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Postura no namoro

Oi! Tudo na paz?

Há pouco estava conversando com meus colegas sobre o programa Jovem Aprendiz, e uma das estagiárias que trabalha conosco contou sua experiência, falando ensinamentos que recebeu nas aulas do projeto. Dentre eles, teve lições sobre comportamento, vestimenta e postura no local de trabalho. Nosso local de trabalho requer o uso de roupas que não comprometam o decoro e neutralidade esperados na função pública. Então você pode me perguntar: “mas então que roupa se deve usar?”

Não tenho respostas exatas, especialmente porque a resposta vai depender do cargo e das circunstâncias, mas algumas coisas certamente não cabem: camiseta de futebol, chinelos, roupa de academia, barriga de fora, por exemplo.

Partindo desse exemplo, podemos falar do tema que me propuseram: postura no namoro. E como na situação do meu trabalho, podemos mencionar alguns comportamentos que são obviamente incompatíveis com um namoro cristão, mas eu não tenho como listar uma “receita” aqui. Posso indicar que princípios Deus espera que observemos, para que então, orientada pelo Espírito Santo, você mesma possa concluir.

Vejamos qual a instrução que Paulo dá ao povo de Tessalônica em sua primeira carta, capítulo 4, versos 3 a 6:

(3) Pois a vontade de Deus é a santificação de vocês: que se abstenham da imoralidade sexual; (4) que cada um de vocês saiba controlar o seu próprio corpo em santificação e honra, (5) não com desejos imorais, como os gentios que não conhecem a Deus.  (6) E que nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude o seu irmão. [NAA]

O início do texto fala de algo que todas nós sabemos – devemos fugir da imoralidade sexual; o sexo é uma bênção que Deus oferece ao ser humano dentro de uma relação conjugal, pois fora dela, é maldição. No verso 6 está um dos princípios chave: não defraudar o irmão nos desejos. São sinônimos de defraudar: “iludir, blefar, mentir”, por isso devemos interpretar como “despertar um desejo que não pode ser satisfeito”.

Toda vez que, com seus toques, roupas ou palavras você desperta um desejo que não pode satisfazer, você está defraudando. Na sequência do texto, Paulo adverte que Deus é vingador em todas essas coisas. Portanto, devemos ter muito cuidado para não ofender ninguém nesta matéria. Em um namoro, devemos conversar sobre o assunto, especialmente para saber como a outra pessoa interpreta suas atitudes ou sente-se com relação às suas roupas, por exemplo, pois um desejo pode ser despertado mesmo sem sua intenção.

Certa vez ouvi uma ilustração muito adequada para esta matéria: pense em um elástico, quanto mais vezes você o estica (coloca tensão) até o limite, mais ele perde sua elasticidade (que é a capacidade de voltar à forma original), até chegar ao ponto de não ser mais possível voltar, no popular, fica “laceado”,
deixa de ser elástico e torna-se algo com forma permanente – lembre daquela borrachinha de cabelo que não prende mais! Toda vez que você leva o seu desejo sexual até o limite, provoca essa incapacidade de voltar a ser como era antes, até chegar ao ponto em que se torna irreversível.

Durante o namoro é preciso conversar muito, além dos assuntos próprios de suas vidas cotidianas – o compartilhar, falar sobre planos e projetos, sobre seus pontos de vista, e, especialmente, sobre a Palavra de Deus. Falem um com o outro, e juntos, conversem com Deus. Desenvolver o hábito da oração é importante desde o namoro.

Exercitar a criatividade e ser romântica(o), praticar a gentileza, fazer desse tempo um aquecimento para um casamento sadio. Outra coisa que deve ser exercitada é o perdão – não se engane, tanto no namoro quanto no casamento é preciso perdoar, pois sempre que há interação entre pessoas, há atritos. Quanto mais próximo o relacionamento, mais propenso aos atritos será. O ferro se afia com ferro, e uma pessoa, pela presença do seu próximo. [Provérbios 27:17 NAA]

Nesse sentido, também destaco que é muito importante de estarem juntos na presença das outras pessoas – participar de atividades com a juventude e tempo de qualidade com a família. O isolamento é uma tendência contra a qual é preciso lutar. No livro de Hebreus (10:25) somos exortados a não deixar de congregar, o que, no meu entender, não diz respeito apenas ao culto dominical, mas sim a estarmos reunidos com a família da fé em diferentes circunstâncias.

Digo também: seja realista. Nem você, nem seu namorado vão deixar de ser quem são após o casamento. É um grande engano imaginar que tudo vai mudar depois do casamento, nenhuma aliança no dedo anelar esquerdo muda o caráter ou a personalidade de alguém. Então, o tempo de conhecer e revelar
quem somos é durante o namoro.

Por fim, faça do Espírito Santo seu conselheiro, e peça para Ele sondar seu coração e orientar seu relacionamento, para que tudo seja conforme o querer do nosso amado Pai. Super abraço!

Mariana Marció

propósito do namoro

Propósito do namoro

Em tempos de relacionamentos descartáveis, você entende o real propósito do namoro?

Quero propor uma dinâmica, e, se você topar deixar ela mais interativa, suas respostas podem ser escritas nos comentários. Vou escrever algumas palavras e você deve anotar (mesmo que mentalmente) a primeira palavra que vem à mente após a leitura, ok?

  1. Comida
  2. Diversão
  3. Futuro
  4. Jesus
  5. Família
  6. Leitura
  7. Espelho
  8. Namoro

Logo mais eu publico as minhas respostas, mas uma delas já vou adiantar: Namoro – casamento. Sim, casamento. Em tempos de relacionamentos descartáveis, é urgente que nós manifestemos a essência do nosso Pai, o Deus que fez uma aliança inquebrável em Cristo, de amor, perdão e salvação. E aí você me pergunta: tá, e o que isso tem a ver com namoro e casamento?

Tem muito! Se você já leu o Novo Testamento, viu parábolas e metáforas sobre Jesus e sua noiva – a Igreja. O amor de Cristo não muda, é eterno, assim como é pessoal – você é o alvo do amor dEle, individualmente. O ser humano é relacional exatamente porque fomos criados por um Deus relacional, que é a fonte do amor e, porque Ele ama, nós podemos amar.

Todos os nossos relacionamentos devem levar em consideração a ordem de Jesus: amar como Ele nos amou. Nessa ordem incluem-se também os relacionamentos amorosos – até mesmo quando amamos com aquele brilho diferente, com o frio na barriga e coração acelerado.

Com isso em mente, vamos retomar a ideia do “descartável”. Vivemos uma realidade tecnológica impressionante, em que os relacionamentos virtuais têm ganhado cada vez mais força, e com isso vivemos os prós e os contras dessa configuração social. Por um lado, é ótimo poder estar conectado com quem está fisicamente longe, falar a qualquer tempo, ficar atualizado; por outro, não temos mais comprometimento com o próximo, se não gosto, eu excluo, bloqueio, simplesmente desfaço o relacionamento. 

Zygmunt Bauman, sociólogo e autor de diversos livros, escreveu sobre o tempo “líquido” em que vivemos – uma analogia entre a fluidez da vida, dos relacionamentos, os quais não tem uma forma definida, mas amoldam-se ao “recipiente” em que estiverem no momento. Explica, também, que essa liquidez é o oposto da solidez que gerações passadas experimentaram. Em seu livro “Amor Líquido”, ele diz:

[…] homens e mulheres, nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e da mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por relacionar-se. E no entanto, desconfiados da condição de “estar ligado”, em particular de estar ligado permanentemente, para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões que eles não se consideram aptos nem dispostos a suportar, e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam […]” (BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Zahar, 2004. Pág. 8)

Inseridas nessa realidade, é nosso dever não assumir esse padrão de comportamento, visto que o apóstolo Paulo já nos deixou exortação: e não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente (Romanos 12.2a NAA). É por isso, amada, que te convido a perceber a seriedade do compromisso que assumimos em um namoro. Não podemos encarar como algo que “se der certo, deu”, ou pior, “foi bom enquanto durou”. Não, essa não deve ser a postura dos filhos de Deus. É preciso ter em vista que estamos nos comprometendo com alguém, gerando expectativas em nosso coração e no do outro. Namoro não é passatempo, não é status, não é consolo para alguma frustração, é compromisso.

Claro, não quero dizer que se você começou a namorar é obrigada a seguir até o altar, pois durante o relacionamento podem surgir dificuldades insuperáveis, que frustram a continuidade da relação – visto que conhecemos e somos conhecidas mais profundamente. O que desejo mostrar é que todo namoro, para começar, precisa considerar o casamento o passo seguinte.

Examinar nosso coração é a especialidade do Espírito Santo, por isso peça a Ele que sonde suas intenções, os fundamentos em que tem construído seu desejo por um relacionamento amoroso (ou mesmo o namoro em que está). Que você perceba o valor do outro, para que não tolere laços frouxos e sentimentos descartáveis como um padrão aceitável, lembrando sempre que um relacionamento não se faz com pessoas que se completam, mas sim de pessoas que se complementam.

Super abraço!

Mariana Marció

Nova identidade = Novas posturas

Quando aceitamos a Cristo e o reconhecemos como nosso Salvador, Ele nos dá uma nova identidade: somos adotadas e devemos agir como suas filhas (Efésios 5:1). Somos filhas amadas de Deus e esse amor nos completa, transforma nosso interior, transborda de dentro de nós, faz com que vivamos como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus (Efésios 5:2).

O amor de Deus nos tirou do meio da escuridão e da cegueira do pecado, agora pertencemos a luz (Efésios 5:8). Passamos por uma transformação e passamos a viver como quem enxerga, produzindo o que vem da luz (Efésios 5:9). A nova identidade em Cristo faz com que nossas atitudes, a forma como levamos a vida, nossas ideologias, como tratamos outras pessoas, sejam mudadas. Nossas ações devem refletir a Cristo, o Espírito Santo passa a agir em nós e nos leva a ser transformadas à semelhança de Cristo (2 Coríntios 3:18). Se suas ações, o que você fala, se seu Instagram, não estão refletindo a quem Cristo é, então você não está sendo quem deve ser em Cristo. A conversão exige de nós uma transformação completa de nossa mente, a nossa forma de viver não deve mais ser igual a de nossos amigos e colegas não cristãos, pois se não, qual é a diferença de ter Cristo em nossas vidas?

1.“Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei.” Gálatas 5:22-23

Estas são as características que o Espírito Santo produz em nós. Não é uma mudança que vem de um dia pro outro, e essa transformação é dolorosa, fazendo com que vivamos em uma constante auto análise. Viver a identidade de Cristo é coisa séria, não há mais espaço para a nossa natureza humana (Gálatas 5:13), é a imagem de Cristo que carregamos. E é algo que nós, humanos e pecadores, não temos capacidade para fazermos sozinhos. Assim como Davi, precisamos pedir que Deus nos examine e nos mostre onde devemos mudar, pedir para que o amor e a verdade dEle nos orientem (Salmos 26:2-3).

2. “Meu filho, guarde as minhas palavras e conserve os meus mandamentos em seu coração. Observe os meus mandamentos e você viverá; guarde a minha lei como a menina dos meu olhos. Amarre-os aos dedos, escreva-os na tábua do seu coração.” Provérbios 7:1-3

Deus fala conosco através de sua Palavra, então, para que Ele nos examine e possamos saber o que Deus quer nos dizer, precisamos estar sempre o buscando através dela. Como vamos praticar aquilo que não conhecemos? Nosso relacionamento com Deus é diário, com Bíblia e oração, é apenas dessa forma que podemos ter intimidade com Ele. Precisamos conhecer seus mandamentos e os guardar em nossa mente e coração para que, no dia a dia, coloquemos em prática.

Nos parecemos com aquelas pessoas que estão próximas de nós, com quem estamos sempre conversando. Então como vamos nos tornar parecidas com Cristo o vendo apenas no culto? Quando queremos conhecer uma pessoa melhor, nos tornamos mais próximas dela, dedicamos tempo para construir essa amizade, compartilhando sobre nossa vida, ouvindo sobre ela, vamos construindo um relacionamento próximo com ela. E o nosso relacionamento com Cristo funciona da mesma forma. Ele está de braços abertos, esperando que nos aproximemos dEle e tenhamos um relacionamento verdadeiro com Cristo.

3.”Portanto, não permitam que o pecado reine em seu corpo mortal, fazendo com que vocês obedeçam suas paixões. Também não ofereçam os membros do corpo ao pecado, como instrumentos de injustiça, mas como pessoas que passaram da morte para a vida, ofereçam a si mesmos a Deus e ofereçam os seus membros a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vocês, pois você não está debaixo da lei, e sim da graça.” Romanos 6: 12-14

Em Cristo estamos livres do domínio do pecado, morremos para nossas vontades edesejos carnais, para vivermos em Cristo. Viver em Cristo requer de nós uma entrega total, não tem uma parte de nossa vida que fique de fora. Mas, mesmo assim, nos sentimos tentadas a fazer coisas que desagradam a Deus. Às vezes pensamos assim, “tal coisa não vai fazer mal a ninguém, é só um dia que preciso extravasar, é só um dia que vou sair com meus amigos, apenas tenho curiosidade, não vou fazer nada de mais, o que é que tem de errado?”. Mas estamos nos deixando levar pela carne, pelos nossos prazeres, alimentando os nossos desejos humanos e nos afastando de Cristo (Romanos 8:7).

Conversão significa uma mudança de direção, agora seguimos o inverso do que acreditamos antes, seguimos o inverso do que o mundo nos diz. O nosso foco, nossos objetivos já não são os mesmos. É viver em liberdade, mas não para fazermos tudo o que der na nossa cabeça, e sim aquilo que convém para a vida em Cristo (1 Coríntios 6:12). Quando vivemos em Cristo, não vivemos para satisfazer nossas vontades, vivemos para fazer a vontade do Pai.

Se você está sempre pedindo perdão a Deus pelo mesmos pecado, dizendo que vai abandonar alguma prática, mas continua no mesmo erro. Quando nos arrependemos verdadeiramente, pedimos perdão humildemente a Deus com todo nosso coração, deixando que Cristo transforme nosso coração, não voltamos a cometer esse pecado. Pare e pense se você tem tido um arrependimento verdadeiro ou apenas se sente culpada.

4. “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança. Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado.” Romanos 5:3‭-‬5

Por fim, viver uma vida em Cristo não quer dizer que não vamos passar por dificuldade, mas é a certeza de que vai ficar tudo bem. São nas tribulações, nos problemas, nas provações que somos afiados, mas perseveramos. Não pela nossa própria força, permanecemos firmes porque Cristo nos sustenta. A nossa esperança está em Cristo e é Cristo. Quando sabemos que Cristo está no controle de todas as coisas, podemos não saber o que vai acontecer, mas sabemos que, no final, será feita a vontade dEle (Colossenses 1:16-18). Então não nos preocupamos mais, porque sabemos que a vontade dEle é perfeita.

A vida com Cristo é uma vida de entrega, renúncia e morte diária. Todos os dias entregamos tudo de nós, renunciamos às nossas vontades e morremos para o pecado, para que, na palavra de Cristo que habita em nós (Colossenses 3:16), possamos ser quem somos em Cristo e vivermos conforme a sua vontade.

Larissa Lana

Preciso me amar mais?

Preciso me amar mais?

Entrevista com John Piper (tradução de Doris Körber)

Transcrição de áudio

O amor a si mesmo é um mantra barulhento de nossa cultura. Ele ressoa nas propagandas e repete-se continuamente nos feeds das nossas redes sociais. O amor próprio está se tornando inseparável da nossa imagem cultural na América. Amar a nós mesmos é nossa marca. Portanto, será que precisamos aprender a nos amar mais? Esta é a pergunta enviada por uma perspicaz jovem ouvinte do nosso podcast. “Olá, Pastor John! Meu nome é Danielle. Estou cursando o Ensino Médio, e já ouvi muitas variações do mantra ‘ame a si mesmo’ ensinado a rapazes e moças como eu. Dizem-nos para nos amar como pessoas, para amar nossa pele, nosso corpo e nossas escolhas. Isso me parece ser um ponto de vista extremamente secular, no entanto a Bíblia diz ‘ame seu próximo como a si mesmo’. Eis a minha pergunta: precisamos ‘amar a nós mesmos’? Isso é algo que devemos cultivar, ou é antes uma inclinação presumida, inata? O que a Bíblia diz sobre o amor próprio?”

Como você ama a si mesmo

Vamos começar falando sobre o mandamento “Ame o seu próximo como a si mesmo”, que Jesus ensinou como sendo o segundo maior mandamento, logo depois de “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mateus 22.37). Tanto Jesus quanto Paulo afirmam que é assim que se cumpre a Lei como um todo (Mateus 22.40; Romanos 13.8).

Note agora que isto não é uma ordem para amar a nós mesmos; é uma ordem para amar os outros como amamos a nós mesmos. Neste mandamento, o amor a si mesmo é um pressuposto, não um imperativo. Jesus presume que todos nós amamos a nós mesmos e, com base nessa presunção, faz do nosso amor próprio inato o critério, a medida para a forma como tratamos outras pessoas.

Precisamos nos perguntar: “Bem, em que sentido todos amam a si mesmos?” É claro que a resposta não é “Todos nós gostamos de nós mesmos”. Ninguém gosta de si mesmo o tempo todo. Muitos detestam seu corpo, seu cabelo, sua limitação intelectual, sua falta de habilidade para os esportes. No meu caso, não gosto da minha lentidão para ler, da minha retórica falha, do meu temperamento estourado, do meu mau humor etc. etc. etc. Vamos reconhecer: temos muitas razões ótimas para não gostar de nós mesmos. Neste aspecto, há muitas coisas das quais Jesus não está falando.

Em busca da felicidade

Ele refere-se aqui ao fato de que todos nós temos por natureza um instinto ou reflexo de buscar nossa felicidade pessoal e evitar danos. Em outras palavras, o amor próprio que Jesus presume nesse mandamento é o nosso desejo por felicidade ou nosso desejo de minimizar ao máximo nossa infelicidade.

Nem mesmo quem se suicida age contra esse pressuposto. O suicídio é motivado pelo anseio de acabar com o sofrimento. É por isso que uma pessoa decide se matar. Talvez ela não tenha qualquer ideia do que a espera do outro lado. Tudo o que consegue pensar é: “É impossível que fique pior do que está, e por isso quero me livrar da confusão e do horror que é a minha vida”.

Quando manda que amemos o próximo como a nós mesmos, Jesus não está, de forma alguma, afirmando que devemos nos esforçar para desenvolver uma melhor estima a respeito do nosso cabelo ou tom de pele ou habilidades ou bondade. Ele está dizendo que devemos transformer nosso próprio desejo por felicidade (ou nosso desejo de minimizar nossa dor) no critério para medir nosso desejo de ver as outras pessoas felizes.

Devemos desejar a felicidade delas da mesma forma como a desejamos para nós mesmos. Devemos querer o bem e o sucesso delas assim como ansiamos pelo nosso bem e nosso sucesso. Devemos querer que elas sejam poupadas de dor e sofrimento assim como nós mesmos desejamos ser poupados disso.

Como você pode perceber, isso é extremamente – devastadoramente – radical. É uma ideia que extirpa a raiz do egoísmo de forma profunda e completa. É impossível ser egocêntrico enquanto busco a felicidade de outro na mesma medida que a minha. É simplesmente impossível.

Regra de ouro

Há duas outras confirmações dessa interpretação do mandamento de Jesus. Em Mateus 22.40, Jesus declara: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. Ele diz exatamente a mesma coisa a respeito da regra de ouro que aparece em Mateus 7.12. Lembra-se dela? Ela diz: “Em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”. Isso deve significar que a regra de ouro é idêntica ao mandamento de amar o próximo como a si mesmo.

Se interpretarmos amor próprio como desejo por felicidade e ausência de dano, então “façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” é, em essência, a mesma coisa que “ame o próximo como você ama a si mesmo”. Esta é a primeira confirmação de que estamos no caminho certo ao entender “ame o próximo como a si mesmo” dessa forma — seu paralelo com a regra de ouro.

Bom samaritano

Aqui está a segunda confirmação de que estamos no caminho correto. Ela vem de Lucas 10, onde o mestre da lei pergunta a Jesus: “Afinal, quem é o meu próximo?” Ele estava buscando uma justificativa para si mesmo depois de Jesus ter dito que ele deveria amar o próximo como a si mesmo. “Quem é meu próximo?”, é o que ele pergunta. Bem, para responder à sua pergunta, Jesus lhe conta uma parábola – a saber, a parábola do bom samaritano.

A lição da parábola do bom samaritano não é que este gostava do judeu ferido tanto quanto gostava de si mesmo — isto é, que gostava de si mesmo e por isso achava o tal judeu machucado uma pessoa agradável. Essa ideia passa longe da verdade. O que conta é que ele cuidou do homem ferido da mesma forma como gostaria de ter sido tratado. Amou-o como a si mesmo no sentido de que buscou o seu bem. Levantou-o, tratou as feridas com azeite, levou-o a uma hospedaria, pagou suas contas porque pensou: “Se eu estivesse largado no chão desse jeito, é assim que eu gostaria de ser tratado”.

Melhor que amor próprio

Quero encerrar com uma alternativa bíblica para esse mantra que a Danielle, com toda razão, considera tão mundano. Ela diz: “Dizem-nos para nos amar como pessoas, para amar nossa pele, nosso corpo e nossas escolhas”. E ela conclui: “Isso não me parece certo”. De fato – não é.

Aqui está a alternativa. Como cristãos que creem na soberania, na bondade e na sabedoria de Deus em tudo o que ele faz, sabemos que, dentro da providência divina, ninguém – nenhum de nós – recebeu de seus pais um corpo diferente daquele que o Senhor determinou. Ganhamos o corpo que Deus definiu para nós.

O salmista diz que Deus nos teceu dentro do ventre da nossa mãe (Salmo 139.13). Por isso, nossa atitude em relação ao nosso corpo e cérebro deve ser de aceitá-los com todas as suas limitações e imperfeições, confiando que Deus é sábio e bom e misericordioso, e então oferecer nossos corpos como instrumentos de justiça para a glória de Deus, com todas as suas imperfeições e limitações.

Quero dar um exemplo da fé da qual estou falando aqui. Já faz mais de cinquenta anos que Joni Eareckson Tada está paralisada, presa a uma cadeira de rodas. Ela disse que gostaria muito de levar sua cadeira de rodas para o céu por um tempinho. Eis o plano dela. Ela diz que então, em seu novo corpo, ficará em pé sobre as próprias pernas e dirá o seguinte a Jesus:

“Obrigada, Jesus” – e ele vai saber que estou falando sério, porque ele me conhece… Então vou dizer: “Jesus, estás vendo essa cadeira de rodas? Tu tinhas razão quando disseste que no mundo teríamos muitas aflições, porque essa coisa me afligiu muito. Mas quanto mais fraca eu me sentia nela, mais eu me apoiava em ti. E quanto mais me apoiava em ti, mais eu percebia o quanto tu és forte. Isso nunca teria acontecido se não tivesses me dado a disciplina abençoada dessa cadeira de rodas” (Hope… The Best of Things, p. 29).

Deus não pediu que Joni gostasse de sua cadeira de rodas, mas quis que ela confiasse nele, na certeza de que ele sabia o que estava fazendo, e se entregasse a ele, com todas as suas limitações. Ela fez isso, e nós devemos fazer o mesmo.

By John Piper. © Desiring God Foundation. Source: desiringGod.org

Traduzido com permissão.

Texto original: https://www.desiringgod.org/interviews/do-i-need-to-love-myself-more

As citações bíblicas foram extraídas da Bíblia Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2007.

Doris Körber

alimentação-saudável

Te vira nos 30! Aprendendo a ter uma alimentação adequada – e como isso vai te ajudar no futuro

Já parou pra pensar no que se baseia sua alimentação?

Pensa comigo: você vai pro trabalho e segue direto pra faculdade. O que você come nos intervalos? Salgadinhos, bolachas recheadas e um refrigerante pra complementar?

Outra situação: você está em casa, sozinha, e precisa almoçar. Fazer almoço é demorado e você opta por pedir alguma comida pronta no delivery ou esquenta aquela lasanha congelada no microondas. A vida precisa ser prática, não é mesmo? Mas você já parou pra pensar no custo disso?

Ainda somos jovens e saudáveis, entretanto, o tempo passa e com ele vai a saúde. Construímos HOJE o corpo que queremos ter no futuro. Não me refiro a estética; sim ao funcionamento da morada do Espírito Santo.

Michael Pollan escreveu um livro muito esclarecedor chamado “Em Defesa da Comida”. Lá ele cita as chamadas Doenças Ocidentais: obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Cada uma dessas doenças está ligada diretamente aos hábitos alimentares da população. A dieta ocidental (diferente da asiática, da mediterrânea e dos povos orientais em geral) é baseada em farinha e açúcar, além de três grãos que se tornaram a base da alimentação de pessoas e animais: trigo, milho e soja. Reduzimos a diversidade biológica da dieta humana a poucos alimentos básicos.

Essa mudança construiu a “dieta ocidental que achamos natural: montes de alimentos e carne processados, montes de gordura e açúcar adicionados, montes de tudo — exceto hortaliças, frutas e grãos integrais”. Neste livro o autor conta a história dos alimentos que encontramos hoje no mercado: como a farinha chegou a ser branca e com ferro e ácido fólico adicionado, como o sabor dos alimentos é manipulado pela indústria, como a indústria publicitária nos vende produtos pela embalagem (produtos que nem sequer podem ser chamados de comida) e como as doenças movem a indústria (sim, as doenças! Tem muita gente ganhando dinheiro com o adoecimento da população).

Se eu entendo que meu corpo é Templo do Espírito Santo e que preciso cuidar dele para possa chegar à velhice estando minimamente saudável, preciso avaliar HOJE o que estou comendo. Aquilo que como vai se tornar a base de construção dos meus tecidos corporais. Será que eu realmente quero que meu corpo seja construído de farinha e açúcar? Certamente você vai me dizer que tudo que é gostoso é feito com esses dois ingredientes… e eu concordo com você. Só não posso basear minha alimentação diária nisso. Nosso corpo precisa de variedade alimentar para suprir minha necessidade nutricional; aquela famosa frase das “cinco cores no prato”.

Existe uma classificação dos alimentos de acordo com o grau de processamento:

  • in natura: são aqueles obtidos diretamente da natureza sem sofrer nenhuma alteração (exceto limpeza e higienização). Exemplos: frutas, verduras, hortaliças, ovos, mel, água.
  • minimamente processados: Alimentos que passaram por alterações mínimas na sua constituição original, sem ter nenhuma substância adicionada: arroz, feijão, leite, frutas secas, castanhas, carnes, iogurtes.
  • processados: alimentos in natura e minimamente processados, aos quais foram adicionados sal, açúcar ou outra substância de uso culinário. Exemplo: pão, bolo, conservas, frutas em calda e cristalizadas, queijos, carne seca.
  • ultraprocessados: são alimentos produzidos pela indústria e normalmente apresentam grande lista de ingredientes, muitos deles irreconhecíveis como alimentos (edulcorantes, acidulantes, corantes, conservantes). Na maioria das vezes são recheados de gordura, sal e açúcar, muito além do recomendado. São prontos para consumo, demandando pouco ou nenhum preparo. Exemplos: aquela bolacha recheada que falamos no começo, a lasanha congelada, refrigerante, salgadinhos, sorvetes, bebidas lácteas, pão industrializado, barrinhas de cereais (uau!), temperos prontos e mais uma lista gigantesca.

Uma alimentação adequada precisa ser baseada nos dois primeiros itens: alimentos in natura e minimamente processado. Não estou dizendo que você nunca mais vai comer uma bolachinha recheada; você pode fazer escolhas: eu estou com vontade de comer bolachas, por isso comprarei bolachas caseiras, feitas com ingredientes que eu conheço e que tenho na minha despensa. Estou com vontade de uma bebida doce: faço um suco natural e coloco um quinto do açúcar que viria em uma bebida engarrafada. São escolhas diárias: eu opto por alimentos que não venham prontos na estante do supermercado.

APRENDA A LER O RÓTULO. 

Isso vai mudar sua vida, garanto! Sempre que tiver na lista de ingredientes do produto alguma substância que você não tenha na sua despensa, não compre e escolha outro semelhante, mas sem esses ingredientes. No começo parece ser um tanto trabalhoso fazer isso, contudo, logo logo essa prática se torna natural e passamos longe dos ultraprocessados do supermercado. Este é o tipo de ação que refletirá no futuro, na sua qualidade de vida.

APRENDA TÉCNICAS BÁSICAS DE CULINÁRIA. 

Ter autonomia na cozinha é libertador. De verdade! Abrir a geladeira e não ter nada pronto para comer pode ser desanimador; mas não será se você souber minimamente “se virar” na cozinha. Você não precisa ser uma masterchef, nem fazer pratos super elaborados; você precisa saber as técnicas básicas, para preparar um alimento saudável, nutritivo e gostoso. A Rita Lobo, do site panelinha.com.br, tem um canal no YouTube cheio de dicas pra quem quer ter essa autonomia. Vale tirar o tempo e aprender algumas coisas. Ela cita seis ingredientes culinários que é sempre bom ter na geladeira e que salvam uma refeição:

  1. Ervilha Congelada
  2. Grão de Bico
  3. Tomate Pelado
  4. Polenta Instantânea (não é ultraprocessada, leia o rótulo antes de comprar)
  5. Sardinha em lata (aquela que só tem sardinha, óleo e sal)
  6. Ovos

Com alguns cliques no celular é possível encontrar diversas receitas com esses seis ingredientes que são fáceis e rápidos de preparar, sem muitos utensílios e nem muita prática.

TENHA ALIMENTOS IN NATURA NA GELADEIRA. 

É sempre bom ter curingas na geladeira e no congelador para evitar a tentação de comer um ultraprocessado. Ao disponibilizar os alimentos no refrigerador, inclusive ter sempre frutas e legumes à mão, te condiciona a escolhê-los em substituição aos produtos prontos, que são meramente imitação de comida.

A partir do momento que aprendemos a fazer escolhas melhores, saudáveis, nosso paladar se acostuma à comida de verdade e o sabor do ultraprocessado se torna muito marcante, fazendo que com que o deixemos de lado, por não gostar mais. Experiência própria!!

A juventude não dura para sempre e nosso corpo vai cobrar o custo do uso que fizermos dele. Ter uma alimentação equilibrada, adequada, evitando ultraprocessados, fará imensa diferença na qualidade de vida no futuro. Aprender a usufruir dos produtos que Deus nos deu e saber utilizar as ferramentas culinárias, traz MUITA autonomia e liberdade. Vale a pena investir um tempo de estudo sobre isso!

Finalizo com uma frase norteadora do livro do Michael Pollan:

“Coma comida. Não em excesso. Principalmente vegetais.”

E seja feliz ao cozinhar!!

Joice Waier

organização

Te vira nos 30! Organização de casa

Organização: Como cuidar da casa, ser mais organizada e como isso vai te ajudar no futuro.

Não serei hipócrita na minha fala: minha casa não é estampa de revista de decoração. Quando se fala em organização, talvez você pense que estamos falando de ter tudo no lugar o tempo todo, de ter a casa lindamente decorada e sem pó nos móveis. Quem estuda, trabalha e ainda tem a casa para arrumar, manter a casa SEMPRE em ordem não é uma tarefa fácil. 

Entretanto, tenho uma boa notícia: com um pouquinho de ajustes, é possível ter tudo que você precisa de forma acessível, sem precisar procurar muito e ainda manter a casa (e a vida) visivelmente em ordem.

  • Estipule um lugar para cada coisa

Pode ser um armário, uma estante, uma cômoda, um espaço no roupeiro. Estipule um lugar onde cada item vai ficar. Garanto que quando este lugar estiver definido, sempre será mais fácil encontrá-lo, pois você saberá que lá é o lugar dele. E cada vez que você usar aquele objeto, lembre-se de colocá-lo de volta. Poupamos muitos minutos preciosos do dia tendo as coisas em seu lugar, sem precisar procurá-los. 

  • Categorize os itens

Talvez, neste momento, você só tenha um quarto para organizar ou talvez você já tenha uma casa inteira. Comece aos poucos, escolhendo um tipo de item que você queira categorizar e vá colocando esse item em ordem. Disponha caixas, cestos, divisores de gaveta ou pastinhas organizadoras. Classifique por tipo. Coloque etiquetas com o nome do material, vai ficar muito mais fácil de encontrar depois.

  • Organize os livros por tamanho

Particularmente tenho paixão pelos meus livros. Gosto de organizá-los várias vezes ao ano. A melhor forma que encontrei para organizar livros foi por altura, porque ficam visualmente equilibrados. Outra forma legal é dispor os livros na estante por lidos e não lidos. Esta última forma é extremamente prática, porque fica fácil visualizar e fácil de escolher uma leitura nova quando o último livro já terminou. 

  • Tenha um planner

Para algumas pessoas é difícil manter um organizador de tarefas o ano todo, mas escolha aquele que melhor se adapta com sua rotina. Já tentei ter um planner de mesa, mas não me adaptei, porque não são todos os dias que sento à mesa para trabalhar. Particularmente gosto de ter um planner de parede, com agenda e espaço para anotações, pois consigo visualizar a semana toda e as tarefas que tem para fazer. Ter um planner portátil também tem suas vantagens, pois dá pra levar na bolsa e consultar sempre que necessário, assim como anotar gastos, tarefas, bilhetes. 

  • Anote seus gastos

Sério! Se tem algo que fará diferença na sua vida futura é aprender a anotar os gastos e controlar sua vida financeira. Te digo que essa habilidade não vem de um dia pro outro, é necessário treinar. Como se treina? Mês a mês, se policiando para anotar o que você gastou e anotando as contas que virão. Temos a tendência de gastar mais do que devíamos, por isso tem uma planilha de gastos é importante para sermos bons mordomos dos recursos recebidos. Você não precisa ter necessariamente uma planilha de Excel, mas tendo um controle mensal de quanto você ganha & quanto pode gastar, te ajudará imensamente quando as contas maiores de uma casa deverão ser pagas e quando investimentos maiores deverão ser feitos. 

  • Explore o Google Keep

Já ouviu falar dessa ferramenta? É um aplicativo de listas vinculado à sua conta do Gmail. Você pode criar notas, fazer listas de tudo que imaginar, anotar os gastos mensais e ainda salvar páginas da internet. O app salva as alterações na ‘nuvem’, devido a isso, você pode acessar suas notas a partir de qualquer dispositivo, fazendo login na conta do Google que você cadastrou. A não muito tempo atrás eu usava bloquinhos para fazer minhas listas de tarefas e ia riscando conforme as tarefas iam sendo concluídas. Hoje uso o Google Keep pra tudo, principalmente as caixas de seleção, porque conforme vou concluindo o que está listado, é só marcar a tarefa e ela sai da lista. Depois que aprendi a usar, é meu aplicativo favorito do celular, pois organizo toda minha vida ali. Até os cultos de domingo estão anotados no meu Keep. Vale a pena experimentar!

  • Ouça podcasts enquanto trabalha

Joice, o que isso tem a ver com organização? (você deve estar se perguntando!). Ouvir podcasts torna o trabalho mais leve e ainda te acrescenta conteúdo. Descobri o que é podcast em 2018 e desde então opto por ouví-los ao invés de ouvir música, pois aprendo algo enquanto faço tarefas domésticas. Existem vários podcasts de conteúdo cristão muito bons e que nos ensinam sobre a Bíblia e nos levam para mais perto de Deus. O FéMenina também tem essa ferramenta, sabia? Corre lá pra ouvir!! 

  • Faça a próxima coisa

A vida está corrida, a lista no Google Keep está enorme e não sabe por onde começar o tanto de coisas que tem pra fazer? FAÇA A PRÓXIMA COISA. A tarefa do dia que precisa ser feita é arrumar a cama? Faça isso e passe pra próxima. Você tem uma lista de tarefas e não conseguiu organizar seu dia ainda? Faça a próxima coisa. Uma de cada vez. Por eliminatória. Você acha que não vai dar tempo? Faça a próxima coisa, depois a próxima e assim por diante. Não se desespere, mas organize a mente, escreva as ideias e faça a próxima coisa. 

Finalizo essa lista de dicas com um poema de um autor desconhecido, popularizado pela Elizabeth Eliott (ouvi no Podcast Projeto do Coração e reproduzo aqui):

Momento a momento, vem do céu, tempo, oportunidade e direção.
Não tema o amanhã, filha do Rei.
Confie-os a Jesus, e faça a próxima coisa.
Faça imediatamente, faça em oração, faça em dependência, lançando sobre Ele a preocupação.
Faça em reverência, reconhecendo a mão que comandou a situação que está perante ti, e sob sua onipotência, salvo sob suas asas, entregue nas mãos dEle todo o resultado, e faça a próxima coisa.

Ser organizada é uma habilidade que precisa ser DESENVOLVIDA. Passo a passo, caixinha por caixinha, ideia por ideia. Garanto a você que treinar essa habilidade o quanto antes, te ajudará HOJE a ter um melhor gerenciamento do seu tempo e isso se refletirá ao longo de toda sua vida, não apenas a respeito do tempo, mas também na sua saúde mental e espiritual, que te permitirá ter paz em relação às tarefas e ao cuidado do lar que Deus te deu. 

Um grande abraço,

Joice Waier

TPM

Sensibilidade, irritabilidade, inchaço, tristeza, fome fora de sério, enxaqueca, dores nas pernas, sensibilidade nas mamas, vontade de comer doces… Você se identificou com algum (ou alguns) desses sintomas?

Muitas meninas/mulheres sofrem, umas mais outras menos, com os desconfortos da Tensão Pré Menstrual (TPM), isso porque o corpo feminino tem variações hormonais durante todo o mês e também pode ser devido a deficiências de alguns nutrientes que ficam mais claros nesse período.

Mas Deus é tão bom que Ele deixou a natureza para fazermos uso dela a nosso favor, não é mesmo?

Por isso a alimentação é uma excelente aliada para aliviar esses sintomas desagradáveis.

Isso mesmo!

Então se liga nessas dicas:

Os primeiros passos que você deve seguir são os seguintes:

1. Evitar alimentos que causam inflamação, como os industrializados (lasanhas, pizzas, macarrão instantâneo, biscoitos/bolachas entre outros), bebidas açucaradas (refrigerantes, suco de pacote e de caixa), álcool e produtos de padaria.

2. Apostar em saladas cruas/cozidas e variadas todos os dias, pelo menos no almoço. Exemplos: alface, rúcula, agrião, couve, beterraba, cenoura, cebola, tomate, chuchu, brócolis, couve-flor (dica: regar com azeite de oliva e limão, salpicar com sementes de abóbora, chia, gergelim e linhaça).

3. Comer pelo menos 3 frutas variadas por dia para aumentar o aporte de vitaminas e minerais que atuam contra a TPM.

Fazendo isso, você já estará fazendo um grande bem não só na TPM, mas para ter mais saúde no resto da sua vida!

Agora sendo mais específica para cada sintoma:

  •  Ansiedade, irritabilidade e insônia: aveia, banana, abacate, alface, maracujá, kiwi, cogumelos, peixes, chás calmantes.

Uma dica bem legal para quem sofre de insônia, principalmente nessa época, é comer 1 banana com 1 fatia de abacate amassados e 2 colheres de sopa de farelo de aveia antes de dormir. É tão saboroso e dá uma boa saciedade! O kiwi também é uma boa pedida, ou tomar chá de camomila, capim cidreira, erva doce, melissa ou hortelã.

  • Cólicas: utilizar gengibre e cúrcuma (açafrão), em raiz ou em pó. Pode fazer água saborizada para tomar durante o dia; pode temperar os alimentos ou salpicar no prato, colocar no suco verde ou chás. Eles possuem forte ação anti-inflamatória o que ajuda na redução desses sintomas.
  • Dores e inchaços nas mamas: utilizar óleo de prímula e borragem, também são anti-inflamatórios, eficazes tanto no tratamento da cólica menstrual quanto das dores e inchaço nas mamas. Você pode encontrá-los em casas de produtos naturais, disponível em cápsulas.
  • Vontades por doces: apostar em banana, aveia, mingau de aveia, frutas secas e chocolate 70%.
  • Retenção de líquido: beber bastante água, chás, água saborizada. Para saber o quanto de líquido você precisa por dia, basta multiplicar o seu peso corporal por 35. O resultado é em litros.

Gostou das dicas?

E você, já coloca ou vai colocar alguma dessas em prática?

Despeço-me com dois versículos que gosto muito:

“Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” (1 Coríntios 6:19,20)

Com amor,

Talita Miranda.

@talitamirandanutri

verão

O verão está chegando: como manter-se saudável

Oi FéMenina! Nutri por aqui 🙂

Hoje vou falar de como você pode manter o corpo saudável no verão através da alimentação.

Mas existem alimentos próprios para comermos no verão??

Digamos que sim!

Eu fico imaginando quando Deus foi criando as frutas e vegetais e acho que Ele ia separando assim: “A melancia vai ser para o verão, pois é refrescante e é uma forma deliciosa de se hidratar! … A bergamota tem bastante vitamina C, vou deixar para o inverno para combater os resfriados…”

Você já pensou nisso??

Deus é perfeito mesmo, não é?!

Então, no inverno, com o frio, o nosso corpo pede comidas mais calóricas, já a estação mais quente do ano exige uma dieta leve. E como também é o momento de curtir a praia e tomar sol, precisamos de nutrientes que auxiliem no bronzeamento e nos cuidados com a pele.

Sendo assim, veja alguns alimentos que não podem faltar na rotina:

  • Vegetais verdes: alface, couve, rúcula, agrião, espinafre, pepino por exemplo. Ricos em clorofila e outros nutrientes que ajudam a desinchar e desintoxicar o organismo. Ficam ótimos em saladas e suco verde.
  • Vegetais amarelo-alaranjados: cenoura, manga, abóbora. São ricos em betacaroteno, responsável pela produção de melanina, o que garante o desejado bronzeado, além de proteger a pele dos raios UV.
  • Frutas cítricas: laranja, abacaxi, kiwi, limão, morango. São ricas em vitamina C, essencial para a formação do colágeno, o que garante uma pele mais firme, prevenindo as indesejadas celulites. Mas cuidado para não manusear essas frutas enquanto se expõe ao sol, para evitar queimaduras e manchas.
  • Melancia e melão: além de saborosos, são ricos em água e minerais, ótimos para manter o corpo hidratado.

Além disso, não esquecer de beber bastante água, chás e sucos naturais.

E agora, quero deixar 2 receitinhas para você se deliciar nesse verão!

  • Suco verde refrescante

Ingredientes:

– 2 folhas de couve higienizadas e congeladas

– 1 rodela de abacaxi (ou suco de ½ limão ou laranja)

– ramos de hortelã

– 1 cenoura pequena

– pedaços de melão ou melancia

– 1 col chá de chia ou linhaça

– 200 ml de água de coco

Modo de preparo: bater todo os ingredientes no liquidificador. Está pronto. É só se deliciar! Variações: você pode usar outras frutas e vegetais, e deixá-las congeladas antes, o que deixa ainda mais refrescante. 

  • Sorvete de banana com morango
    – 1 xícara cheia de morangos congelados
    – 3 bananas (preferência caturra) picadas e congeladas.

Modo de preparo: Pulsar e bater todos os ingredientes no liquidificador ou processador de alimentos até ficar numa consistência cremosa (se o aparelho não for forte, deixe as bananas descongelarem um pouco). No topo, você pode colocar castanhas quebradas, lascas de amêndoas ou cacau nibs. Variações: utilizar outras frutas no lugar do morango: manga, frutas vermelhas; ou ½ xícara de cacau em pó com canela e pasta de amendoim a gosto.

E, por fim, nunca esqueça:

“Portanto, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31)

Com amor,

Talita Miranda

@talitamirandanutri

Status: não sou mais virgem, e agora?

Talvez um dos capítulos mais tristes dos meus aconselhamentos com adoles e jovens cristãs pairam sobre este tema: Caí, estou arrependida, mas não tenho mais como voltar atrás. Está feito. Como vou contar para o cara certo, que eu já me entreguei ao cara errado?

Meus olhos estão lacrimejando, meu coração ficou apertado por relembrar as longas conversas cheias de confissões amargas de meninas e jovens doces que encontrei por aí. Algo que elas tanto preservavam, tanto sonhavam tinha se esvaído por cederem aos seus desejos. O desejo passou, mas a dor permaneceu.

Agora em suas histórias elas têm amargas lembranças que as cercam e tornaram-se seus maiores vilões ocultos. O que fazer? Para quem contar? Será que mereço este cara que gosta de mim e é tão puro?

No universo cristão estas indagações são muito comuns. Para quem não conhece a Cristo é um loucura, uma real loucura, afinal para eles a pergunta é outra: por que arrepender-se de um ato livre e cheio de paixão?

Mas aqui no diário real de uma garota cristã esta é uma das palavras que habitam em muitos corações: ARREPENDIMENTO. É por isso que venho aqui abrir o jogo com vocês e trazer um memorial novo: TODOS CAÍMOS. Alguns caem através da fofoca, outros das mentiras, outros dos pensamentos, outros na vida financeira, arrogância, orgulho, mediocridade e outros em pecados sexuais. O importante é lembrar: todos, ou para tornar mais pessoal: TODAS caímos. E caímos diariamente.

O que importa é o que fazemos após uma queda. Há quem caia e permaneça errando. Tapa os olhos e finge que seus pecados também não são vistos por Deus, mas há quem caia e encare sua triste realidade de pecador e tome uma atitude consciente de arrependimento.

Arrepender-se é uma das práticas mais lindas que conheço e sempre que medito nisso fico deslumbrada com o amor de Deus. Ao cairmos, podemos e devemos arrepender-nos e recomeçarmos.

Acho que estas duas palavras são as palavras mais lindas do universo: arrependimento e recomeço. Elas nos lembram o nosso estado caído e pecaminoso, nos deixando humildes e dependentes e nos apontam para o caminho mais nobre do mundo, aquele que abraça, empurra, incentiva, vibra, abre as janelas fechadas, é caminho, é respirar, é vida na morte.

Não há como juntar de forma bela estas palavras, mas confesso que tentei. “Arre-meço” (siiim, sei que é arremesso, mas por favor, permita-se viajar comigo com o sentido destas duas palavras juntinhas) foi a melhor que encontrei. E atrevo-me a dizer que esta palavra se encaixa naquilo que estava pensando, o arrependimento nos arremessa para um novo caminho cheio de amor e vitória, mesmo nas desesperanças da vida.

É por isso, querida amiga, que venho aqui para te relembrar: um coração arrependido encontra o perdão e a restauração. Não carregue mais o fardo que ele não quer que carregue. Ele já te perdoou e você não precisa mais sentir-se culpada pelos erros do passado. Agarre este perdão e que ele seja a tua definição. Não encare de forma leviana teu status de perdoada. Viva intensamente e unicamente a partir de agora para a glória de Deus, em santidade e pureza. E não se preocupe, se o cara que diz que te ama, te dá flores e mimos for realmente “o teu par”, ele não ousará condenar aquilo que Deus resolveu perdoar.

Se confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar da injustiça. 1 Jo 1.9

Marta Hoffmann Bueno

Status: Virgem aos 15, 20, 30 e poucos anos…

Ao pensar sobre virgindade, lembrei que existiam vários filmes que tratavam desse tema. Dei aquela “googleada” e encontrei vários títulos (não recomendados por nossa equipe, tá?): Virgem aos 40 – Virgem em Apuros – O último virgem – O diário de uma virgem – 18 anos e ainda virgem? – Um virgem de 41 anos – Ainda virgem? Mesmo sem ter assistido estes filmes, tenho quase certeza de que eles tratarão a virgindade como algo ruim e como uma perda de tempo. Dificilmente encontraremos nas mídias algo que reforce a ideia de que esperar o cara certo é tudo de bom. É por isso, amiga, que nós viemos aqui reforçar suas convicções.

Não sei quem está lendo este texto agora e muito menos qual é o seu status. Se já está na faixa dos 15, 20, 30, 40 e se em sua história você faz parte do seleto grupo que tem resistido às tentações sexuais e, como diz o último título do filme acima, ainda é virgem, vou tentar humildemente traçar a linha histórica dos comentários que uma garota que quer manter-se virgem até casar-se recebe na sociedade atual:

Fase 1: Freira da família!

  • Vai virar freira?

Fase 2: Pena!

  • Que desperdício! Menina tão bonita, só podem ter feito lavagem cerebral em ti!
  • Mentira que tu vais esperar o casamento, né?
  • Não existem mais homens virgens no mundo! Por que esperar, se ele não está te esperando?

Fase 3: Titia é uma palavra que combina contigo!

  • Desse jeito, vais ficar para titia! Estás escolhendo muito!

Fase 4: Piadinhas sem graça (já que todas as alternativas acima se esgotaram):

  • Se cupido existisse ele teria este lema a teu respeito: “Mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita. Mas tu não serás atingido”.

Falo destas piadinhas e comentários com propriedade, pois ouvi em minha adolescência e juventude “all the time”. Mas como uma ex integrante deste grupo seleto, quero reforçar uma das maiores lições aprendidas em minha vida: obedecer a Deus como resposta de amor é a melhor sensação do mundo. Por isso, quero te relembrar do porquê sua espera deve ser consciente e de fato pura:

Nossa motivação deve ser uma resposta de amor ao amor de Deus por nós e ao amor que eu quero oferecer ao cara que Deus tem preparado para mim. Essa espera nem sempre é fácil, às vezes demora mais do que o planejado e é cheia de propostas, dúvidas e temores. Ouso compará-la a uma série com longas temporadas, que precisam ser contempladas, uma a uma.

Tem muitas séries legais que nos emocionam, nos divertem, nos entristecem e nos enchem de curiosidade e nos fazem apertar o play rapidinho para irmos de uma vez para o próximo episódio. Confesso que muitas vezes, preciso ter muita paciência para esperar a próxima temporada que parece nunca chegar na Netflix. Sem falar daquelas séries que tem muitas temporadas e nos dão aquela tentação de ler a resenha do último episódio, mas precisamos nos controlar porque a história é revelada episódio após episódio. Temos que assistir cada detalhe com atenção, porque senão, poderemos ficar completamente perdidas. Não dá pra chegar na metade da série e querer ver o último episódio. Se não, perderemos o processo que deixou aquela série EMOCIONANTE, INCRÍVEL e IMPERDÍVEL.

Quando o assunto é sexo, precisamos viver episódio após episódio (assim como nas séries) para chegarmos lá no tão esperado episódio final que é o casamento. Não dá para pular episódios, nem temporadas. Se fizermos isso, nós é que sairemos perdendo. Perderemos a alegria da espera, os detalhes legais, perderemos até mesmo a curiosidade, e a bênção de viver na obediência. Quando nos envolvemos em práticas sexuais fora do casamento pulamos etapas, perdemos a pureza, e o encantamento da espera.

Se o sexo pode ser comparado a uma série, qual é o episódio final?

Quando você encontrar aquele cara que mais combina contigo, poderá desfrutar do que Deus planejou desde o princípio. Eu casei com 30 anos e pela graça de Deus consegui manter-me virgem. E posso dizer que valeu a pena esperar por este dia. Meu marido e eu sentimos como foi especial obedecer com alegria a vontade de Deus. Lembro que quando era missionária em SC, algumas meninas de 12 e 13 anos riam de mim quando eu contava meu testemunho de estar esperando pelo meu futuro marido e que ainda não tinha feito sexo com quase 30 anos. Fiquei com vergonha? É claro que não! Fiquei com meu coração entristecido ao ver o que o mundo tinha feito nos corações delas. Aquilo que é certo aos olhos de Deus, era motivo de vergonha para elas.

Por isso, amiga, lembre-se disso: não são suas amigas, nem familiares e colegas que devem determinar o que você faz e acredita. É Deus quem deve te guiar. É a Bíblia. Escolha obedecer a Deus mesmo quando parecer difícil. Escolha confiar mesmo quando você já não for uma adole e os 20 ou 30 anos estiverem chegando e você ainda estiver solteira. Combinado?

Você não faz ideia como é legal saber que alguém também esperou por você. Ore por ele desde já. Não pule episódios. Viva sua adolescência e juventude fazendo muitos amigos e amigas, viajando, estudando, trabalhando, servindo a Deus na sua igreja, no seu bairro, indo a muitos acampamentos e vivendo como uma garota que se alegra em esperar pelo cara legal que também está esperando por você para que no episódio final da sua super série romântica vocês sejam felizes agradando a Deus sem perder nenhum detalhe legal da história linda que Ele escreveu para vocês.

Dicas “sinceronas”:

  • Nesta etapa da sua vida, agregue a pureza a cada escolha pessoal. De nada adiantará manter o hímen intacto se o seu coração for cheio de pecado como maus pensamentos e orgulho pessoal (aliás podemos erroneamente usarmos a virgindade como medalha para nossa autopromoção e isso será um erro terrível);
  • Alie a sua escolha a busca pela pureza da sua mente e coração;
  • Tenha amigas que também estão esperando para fazer sexo dentro do casamento. Isso te lembrará que você não está sozinha;
  • Lembre-se do texto: “Aquele que PENSA estar em pé, cuide para não cair”.(1 Co 1.12) Nunca pense estar aprovada em nenhuma área da vida, caso contrário você relaxará e poderá cair. Saiba que você é humana e diariamente conta com a graça de Deus para caminhar em obediência e amor;
  • Tenha muito cuidado com as pessoas que você se relaciona, pois um relacionamento com um cara que não sabe controlar-se poderá te levar a amargos arrependimentos;
  • E se eu cair? O que deverei fazer? Deverá recomeçar no seu propósito de santidade. Comece aonde você está. E não acredite nas mentiras ditas por aí, que após cair é impossível ficar sem. Pode ser mais difícil, mas nunca será impossível. Comece hoje e guarde seu corpo, mente e coração para…

Ah, sobre isso eu conversarei contigo na quinta-feira. Pode ser?

Um abraço carinhoso,

Marta Hoffmann Bueno