Minha história de amor – Greyce e Anderson – Parte 3 (final)

E aí garotas??
Tudo certinho??
Segue a última parte da minha história de amor.
No início do ano de 2009, uma situação inusitada havia acontecido: tive notícias de que aquele meu ex-colega de seminário havia passado por uma situação bem triste. Ele havia casado e teve duas filhas, mas na gravidez da segunda filha, haviam descoberto um câncer na sua esposa. Fizeram uma cesárea de emergência e a bebê viveu, mas a esposa não resistiu e faleceu.
Quando soube fiquei bem triste por ele, e na hora pensei: “Coitada de quem casar com ele agora” (Imagine!!). Mas, no mesmo instante o Espírito Santo me falou: “Greyce! Poderia ter sido com você! Era o Anderson que você conhecia muito bem, poderia ter sido com você!”.
Pedi perdão para Deus no mesmo momento. Tentei entrar em contato com ele para transmitir conforto, mas somente consegui deixar um recado pelo Orkut, dizendo que estava em oração. Também o adicionei no MSN. Depois disso não soube mais de nada, nem falei mais com ele.
No final do ano de 2009, mais precisamente no dia 30 de dezembro, ele me deixou um recado no Orkut, perguntando como eu estava, se tinha terminado o seminário, e perguntando o que estava fazendo. Quando entrei no MSN ele estava online, então em vez de responder o recado, eu o chamei para uma conversa.
Começamos a conversar e percebi que ele havia se afastado um pouco de Deus. A partir deste dia começamos a nos falar diariamente. Não comentei nada com ninguém, nem mesmo com a minha mãe, que era minha confidente, não disse nada. Com o passar dos dias parece que todo aquele sentimento que eu tinha há 10 anos havia voltado. Eu não via a hora de poder falar com ele.
Ele me ligava e falávamos muito. Continuava sendo muito bom conversar com ele.
No início do ano de 2010, eu passaria as férias na minha irmã em Camboriú, que era relativamente perto de Jaraguá do Sul, onde ele estava morando. Marcamos então, de nos encontrarmos no Shopping em Camboriú para conversar. Durante todo o tempo eu estava em oração, pedindo que Deus encaminhasse tudo e que não me deixasse sofrer novamente. Também estava ciente de que ele tinha duas filhas pequenas e que se Deus direcionasse não seria fácil enfrentar esta situação. Estava preocupada com o que meus pais iriam pensar sobre tudo isso e continuava em oração.
Quando nos encontramos, eu parecia a mesma de 10 anos atrás, que tremia quando o olhava. Incrível que todo aquele sentimento veio de volta mesmo se passando tanto tempo. Almoçamos juntos e passeamos durante a tarde. Foi um dia muito lindo. Falamos sobre muitas coisas e principalmente sobre a vontade de Deus para nossas vidas. Neste ponto eu precisava saber mais do que tudo qual era a vontade de Deus, por que não queria mais sofrer, e não queria fazer ninguém sofrer.
Era uma decisão que mudaria toda a minha vida.
Depois daquele dia, pedi dois sinais específicos para Deus. Não vou colocar tudo aqui, mas foram coisas praticamente impossíveis. E foi o que Deus fez, porque para Ele nada é impossível Logo após, conversei com os meus pais, e eles também deram a sua bênção, e então oficializamos o namoro. Entendi que paixão não é pecado. Entregar-se à paixão sim, mas que no verdadeiro amor tem que haver uma pitada de paixão.
Noivamos em maio de 2010 e em 11 de setembro do mesmo ano nos casamos. Eu me tornei esposa e mãe de duas filhas lindas. Elas me chamam de mãe, obviamente as chamo de filhas e Deus tem sido maravilhoso conosco.
Não tenho palavras para agradecer tudo o que Ele têm feito nas nossas vidas. Nem todos os dias são “rosas” e estamos nos adaptando ainda, mas olhando para trás me sinto grata, por Ele ter me preparado tanto tempo e com tantas situações para poder me dar um presente grandioso. Se eu não tivesse passado por tantas dificuldades não saberia valorizar a minha família agora.
No final de 2010 mesmo decidimos voltar para o Seminário e terminar o que havíamos começado há 10 anos. O chamado de Deus não morreu em nosso coração, muito pelo contrário, estamos felizes por estarmos no centro da Sua vontade.
Neste ano completamos 3 anos de casados e eu louvo a Deus por que não me deu um moreno de olhos azuis calmo e, sim, porque ele me deu um loiro maravilhoso de olhos verdes e com um temperamento que Ele moldou ao longo dos anos, especialmente para mim.
Deus é maravilhoso! Posso dizer que continuo apaixonadamente amando meu marido a cada dia mais, pois o amor que vem de Deus é perfeito!
Vale a pena esperar em Deus e buscar a Sua vontade!
Espero que tenham gostado!
Um mega abraço em todas Meninas de fé!!!

Greyce Karoline Hepfner Scholz
Ijuí – RS

Minha história de amor – Greyce e Anderson – Parte 2

E aí gurias??
Minha história de amor continua…
O lado da razão me dizia: “Viu Greyce! Não era para ser! Ainda bem que você resistiu! Muito bem. E ele nem era a pessoa dos teus sonhos”. O lado da emoção dizia: “Como isso aconteceu? Como ele pôde ir embora sem nem se despedir de mim?”.
Foi um período difícil, continuei estudando mais 6 meses no seminário e a minha situação financeira começou a complicar também. Meus pais não estavam mais conseguindo pagar meus estudos e eu não tinha como trabalhar, pois era em período integral. Pensava: “Mas e meu chamado? Bom, quem sabe Deus ainda quer me ensinar algo”. Após muita oração e muito choro, voltei para casa com “todo gás” para trabalhar na minha igreja.
O tempo passou, conheci um rapaz na igreja que me chamou a atenção: era “moreno e tinha os olhos azuis”, opa! Além de tudo era aparentemente calmo, tranquilo, “Será que Deus não está me apontando a pessoa dos meus sonhos?” Era crente! “Puxa! Deus enviou a pessoa dos meus sonhos! Eu sabia que aconteceria!” Este rapaz começou a me paquerar, “puxa!” Eu orava, mas lá no fundo ouvia uma voz doce que dizia: “Você pode estar enganada minha filha…” Mas esta voz era tão baixinha, e eu sempre fui desconfiada… “Deve ser minha desconfiança! Afinal tá aí! O cara dos meus sonhos!”
Começamos a namorar e fizemos planos de casamento. Ele era calmo, mas quando estava no trânsito parecia que se transformava, ficava tão violento… no futebol também, batia muito. Bom, deve ser coisa de homem, eu pensava, ele jamais faria algo contra mim, afinal de contas “estou dominando esta relação”, eu mando e ele me obedece… (veja só!).
Após aproximadamente um ano de namoro, nós noivamos. Foi então que surgiu uma oportunidade de eu ir trabalhar em Joinville-SC, onde morava a minha irmã mais velha. Fui morar com eles e em pouco tempo comecei trabalhar em uma grande Contabilidade. Havia boas perspectivas e meu noivado ia muito bem, pois ele viajava direto para lá e às vezes ficava na casa da minha irmã.
Logo que cheguei em Joinville comecei a congregar na igreja que minha irmã e meu cunhado congregavam: uma verdadeira bênção na minha vida. Um dia o pastor fez o estudo para os jovens e ele falou sobre a vontade perfeita e a vontade soberana de Deus. Nunca esqueci daquilo. Quando cheguei em casa naquele sábado à noite, eu orei com todas as minhas forças para Deus e pedi do fundo do meu coração que Ele fizesse Sua vontade perfeita na minha vida. Eu não queria ficar o resto da vida colhendo as consequências dos meus erros e coloquei todas as áreas da minha vida diante de Deus, inclusive o noivado.
Cerca de uma semana depois recebi uma ligação que abalou a minha estrutura. Era uma moça que eu nunca tinha visto, falando coisas do meu noivo que somente alguém que vivia muito próximo a ele podia saber. Na hora pensei em se tratar de alguém que queria acabar com nosso noivado, mas “a casa caiu” e comecei a descobrir o “lado obscuro” dele.
Falei com ele pedindo uma explicação e foi que ele mostrou que não tinha respeito nenhum por mim, me ofendendo com palavras torpes e realmente parecendo outra pessoa.
Deus permitiu que eu visse o seu outro lado, o outro lado da pessoa com quem eu iria me casar. Foi então que Deus mostrou claramente que o que Ele tinha para mim era diferente daquilo que eu pensava que era o ideal. Terminei o noivado com gratidão no coração por Deus ter me livrado de alguém que com certeza não era o ideal de Deus para mim.
Caiu por terra o meu sonho de alguém com cabelo preto, olhos azuis e calmo, por que o que Deus tinha para mim era o Seu melhor. Depois que terminei o noivado continuei descobrindo “barbaridades” e cada vez louvava mais a Deus pelo Seu livramento.

Continuo no próximo post…
Abraços,
Greyce Karoline Hepfner Scholz
Ijuí – RS 

Minha história de amor – Greyce e Anderson – Parte 1

E aí gurias?
Tudo na santa paz?
Me chamo Greyce e vou contar minha história de amor, mas como ela é mais comprida que esperança de pobre (risos) vou ter que postá-la em partes…
Como a maioria das meninas, quando menina sonhava com meu “príncipe encantado”. Não pensava que viria em um cavalo branco, pois sempre fui realista, mas afinal de contas, podia sonhar com alguém especial. Fui educada em um lar cristão e desde cedo aprendi orar pela pessoa que Deus tinha para mim.
No início eu sonhava com um “moreno de olhos azuis”. Achava o máximo e pensava: -“Ah, para dar certo comigo, tem que ser um cara calmo, tranquilo, para poder me aguentar”… digamos que eu achava que aquele padrão “fechava” comigo. Obviamente que sempre orava, pedindo que Deus estivesse preparando a pessoa para mim, mas tinha em mente que aquele “tipo” era o melhor.
No ano de 2000 comecei estudar no então, Seminário Teológico Batista de Ijuí (hoje Faculdade Batista Pioneira). Morei um mês no seminário e para cortar custos fui morar na casa de uma tia muito querida que residia próximo. A maioria dos colegas eram meninas, havia somente dois meninos solteiros, e eu e a outra colega que morávamos fora, tivemos que recorrer à ajuda destes para não voltarmos sozinhas à noite, pois era perigoso.
Um deles era meu conhecido de muitos acampamentos. Sempre o achei “lindo”, mas as meninas “caiam em cima” então nem pensar… afinal de contas eu não podia me apaixonar, “isso é errado”, pensava.
Durante praticamente um ano estes rapazes nos acompanhavam até nas casas. Muitos colegas “corneteavam” a gente dizendo: “Isso vai dar casamento ainda!” Eu nem ligava porque precisava “da carona”, além do mais tinha “lido” (como se adiantasse só ler) muitos livros sobre namoro e casamento e o tempo todo alguém vinha e falava: “Cuidado com o coração! Ele é enganoso! A paixão não presta!”.
E pensava: “Se eu me apaixonar, já acabo com isso no início! Isso é pecado!”.
Com o passar do tempo comecei a gostar mais que esse moço levasse a gente. E além de “torcer” para que ele levasse, esperava que ele deixasse antes a minha colega, depois me deixasse na casa da minha tia. Era tão agradável conversar com ele… Foi então que o alarme soou alto e retumbante na minha mente:
“ATENÇÃO APAIXONADA! PERIGO! PERIGO!”
Me deparei com a “triste” realidade de que estava apaixonada. E o pior, que ele também podia estar, porque afinal de contas levava sempre antes a minha colega do que eu. Ele ficava conversando comigo no portão. Me dava flores que achava pelo caminho.
Ele podia estar gostando de mim sim! Mas, isso era totalmente errado. Era pecado. Não podíamos estar apaixonados. Isso não era amor. Era armadilha. Não podia ser! (Pense só…).
Ao mesmo tempo me pegava pensando nele, imaginando se um dia ele tentasse me beijar, coisas de apaixonada… mas na hora vinha aquela voz:
“Proibido! Pecado!”
Isso foi uma tortura. Era uma luta entre razão e a emoção, mas a razão venceu! As férias chegaram e cada um foi para sua casa. As aulas começaram novamente e tive umas complicações de saúde que me fizeram voltar umas duas semanas depois para a aula. Estava ansiosa para encontrá-lo, mas tive a notícia de que ele tinha desistido do curso. O pai dele tinha quebrado o pé e não podia mais trabalhar, então ele teve que desistir e foi embora…
Continuo no próximo post…
Abraços,
Greyce Karoline Hepfner Scholz
Ijuí – RS

Minha história de Amor – Rose e Samuel

Olá meninas!
Hoje quero compartilhar com vocês a minha linda história de amor.
Tudo começou na minha conversão. Quando tomei a decisão de seguir a Cristo eu pedi para Jesus me guardar para o meu futuro esposo, que a próxima pessoa com quem namorasse fosse o homem preparado por Deus para ser o meu marido.
Pois é, não foi nada fácil esse pedido que fiz para Deus, pois isso demorou pra caramba. Mas, mesmo em meio a dias de desesperança, eu continuava orando…
“Orava para Deus guardar o meu marido onde quer que ele estivesse, para que ele fosse um crente fiel, enfim, perseverei na oração”.
Os anos foram passando e nada disso acontecer. Gostei de vários garotos “sozinha” (risos) e por diversas vezes achei que tinha encontrado a pessoa certa, mas daí, Deus sempre me mostrava que eu estava errada, que muitas vezes era o desejo de ter alguém do meu lado ou carência mesmo.
Até que no meu terceiro ano do seminário conheci o meu futuro marido.
Naquele ano ele também começou a estudar no seminário. No decorrer de um ano éramos somente colegas e tínhamos em comum os mesmos amigos. Até que nossa professora de canto nos colocou para fazermos um dueto e com os ensaios nos aproximamos ainda mais e devagarzinho fomos gostando um do outro.
Oramos por um bom tempo, pois tínhamos medo de errar, mas Deus a cada dia confirmava em nossos corações, e também por meio de nossos familiares e amigos que esses eram os planos Dele para nós.
Depois de sete anos esperando pela pessoa que Deus havia preparado para mim, comecei a namorar com o meu príncipe. Tivemos um namoro muito legal e abençoado por Deus. No finalzinho do outro ano nos casamos e agora já estamos casados há 3 anos e 3 meses! Uhuuul!
Sempre digo com toda alegria do mundo que tenho uma linda história de amor, pois, fui ricamente abençoada por Deus também nessa área da minha vida e vejo o quanto sou feliz ao lado do esposo que Ele me deu.
Hoje vejo o quanto valeu a pena me guardar e esperar no Senhor. Meu marido e o nosso casamento é muito melhor do que eu poderia imaginava.
Deus nos surpreende tanto e é tão bom pra nós, basta confiarmos e saber que Ele tem o tempo certo pra todas as coisas.
Abraços, Queridas Meninas e que Jesus Cristo abençoe grandemente cada uma de vocês!
Rose Sälzer
Carazinho – RS



Minha história de amor – Parte 2

Continuando a minha história…


    Novamente fiquei até mais tarde com a juventude, comemos todos juntos e conversamos – ajeitaram para que o prometido ficasse ao meu lado, claro.
    Todas as minhas teorias caíram por terra: era inteligente, sério, fazia pós-graduação, com emprego fixo, e para arrematar: lindo.
Misericórdia!
     Fomos conversando, nos conhecendo, e um dia ele fez uma declaração de amor, citando Provérbios 31 (da mulher virtuosa). Eu disse a ele que também estava gostando dele, mas que deveríamos orar mais, pois eu temia que ele estivesse sendo levado pela ideia fixa de todos os membros da igreja (de que eu era a prometida que finalmente havia chegado). [Aqui quero fazer essa importante observação: devemos estar atentos ao que Deus nos diz e não nos deixarmos envolver por aquilo que as pessoas pensam. Quando o assunto é relacionamento amoroso, as muitas opiniões podem atrapalhar; concentre-se em buscar a direção do Pai para que você experimente o melhor de Deus em sua vida!]
    Oramos, convivemos na comunhão da igreja, conversamos e percebemos que era real, que nosso sentimento era genuíno e estávamos confiantes para o próximo passo. Conversamos com meu pastor em POA, com o pastor dele em Getúlio, e com meus pais – meu sonho de ser pedida em casamento concretizou-se! Podem dizer que sou cafona; eu afirmo que sou adepta da moda “retrô” – super chique! E assim, depois de 9 meses, subimos ao altar para dizer “sim” e vivermos juntos até que Jesus venha nos buscar.
    Quando decidimos namorar, já tínhamos em vista o casamento. Preparem as vaias, ou não: acho que namorar sem querer casar é perda de tempo! Veja I Coríntios 7, verso 34: as solteiras cuidam das coisas do Senhor, as comprometidas, de como agradar o companheiro. Ou seja, quem está num relacionamento não dedica-se totalmente ao Senhor. Isso é admitido por Paulo quando se trata de casamento – se o relacionamento não visa um futuro casamento, a menina estará deixando de dar a Deus a atenção que deveria. Investir em alguma coisa sem futuro é desperdício de tempo de vida.
    O texto de Salmos 37:4 fala na realização dos desejos do nosso coração – e é essa a parte de que todos lembram – mas existe uma condição: ter alegria no Senhor, ter prazer nas coisas divinas! A minha história é a prova viva de que Deus cumpre essa promessa, e nos detalhes.
    Deus é perfeito e tudo o que Ele faz é perfeito! Quero demonstrar isso: sempre fui acostumada com as gentilezas de meu pai que abria a porta do carro para minha mãe, quando saíam para comer, puxava a cadeira para que ela se sentasse, dentre outras coisas bonitas (e em desuso). Meu marido faz isso por mim! E tem um exemplo mais específico ainda: meu pai sempre fazia os necessários pequenos consertos em casa (esse meu pai, que bênção) e eu comentava com as minhas amigas “meu futuro marido vai ter que fazer um curso com meu pai para aprender essas multi-habilidades domésticas”. Não precisou, o marido já veio sabendo e com kit de ferramentas incluído! 
     Deus é maravilhoso!
    E minha palavra (cacetada) final: NÃO ESPERE POR ALGUÉM QUE TE COMPLETE – só quem pode te fazer completa é Jesus! Um casamento não são duas pessoas se completando, mas duas pessoas se complementando! Nada de metade da laranja, mas duas laranjas inteiras que rendem um suco maravilhoso!
    Deus abençoe cada uma ricamente!
Mariana Marció
Getúlio Vargas – RS

Minha história de amor – Parte 1

Olá!
Sou a Mariana e aqui estou para contar um pouco da minha história, especialmente a parte romântica dela… Preparem os lenços porque vocês vão chorar – de tanto rir – com algumas coisas que vou contar-lhes.
Sou natural de Porto Alegre/RS e lá vivi até 2005, quando mudei para Getúlio Vargas/RS em razão do trabalho (e porque Deus mandou, claro).
Minha juventude foi tranquila no quesito paixonite, com poucas e breves crises de vou-ficar-pra-titia. Lembro da esposa de um dos pastores da igreja onde congregava em POA, que um dia concluiu a meu respeito: “Filha, vou orar por você, pedindo que Deus te lembre de orar por um esposo”!
Depois de algum tempo da oração da irmã, incluí o marido na lista de pedidos.
Creio que Deus não determina a pessoa com quem devemos casar, mas sim que Ele proporciona que conheçamos alguém especial, que se encaixa nos nossos sonhos (tipo livre arbítrio versus predestinação). E foi assim comigo, encaixado até nos detalhes!
Já quase estourei meu limite de palavras e nem falei do meu amor ainda! Então vamos tentar chegar lá. Como disse antes, mudei para uma cidade 350 km distante da minha família, igreja e amigos porque Deus falou claramente que era isso que eu deveria fazer. Passava a semana trabalhando em Getúlio Vargas e na sexta a noite pegava um ônibus e voltava para Porto Alegre – fiz isso todos os finais de semana por um período de três meses. Até que em uma bela sexta-feira me senti cansada demais para a viagem e procurei uma igreja para visitar naquele final de semana.
Soube que no sábado havia reunião de jovens na Igreja Batista Pioneira e lá fui eu desbravar o mundo evangélico de Getúlio Vargas. Fui super bem recebida por todos e ao final do encontro, como de praxe, fiquei conversando com o pessoal, incluindo aqui a Marta Hoffmann, que era seminarista da igreja naquela época. Conversa vai, conversa vem, um pequeno interrogatório sobre minha vida, fizeram a fatídica pergunta: “Você tem namorado?”. Naturalmente, respondi que não. Marta e Ana Luiza Strey (hoje de Curitiba) entreolharam-se e disseram juntas: “Chegou a prometida do Eliseu! A Rebeca dele chegou”. Surtei!
Ficaram as duas tentando justificar as razões da afirmação; eu, cada vez mais convicta de que eram umas doidas. Vale explicar que o Eliseu (meu amado marido) não estava naquela noite. Pensei com meus botões: “Nunca mais volto aqui, que gente doida! Querem me empurrar para um cara que nem sei quem é. E elas, nem sabem quem eu sou, eu poderia ser uma psicopata! E esse cara? Se estão tão desesperadas para desencalhá-lo, deve ter problemas, ou ser um filhinho de papai que não faz nada da vida, ou então um deitado que não estuda e não vai pra frente”. Observação importante: sim, meu marido sabe que pensei isso dele antes de conhecê-lo.
Acabei voltando no dia seguinte, porque domingo sem culto não é domingo. Curiosamente, todas as pessoas que me cumprimentavam pareciam já saber da minha existência. Soube que o rapaz para quem me destinaram integrava o grupo de louvor, mas só fui conhecê-lo ao final da reunião quando ele veio até mim e disse: “Você que é a famosa Mariana”? Com um sorriso amarelo, me apresentei… Famosa? Da noite para o dia?
Que loucura!

E continua no próximo post…
Mariana Marció
Getúlio Vargas – RS



“Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto” – Parte 3

Parte 3
Tudo bem, Meninas?
Ficaram curiosas? Aposto que sim!
Hoje compartilho com vocês, Meninas de Fé, o segredo do nosso relacionamento e que pode ajudá-las na escolha do Amado.
O segredo – Para dar certo?
Vou contar, porque eu sou legal! =D
* Você precisa seguir a regra C O M A
Conhecer bem a pessoa “interessada”. Conhecer seu jeito, a maneira como trata os seus pais. Pois é assim que irá trata-la. Conhecê-la ao máximo.
Objetivos devem se encaixar… Não precisam ser os mesmos, mas deve haver uma sintonia.
Maturidade… Espiritual (luz com luz), financeira (independência), física (idade).
Afinidade… Óbvio que precisam ter afinidade (como casal). E família.
‘Um parêntese’: Deus faz as coisas perfeitas. Confie n’Ele. Espere n’Ele.
Meus relacionamentos passados não seguiam a regrinha COMA. Sempre tinha algo que deixava a desejar, ou não tínhamos maturidade para namorar ou nossos objetivos eram totalmente diferentes… Nunca tinha encontrado alguém que, como o Geo, “seu All star azul COMBINA com o meu preto de cano alto”.
Deus SEMPRE supera nossas expectativas! Os seus planos sempre foram e sempre serão maiores que os nossos.
* Quando começar a namorar, procure um casal cristão e de confiança para serem seus conselheiros, para ter um acompanhamento. Um casal mentor é benção!
* Nunca esqueça que um namoro não completa ninguém. A felicidade não está na outra pessoa e ao invés de ficar querendo ser feliz ao lado de alguém, faça o possível e impossível para fazer essa pessoa feliz.
* Que TUDO seja para a honra e glória do Senhor. Pois  não estamos aqui para outro motivo se não para adorá-Lo. E testemunharmos do Seu amor.
Que o seu namoro seja para esse fim também. Para que ambos, juntos, cresçam espiritualmente. “Um cordão de 3 dobras não se pode quebrar”.
Galera era isso. Amo vocês e FéMeninaaaas =D
Geovane Scheibner, vidinha minha, TE AMO muito e mais. Obrigada por me tornar uma pessoa melhor. Que Deus abençoe nossa vida conjugal. UHUUL o/
Um abraço a todas,

Ana Karla



“Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto” – Parte 2

Parte 2
Olá Meninas!
Sou Ana Karla e volto a contar, por meio deste abençoado Blog, a nossa história de amor. Pensaram que havia acabado? Que nada! A vontade de Deus foi feita!
O namoro
Quando começamos a namorar tivemos boas conversas com os nossos pastores (achamos isso importantíssimo) e, além disso, sempre fizemos questão de sermos acompanhados por um Pastor e sua esposa. Depois de 1 ano e 4 meses de namoro, muita água rolou. Poderíamos sim, escrever um livro, mas enfim, nós nos CASAMOS. *-*
O casamento
Nosso casamento foi muito abençoado por Deus. Nós não tínhamos condições financeiras para casar. Mas, conversando com o nosso pastor, nunca vou me esquecer do seu comentário “Casar é: Juntar o nada teu, com o nada dele!”, e isso faz todo sentido!
Sabíamos que o nosso casamento era um sonho de Deus. E então, decidimos nos casar. As questões financeiras não eram mais com a gente, eram com Deus! Que certamente iria suprir.
Foi bem pela FÉ mesmo.
Nossa festa toda custou R$ 50,00. Sem mentira. O valor gasto foi no meu calçado, que comprei numa liquidação.
Cada irmão e cada amigo ajudaram numa parte.
Um fez a decoração. Fizeram uma vaquinha e nos deram de presente, foi tudo meio surpresa…
Outro pagou a janta.
Minha mãe nos ajudou e a mãe dele também. E o nosso casamento foi lindo.
Ao ar livre com uma linda cascata como plano de fundo. VEEERY GOOOOD.
                          
Como a mulher sempre deve acompanhar o seu esposo, eu tranquei o meu sonho por um tempo: a faculdade de Enfermagem na Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS. Com isso, vim morar com ele em Frederico Westphalen, onde ele termina, nesse ano, a sua faculdade de Engenharia Florestal, e então voltarei para a minha faculdade.
O Sonho
NOSSO sonho é futuramente, depois de “fazermos” o Seminário, termos uma casa Geriátrica, a fim de cuidarmos com carinho de nossos idosos.
Bem, a gente vê, que juntos, a gente faz muitas coisas, mais e melhor.
Enxergamos que foi Deus quem nos uniu. Acima de um casal somos amigos, somos cúmplices, parceria total.
Amamos de paixão uma folia, temos nossas discussões bobas, que graças a Deus acabam “em pizza”. Ele cuida muito bem de mim e com muito amor eu tento fazer o melhor para ele.
Meninas, no próximo post, conto para vocês um segredo.
Aguardem.
Um abraço,
Ana Karla
Frederico Wesphalen – RS

“Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto” – Parte 1

Parte 1

Me chamo Ana Karla, Prazer Meninas!
Por meio deste abençoado Blog, quero contar um pouco da minha história de amor. Antes, de o Geovane aparecer na minha vida, tudo era muito diferente. Os meninos que me relacionei (namorei) no passado, não eram os que se encaixavam como duas pecinhas de um quebra-cabeça.
Sabe quando você tenta encaixar uma peça do quebra- cabeça num lugarzinho onde não se encaixa? Ou quando encaixa, mas logo percebe que não combina com o desenho que deve ser formado?
E você insiste, insiste e insiste… Era bem assim!
Tentava encaixar, mas nunca dava certo e mais, nunca ficava perfeito como quando Deus encaixa. =D
Mas o Geo, o Didjo… Ele, SIM, era a minha combinação “perfect”. Aaa peça.
O início
Nos conhecemos no 1° Retiro Vocacional (da Faculdade Batista Pioneira) em novembro de 2009, no Acampamento Batista Pioneiro – ABP. Me lembro como se fosse ontem.
Eu o vi chorando muito na hora do louvor (ele chora como uma criança), e aquilo me comoveu. Senti uma vontade tremenda de correr abraçá-lo, mas como? Se nunca tinha o visto. No mínimo, me acharia uma louca. Então, fiquei na minha e pensei comigo “ele deve estar sendo tocado por Deus, que FOFO”!
Depois do culto, conversei muito com o pastor sobre o meu chamado para a Obra do Senhor, e ele comentou comigo da importância de meu namorado também ter esse chamado… Depois de horas de conversa fui deitar, refletindo muito em tudo o que havíamos conversado.
Pela manhã, no café, estava à procura de uma carona que me levasse até a rodoviária, em Ijuí, para voltar para minha casa. O Geo estava por perto ouvindo o meu pedido e acabou me ajudando. De imediato arrumou uma carona para mim.
Mais tarde, ele me chamou e pediu meu MSN, Orkut… Eu achei supernormal (vocês sabem que sempre em congressos a galera se troca endereços virtuais), então anotei num papel e deixei com ele.  Naquele momento, conversamos um pouco sobre o que ele fazia e tal, e também se ele tinha sentido o chamado de DEUS para a Obra. A resposta foi “Sim!”. Legal né?! *-*
Depois do almoço, no término do retiro, peguei as minhas malas e na hora de entrar na Kombi, ele estava ali… Ao lado. Dei tchau para ele e um forte abraço e ele retribuiu. E esse abraço foi muito diferente, foi confortador (um abração), como SE eu o entendesse e ele me entendesse completamente. Caramba, nem eu nem ele sabemos explicar “aquele” forte abraço.
Indo para casa eu orei muito sobre isso e pedi para Deus que se fosse “besteira”, que eu e o Geo nem se quer conversássemos por MSN, que fosse algo sem futuro.
Haha’eu não queria me envolver com ninguém naquele tempo. Queria um tempo pra mim, com Deus. E por isso sentia medo de me envolver, de sentir algo, de gostar de alguém, porque pouco tempo antes tinha me frustrado amorosamente.
Quando cheguei em casa, ele já tinha me adicionado no Orkut. Conversamos também por MSN e tentava achar ele chato, mas no fundo achava muito bom conversar com ele, ele me entendia =D Era bem legal.
Aí, que vem a parte boa…
A gente foi se conhecendo e a nossa amizade foi nos aproximando de DEUS. Sacou?! Nós marcávamos jejuns… Orávamos pelos outros e pelas nossas vidas (não pelo nosso relacionamento – como muitas pessoas fazem, não!) a gente orava muito pelas nossas dificuldades financeiras, pelos nossos familiares, pelas igrejas… Enfim, por tudo.
Com o tempo, começamos a fazer estudos como “Retorno a Santidade”, isso tudo por MSN, afinal eu morava em Carazinho e ele em Frederico Westphalen. E, depois de um tempo, começamos a orar por nós dois, como um casal de namorados, pedindo que fosse feita a vontade de Deus.
E será que a nossa história termina assim? Meninas, fiquem ligadas.
Logo, logo conto mais…
Um abraço,


Ana Karla
Frederico Wesphalen – RS

Vale a pena esperar

Será que vale mesmo? A “pessoa certa” existe? Ou tudo isso é uma baita enrolação de pessoas conformadas com os cônjuges que têm? Estas dúvidas passavam pela minha cabeça quando eu era adolescente. Fui educada na igreja, mas também influenciada por meus colegas da escola. Para eles, “esperar” não fazia sentido algum. Ainda bem que eu era uma menina romântica.

Os caras errados
O primeiro beijo só veio aos 15, com um garoto da vizinhança. Namoramos escondido, pois minha mãe nunca concordaria. Ela é evangélica, mas meu pai não – ela sabia como é difícil um casamento misto. Eu não estava certa de que era errado, até por amar meu pai e ver nele um exemplo. Assim, fui me envolvendo com alguns garotos e até adultos, nenhum deles cristão. Eu queria namorar; eles, ficar – mas na minha mente era namoro. O último rapaz, já na época da faculdade em outra cidade, era espírita. Eu estava encantada com ele e então tive de tomar uma decisão radical: se ficasse com ele, ir à igreja não fazia mais sentido. Além disso, ele não queria mais apenas beijos. Não foi fácil, mas escolhi Deus. Percebi que não era nada sem Ele. Depois, descobri que o cara me enganava. Graças a Deus, não cometi o maior erro da minha vida! Aliás, a maioria dessas histórias eram “roubadas” – sem saber, fiquei até com um garoto que tinha namorada.
Quando eu realmente entreguei minha vida a Cristo, pedi perdão a Deus e decidi que não ficaria mais. Finalmente eu tinha entendido que isso é uma forma de usar o outro. Também estava convencida de que queria namorar apenas com cristãos. Deus foi muito bondoso comigo. Numa noite, eu estava chorando e questionando Deus se havia mesmo uma pessoa separada pra mim. Ele respondeu que sim, mas o cara ainda tinha de aprender muita coisa. Ou seja, eu tinha de continuar esperando. Pouco tempo depois, comecei a namorar um rapaz da igreja e até planejamos nosso casamento. Mas o relacionamento era complicado, mesmo ele sendo cristão. Nos desentendemos de vez quando voltei à minha cidade natal e entendi que Deus queria que eu estudasse Teologia. Ele disse que eu deveria guardar dinheiro para o nosso casamento. Novamente, tive de optar por obedecer a Deus. Mais uma vez, não foi fácil.

O cara certo
Quando estava no segundo ano do Seminário, dois maus exemplos de maridos fizeram com que eu desistisse de casar. Não acreditava mais nos homens. Até me desfiz de alguns itens do enxoval que tinha comprado. Disse a Deus que aceitaria se ele quisesse que eu ficasse solteira. E foi assim, sem expectativas, que eu conheci o Cléber. Ele era recém-convertido e logo ficamos amigos. Ele fazia várias perguntas e passávamos muito tempo juntos. Então, descobri que ele estava apaixonado – por mim! Algo totalmente inesperado, até porque eu tinha pedido a Deus um marido maduro espiritualmente e mais velho que eu. Ele não “fechava” com o pedido. Mas, depois lembrei, combinava com o que Deus tinha dito anos antes: alguém que precisava aprender! Sim, porque quando Deus disse isso ele nem cristão era!
Decidimos orar e, 15 dias depois, Deus me deu paz para responder “sim”. 15 meses depois nós casamos. Ele também fez Teologia e agora trabalhamos juntos numa igreja. Temos temperamentos diferentes, mas nos completamos. Eu, que não queria casar com um pastor, sou esposa de um. Não tenho palavras para descrever o quanto valeu a pena! Somos muito felizes juntos. Além disso, a certeza de que Deus dirigiu tudo nos dá muita segurança. Também podemos confiar que um não trairá o outro, porque nosso compromisso em primeiro lugar é com Deus. Hoje, só nos arrependemos dos relacionamentos errados antes de nos conhecermos. Infelizmente, não podemos apagar as lembranças. Mas até nisso Deus é bom: os “caras errados” fizeram com que eu valorizasse o “certo”. O Cléber não é apenas meu marido, é meu melhor amigo e companheiro na vida e no ministério.
Vale a pena esperar? Se vale! Esperar que Deus mostre a pessoa certa – e não vir a Ele pedindo para confirmar uma escolha sua. Além disso, vale a pena ter um relacionamento baseado nos valores cristãos. Não precisamos ter medo da escolha de Deus para nós. Eu mesma nunca teria escolhido alguém melhor.

Esta é a minha história. Deixe Deus escrever a sua!

Vanessa Tiede Weiler Ribas