu disse para o interrogador, que expressava em seu rosto raiva a cada palavra que eu dizia. ‘Você também precisa de Jesus em sua vida. Eu não posso ser indiferente. Eu quero que você experimente a alegria e a bênção da salvação. Eu não posso me calar.’
O interrogador me mandou voltar para a cela, depois de me avisar que o testemunho que havia dado poderia custar muito caro para mim. Então, meu medo voltou e não consegui dormir naquela noite. Eu decidi que ficaria calado se eu fosse interrogado novamente. Mas, no dia seguinte, a mesma coisa aconteceu. Mais uma vez eu fui tocado pelo Espírito Santo e compartilhei com o interrogador a respeito de Jesus. Naquela noite eu não dormi.
Em uma noite, ouvi uma batida na porta. Aquilo não poderia significar algo bom. Eu ouvi a voz do interrogador. Pensei que ele iria me agredir, mas ele disse: ‘Não tenha medo, eu preciso de sua oração’. Nós conversamos durante horas, até que finalmente o interrogador decidiu entregar seu coração a Jesus. Oramos juntos. Olhando para ele, eu podia ver que seu rosto parecia mais brilhante do que antes. ‘Esta é a primeira vez que experimentei a paz e o amor de Deus em minha vida’, ele compartilhou.
O interrogador não podia me ajudar abertamente, mas em sua própria maneira ele me ajudou em meu caso. Pouco depois, fui libertado. Ainda tenho contato com ele e com sua esposa, que também entregou seu coração a Jesus. Eu quero ajudá-los a crescer na fé. O interrogador quer ser um evangelista um dia. Apesar de tudo o que eu esperava, as memórias do meu tempo na prisão são boas. Quando eu era fraco, Deus me fez forte. E, mesmo na minha fraqueza, ele me escolheu como um instrumento para levar uma pessoa até ele.”
Cristãos iranianos contam com nossas orações
Peça pelo conforto de Deus aos mais de oitenta cristãos presos no Irã por causa de sua fé. Interceda também por seus familiares.
*Nomes alterados por motivos de segurança.
Repost do site: www.portasabertas.org.br
Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Vivian Coutinho

Início de um Sonho

No dia 28 de julho de 2012, começou a realização de um sonho chamado “África”. A primeira semana foi a mais difícil, era uma mistura de emoções. Eu estava muito feliz por estar em Moçambique, mas triste por perder uma amiga. Porém a graça de Deus é tão abundante que ele me capacitou a servir com alegria mediante a dor de perder alguém.
Durante as semanas que passei em Moçambique juntamente com seis colegas, trabalhamos no PEPE (Programa de Apoio a Criança em Família na Comunidade), realizamos Escola Bíblica de Férias (EBF) e tivemos inúmeras oportunidades de falar de Jesus. Na última semana, fomos pra uma missão em Nharechonga. Lá dormimos em uma casa de barro, o banho era em uma palhota e o jantar era a luz de velas.
Caminhar por quatro horas no meio do mato era insignificante quando chegávamos a uma casinha e podíamos compartilhar do amor de Deus. O povo é muito hospitaleiro. Quando nos aproximávamos, eles já nos davam lugar para sentar. Algumas vezes eu estava carregando apenas a minha Bíblia e vinha alguma mulher ou criança e insistia para levá-la para mim.
Tanto na cidade como na zona rural as pessoas são muito musicais. Por isso, no último dia que estivemos na missão em Nharechonga fomos presenteados com muita música, dança e até teatro. Tinha horas em que a poeira era tanta que vinha uma mulher com um balde e jogava água no chão.
Como sou apaixonada por crianças, me senti realizada e totalmente em casa naquele lugar. As crianças são muito amáveis e educadas: quando pegam em sua mão não querem mais soltar. Teve uma ocasião em que estávamos evangelizando nas casas e, neste dia, eu estava meio triste, mas então veio uma criança correndo dizendo meu nome e me deu um abraço. Eu não me lembrava de quem ela era, mas sei que Deus usou este simples gesto para renovar meu ânimo e a minha alegria. 
Em Moçambique pude conhecer pessoas cativantes e que conquistaram o meu coração. Amo meu país, meus amigos e a minha família, mas confesso que não senti saudade de nada.
Eu estava no lugar certo.
Antes de ir para África imaginava aquele lugar como o “continente das oportunidades”, e agora não tenho mais dúvidas disso. Não quero ficar fora da obra que Deus tem realizado no mundo, pois servi-lo é o que me traz mais alegria. Eu já gostava da África antes de conhecer e agora que conheço gosto mais ainda. Espero um dia poder voltar para lá.
        
Deus é poderoso para fazer muito mais do que tudo que planejamos, desejamos e sonhamos.
Abraços,
Camila F. Assumpção