ânimo

Ânimo | Concurso Congresso FéMenina

Como assim “Tende bom Ânimo”?

O que te deixa animada? Roupas novas? Aquela sua comida preferida? Estar com o peso que você gosta? Conseguir concluir as tarefas do dia com antecedência? Um relacionamento sem brigas? Todos nós ficamos animados com coisas assim. E isso não é um problema.

O problema só começa, quando nossa alegria começa a depender disso, pois todas essas coisas trazem uma felicidade temporária e passageira, e nem sempre podemos comprar uma roupa nova, por exemplo.

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endurecida

Endurecida | Concurso Congresso FéMenina

Quem não contempla, endurece.

Coração quente, quebrantado e maravilhado, só contemplando o quão fascinante Ele é, queimando de amor e querendo mais e mais… que sentimento maravilhoso! O primeiro amor deveria permanecer durante toda nossa jornada, seria tão intenso!

Mas com o passar do relógio, o quente amorna, a rotina ocupa e o que era fascinante fica esquecido; No modo automático nem nos damos conta do quão endurecidos nos encontramos. No coração que já não se encanta tudo é monótono e perde-se o interesse de adorar.

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inteira

Inteira | Concurso Congresso FéMenina

Inferior, vi estampado no outdoor. Fora de forma, escrito na revista que abri. Fraca, de acordo com aquela postagem da rede social. Feia, nas curtidas que não recebi. Sozinha, na mensagem não respondida. Burra, na nota que eu não alcancei. Fracassada, no concurso em que não passei. Inútil, pois não nasci com o talento dela. Ultrapassada, pois não comprei o último lançamento. Insuficiente, na falta de um relacionamento. Sorrindo por fora. Quebrada por dentro. Que atire a primeira pedra quem nunca passou por um desses momentos. 

É uma mistura cruel das nossas próprias dúvidas, traumas e inseguranças, com uma sociedade que impõe padrões inalcançáveis de beleza e cobra um estilo de vida perfeito como post de instagram. E assim, dia após dia, vamos nos enchendo de rótulos e nos desfigurando em busca de uma identidade que nem é a nossa. 

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juntos e shallow now

Juntos e shallow now | Concurso Congresso FéMenina

Juntos e shallow now?

Recentemente um assunto viralizou nas redes sociais e foi motivo de muitos memes e figurinhas enviadas em grupos de mensagens instantâneas, utilizadas de maneira bem-humorada para representar a contradição originada da junção e tradução feita de um trecho da música “Shallow” da Lady Gaga, tema do filme Nasce uma Estrela.

Essa repercussão se deu pelo fato de que na versão apresentada em português a música fala que estamos “juntos e shallow now”, que traduzindo é “estamos juntos e rasos agora”, e isso é no mínimo engraçado.

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Eu como filha

Eu como filha

Hoje eu tentei tirar um tempo de qualidade com a minha mãe. Temos só os domingos pra isso e é como se não tivéssemos, porque é tudo tão corrido domingo, né? Mas hoje deu certo. Estávamos conversando sobre umas amigas minhas quando eu falei: “Comprei um presente pra Tainá… um copo retrátil”. Bem, se você não sabe o que é um copo retrátil, dá um Google aí e depois volta pra cá. Show. Continuemos. Aí ela começou a falar que o nome desse copo é copo sanfona e não retrátil e que isso era tipo um presentinho de crianças nas gincanas que ela participava quando era pequena. O assunto mudou e alguns minutos depois ela saiu com a minha tia. E eu vim pro meu computador escrever pra vocês sobre a lição do copo retrátil.

Pensando em todos esses 25 anos vivendo como filha na minha casa, vejo que o que falamos hoje sobre o copo que comprei pra Tainá resume meu papel como filha (e que esse texto não vá ao ar antes de eu conseguir entregar o presente da minha amiga linda, a Tainá, que coitada! fez aniversário há mais de um mês e eu ainda não dei a ela o tal copo).

Algumas coisas só mudaram de nome e tá tudo bem! Existe um gap de 30 anos entre eu e minha mãe. Três décadas que nem é tanto assim, por um lado (ok ter filhos com 30, né? Hoje em dia então… até com 40). Olhando por outro lado, 30 anos é MUITO TEMPO MESMO. Muita coisa mudou de nome, mudou de lugar, mudou de jeito. Mas essencialmente continua igual. As igrejas mudaram, mas não deixaram de ser sérias (a igreja de Cristo nunca deixa de ser séria. Ela é imaculada! Está em Efésios 5.27, pode conferir). A rotina das famílias mudou, mas família ainda é a essência de Deus derramada na gente e deve ser expressada sempre do jeito dele. As redes sociais mudaram nossa forma de vestir, comer e fazer amigos. As atividades mais básicas do ser um ser humano foram afetadas pelo uso de aplicativos. A gente vê filme com a mão direita enquanto a esquerda dá equilíbrio pra gente no metrô. E tá tudo bem. Se essas mudanças não nos afastam de Deus, não são contra a verdade de Jesus, tudo bem! Mas e quando essas mudanças nos afastam de quem amamos? Temos um problema então. E eu como filha preciso estar atenta para a minha pós modernidade não me tirar dos relacionamentos mais profundos do mundo.

Outra coisa que me veio a mente nesse papo de copo foi sobre como a gente sente diferente dos nossos pais. Talvez você já tenha notado que se veste diferente da sua mãe ou cozinha diferente dela. Você escolheu uma carreira diferente do seu pai ou frequenta uma igreja da deles. Mas você já notou que sente diferente? Minha mãe achou errado uma coisa tão banal, como um copo sanfona (ou retrátil), ser um presente de aniversário. Ela talvez não saiba que agora com todo o lance contra o uso de canudos o pensamento verde está em alta. Ela com certeza não sabe que algumas empresas não adotam mais copos descartáveis e por isso os funcionários levam suas xícaras ou copos portáteis (outro nome possível) tal como é na empresa da Tainá. Enfim. A gente hoje tá sentindo certos impactos de forma mais abrupta e os dias tendem a piorar. Vemos mais tragédias e recebemos mais más noticias (sobre desastres da natureza, violência, economia…) que os nossos pais recebiam quando tinham nossa idade. Hoje temos TV, smartphone, três ou quatro redes sociais. Nossos pais liam jornal. Ouviam rádio. Só. É diferente. E por sentirmos diferente temos a tendência de achar que só nós sabemos, só nós somos as donas das verdades. Detentoras da razão. Colocamos alguns dos sofrimentos e ansiedades na frente de tudo, como se fôssemos as únicas passando pelos dias caóticos de 2019. Não… não é bem assim. Os tempos mudam, mas a humildade é um padrão atemporal. Jesus disse pra gente aprender com ele a humildade, a verdadeira, a de coração (Mateus 11. 28) e isso não deixa de ser verdade com o tempo. Olhar pro outro com humildade é urgente.

Tem ainda outro verso bíblico que acho muito útil quando o assunto é pais e filho. Ele está em Eclesiastes 3.15. “Assim, tudo o que há, já havia existido; o que será, já existiu antigamente; Deus pode renovar o que já passou.” (Bíblia KJA). (Que sabedoria! Que verso abrangente!) Não existe um ambiente tão desafiador quanto nossa casa. Pelo choque de gerações, pelos conflitos de fé, pelas divergências naturais de todo ambiente com pessoas. Mas nós, que conhecemos a Palavra, DEVEMOS nos lembrar que as coisas se repetem. Sofrimentos de hoje existiam antigamente, problemas e dilemas que temos hoje existiam na época dos nossos pais, mesmo que com outros nomes, mesmo que eles sentissem diferente de nós hoje. Isso nos aproxima deles, isso nos permite olhar com mais graça para eles e com humildade podemos ouvi-los. E mais: Deus pode renovar o que já passou. Não tem a ver com o que falamos até agora, mas acho importante destacar que o coração ferido, amargurado, de quem foi abandonada ou menosprezada, Deus quando entra, muda o passado daquele coração. Não nos deixando esquecidas do que aconteceu… Mas nos permitindo lembrar com memórias ressignificadas, com cheiro
de perdão e gosto de paz.

Deus ama minha família e eu devo amá-la também: Essa é uma verdade que nós precisamos carregar de um lado pro outro como um copo retrátil.

Emanuelle Bartolomeu

 

relacionamento com os pais

Relacionamento com os pais

Relacionamento com os Pais, é algo difícil para você? Sim? Então este post é para você.

Oi menina? Tudo bem contigo? Eu espero, em Jesus, que sim. E que aquilo que não estiver bem, esteja nas mãos do Bom Deus que faz com que TUDO, tuuuuuuudo, tudinho mesmo, coopere para o nosso bem, segundo o conceito dEle de bem (claro!).

Hoje eu sentei em minha cozinha super disposta e assustada. Disposta porque eu sei que escrever é um dos meus prazeres, então quando sei que tenho um texto “no forno” ganho muita disposição e ânimo. Mas estou eu bem aqui também muito assustada. Normalmente eu escrevo pra tag sarau, o que me põe numa zona muito mais familiar pra mim rsrs. Escrever poesias ou micro contos/crônicas é bem minha praia. Além disso, vir hoje abordar um assunto como ‘relacionamento com pais’ é vir me expor um tantinho. Pra glória de Jesus.

Bem, só posso é render graças a Deus. Porque ele tem me afiado nesse assunto de forma que posso testemunhar na minha igreja e aqui pelo fémenina. Muito bom, Deus!

Gostaria de começar citando uma frase do Bert Hellinger, um psicoterapeuta alemão que fala bastante sobre a sistêmica familiar (que é um assunto que gosto de estudar, mas ainda sou pouco conhecedora #caloura #psi2019). A citação é a seguinte:

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aonde-estiver-campo-missionário

Aonde estiver, campo missionário

Seu coração arde por fazer o nome de Cristo conhecido?

Você sente constante vontade em falar sobre tudo que Ele já fez em sua vida? Contar sobre as mudanças que Ele lhe proporcionou, sobre as dores que Ele sarou, as feridas cicatrizadas…

Qual o seu ânimo para ir e falar aos outros sobre quem Ele é pra você?

Se as suas respostas foram positivas, você realmente tem buscado ser quem Ele espera que você seja.

Vimos no início da semana que, lá em Gálatas 5.22-25, encontramos características que devemos transparecer ao aceitar a Cristo como Senhor e Salvador, sendo então chamadas filhas de Deus. Além desta passagem, vários outros textos tratam com clareza sobre o nosso comportamento quando nascemos de novo em Cristo, além das “missões” deixadas para nós. Um texto muito conhecido, apesar de pouco colocado em prática, está lá em Mateus 28.19-20:

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.”

Jesus não delimita lugares para falar dEle, muito pelo contrário, Ele nos pede para levar Seu nome à todas as nações. Mas, e o que tudo isso tem a ver com ser jovem, universitária e cristã? Pois bem, vamos aos fatos: estive por 4 anos na graduação, e continuo no ambiente acadêmico, e o que posso concluir desse tempo é que, todos os dias, jovens estão descobrindo e se perdendo nos “prazeres” carnais e terrenos que a vida universitária oferece.

Muitos jovens, incluindo “cristãos”, aproveitam a vida universitária para desenvolver um tal de “autoconhecimento”, que mais diz respeito a uma fascinação com todas as coisas que compõem uma vida mundana, levando a uma libertinagem desenfreada. São diversas as experiências que, se você não manter a cabeça no lugar, buscando continuamente intimidade com Deus, pode vir a buscar preencher sua vida com coisas que apenas nos afastam de Cristo.

Ao ingressar na universidade, ou mesmo você que já está inserida neste contexto, não esqueça de quem você é, e de quem Cristo espera que você seja. Escolha, então, desempenhar a maior missão deixada por Ele: cumpra seu IDE na universidade! Os seus colegas, professores, e todos os que te cercam estão sedentos por ouvirem o amor de Cristo. Escolha fazer da sua universidade o seu campo missionário!

Não precisa analisar muito para perceber que a atual situação dos acadêmicos está cada vez pior! Em uma rápida busca na web, encontramos informações que demonstram que os índices de depressão, ansiedade, ataques de pânico, e até mesmo suicídio só tem aumentado nesse meio. A pressão da vida universitária, com várias disciplinas, provas, trabalhos e prazos apertados só tem afetado negativamente a vida de diversos jovens.

Aproveite essa situação para brilhar a luz de Cristo nesse meio que tanto precisa de amor. Aproveite para confortar seus colegas, compartilhando sobre a paz que apenas Ele pode nos dar. Aproveite para espalhar as boas novas que um dia chegaram até você. Não tenha vergonha ou fique reprimida por optar não participar de determinadas ocasiões que não acrescentam em nada na sua vida com Cristo e, pelo contrário, podem te levar a se afastar do nosso Criador. A vida na universidade nos abre diversas portas para as mais “incríveis experiências” que o mundo oferta aos nossos ouvidos todos os dias.

É triste ver o quanto isso tem afetado a vida dos jovens nas Igrejas. Muitos optando (e se saindo muito bem) por uma vida dupla: durante semana se esbaldam em uma vida completamente contrária ao que Cristo espera de nós, e aos finais de semana batem o ponto na Igreja, sem nunca apresentar nenhum sinal de arrependimento e mudança de comportamento. É comum, e não precisa ser expert para notar que nossos jovens cristãos estão conseguindo se adaptar muito bem, e muito rapidamente, a uma vida dupla. Afinal, apesar da mudança no Instagram quanto aos likes, a vida segue sendo pura aparência.

Menina, não se perca pensando que você precisa participar de coisas que não agradam a Deus para conseguir se enturmar. Não perca a cabeça pensando precisar da aprovação de seus colegas para ter anos tranquilos de convivência durante a graduação. Cristo nos chamou para sermos a diferença nesse mundo que caminha para a perdição. Escolha ser luz e falar de Jesus onde ele lhe plantou! Escolha ser missionária no meio de jovens sedentos pela Palavra de cura e amor que nosso Salvador tem! Uma vida com Cristo pede que sejamos a diferença, mesmo em ambientes que pareça impossível louvar à Ele. A decisão é sua, entre andar com Deus ou dar as mãos para aqueles que só tem a lhe oferecer a perdição.

Caroline Sebem

Mantendo a cabeça no lugar

Mantendo a cabeça no lugar

Reflita conosco do FéMenina 3 pontos importantes para manter a cabeça no lugar em meio a tantos afazeres e distrações que o mundo nos apresenta diariamente.

Já estamos no segundo semestre do ano e a sensação de que o tempo está passando cada vez mais rápido continua! A segunda metade do ano consegue ser ainda mais veloz, concorda? 

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consumista, eu

Consumista, eu?

Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. Lc. 12:15

Quem nunca sonhou em ter um guarda-roupas como o da Cher Horowitz, do filme As Patricinhas de Beverly Hills, ou ainda em passear pelo shopping cheia de comprinhas novas?

É fato que grande parte de nós já desejou consumir muito mais que o necessário, seja para sentir-se aceita por um grupo social, com o intuito de estar na moda, ou simplesmente pelo prazer de adquirir algo.

Entretanto, por mais que os filmes, séries e a mídia em geral muitas vezes nos façam pensar que a felicidade está no “ter”, as raízes do consumismo em nós podem apresentar um grande perigo – e suas consequências tendem a ser ainda piores.

Por exemplo, você já parou para pensar no motivo pelo qual compra as roupas que compra (ou, se por alguma razão não consegue comprá-las, por que as deseja)? Será mesmo que você gostou daquela peça ou só a levou para casa por estar na vitrine de sua loja favorita? Quantas são as vezes em que adquirimos produtos por empolgação momentânea e sequer o usamos depois!

A verdade é que muitas vezes acabamos investindo nosso dinheiro, nossas energias e nosso coração em coisas das quais não precisamos – ou pior, nem queremos – de forma exagerada e até mesmo irresponsável. Isso se chama consumismo, e pode ser resultado de pecado em nós. Por isso, hoje te convido a refletir comigo em algumas verdades sobre o assunto. Vamos lá?

· Uma atitude consumista pode ser fruto de desejo por competição, ambição e até mesmo inveja.

Permita-se recordar: alguma vez você já desejou ter algo (seja uma peça de roupa, um calçado, um celular ou qualquer outra coisa) apenas porque outra pessoa a tinha? É bem possível que a maioria das pessoas nem perceba, mas frequentemente nós adquirimos bens simplesmente com

o intuito de mostrar a outros que os possuímos. Analisar nossa verdadeira motivação ao comprar algo é o primeiro passo para não cair no pecado da disputa, da ambição ou da inveja.

· É um sinal de que não estamos firmando nossa identidade no lugar certo.

Você pode não saber, mas toda essa corrida desenfreada por bens materiais é resultado de uma construção proposital em nossas mentes, que tem como finalidade nos fazer acreditar que precisamos comprar o tempo todo, e cada vez mais. Crer na ideia de que somos definidas por aquilo que possuímos é um sinal claro de que não estamos firmando nossa identidade em Cristo. Não permita que nada tome o lugar de Jesus em sua vida, pois isso seria idolatria. Só Ele pode definir quem somos. É nele que nossa identidade precisa estar firmada, e não em meros produtos feitos por mãos humanas.

· Pode ser uma tentativa frustrada de suprir algo dentro de nós.

Você está triste, ansiosa, desanimada ou precisando “dar um up” em si mesma. Então corre para a shopping mais próximo ou para seu site de compras favorito, a fim de ver as novidades e, quem sabe, comprar alguns produtinhos novos. Você até se anima na hora, mas logo depois a tristeza, o desânimo e a ansiedade acabam voltando com toda força.

Quem aí reconheceu essa cena? Não é difícil encontrarmos meninas (e aqui incluo muitas de nós) que já viveram ou ainda vivem isso. Tentamos de todas as formas fugir de nossos dilemas internos comprando coisas novas, ao invés de corajosamente encará-los e clamarmos pelo socorro de Jesus. Enquanto isso, os problemas continuam lá, destruindo nossa alma pouco a pouco.

Eu mesma já passei por isso. Sempre que sentia uma profunda tristeza ou vazio dentro de mim, corria para a livraria mais próxima e depositava minhas esperanças em livros, ao invés de olhar nos olhos da minha dor e entregá-la ao meu Salvador.

Se existe algo que precisamos entender é que todo e qualquer vazio que existir dentro de nós só pode ser curado e suprido por Jesus. Não há blusinhas, maquiagens, sapatinhos novos (ou mesmo livros!) que possam substituir o amor escandaloso de Cristo por nós. Jesus encarou sua dor frente a frente, e enfrentou a cruz por amor a mim e a você. Ignorar isso, tentando suprir nossas necessidades com qualquer outra coisa ou pessoa que não seja Ele, é rejeitar seu sacrífico por nós.

Em Efésios 1:22-23, o apóstolo Paulo nos diz:

“Também sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer circunstância.”

Queridas, só Cristo pode nos satisfazer em TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. Portanto, que sejamos humildes, fortes e submissas o suficiente para encarar nosso pecado de frente e pedir perdão ao nosso Senhor. Que sempre possamos lembrar de levar a Ele nossas necessidades antes de qualquer coisa, pedindo sabedoria para que possamos honrar a Deus também com nossas finanças e maneira de consumir.

Há muitos outros pontos que poderíamos falar sobre o consumismo, como por exemplo suas consequências sociais e ambientais, mas vamos deixá-los pra um outro momento. Por enquanto, fico por aqui, esperando de coração que este texto tenha ajudado você a enxergar um pouquinho além sobre o assunto.

Um grande beijo,

Caelen Vargas

A roupa fala!

Você já olhou para alguém e, mesmo antes de conhecê-la, involuntariamente formou uma imagem a seu respeito apenas pela forma como tal pessoa se vestia? Eu já. E por favor, não me entenda mal. Não tenho o menor orgulho disso, e de forma alguma acredito que a aparência de alguém defina quem ela é por dentro. Estou longe, muito longe de pensar assim.

O fato é que todos nós agimos dessa forma, mesmo sem desejar tais pensamentos. Isso porque a maneira como nos vestimos transmite uma mensagem, mesmo que não sejamos intencionais nisso. Moda é uma forma de comunicação, basta olhar para a História. As indumentárias sempre refletiram a cultura, a economia, os costumes e as condições sociais de sua época.

Da mesma forma, ainda que hoje existam milhares de opções em peças acessíveis, que agradam aos mais variados estilos, a roupa continua falando. Não, definitivamente nossas roupas não definem nosso caráter, nosso coração ou mesmo nossa comunhão com Jesus. Mas elas podem – e provavelmente irão – refletir isso em nós.

Certa vez, em um acampamento de jovens da igreja da qual faço parte, estávamos tendo um tempo muito legal entre as meninas, e lembro que uma de minhas amigas comentou: “ao final destes dias de acampamento, uma das coisas em que mais tenho pensado é que desejo refletir Cristo em tudo o que fizer. Na minha fala, em meu comportamento, na forma como me visto… Quero agradá-Lo em tudo”. Penso que seja exatamente isso o que devemos desejar. Não nos vestimos com decência para parecermos filhas de Deus; mas porque somos suas filhas amadas, nos vestimos como tais.

Em 1 Coríntios 10:31 lemos: Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.

E o que isso significa? Que em tudo, absolutamente tudo o que fizermos, precisamos analisar nossas intenções e refletir se elas trarão glória ao nosso Senhor. Se decidimos entregar nossas vidas a Jesus, precisamos entender que a entrega é completa. Querida, uma vez aceito o senhorio de Cristo sobre nós, Ele precisa ser o dono dos cantos mais profundos de nossa alma, do nosso coração e das nossas ações. E pode ter certeza que Ele fará isso.

Reflita comigo: ao escolher determinada peça de roupa, qual a sua motivação para vesti-la? Como será que as pessoas ao seu redor irão interpretar sua “mensagem”? Sua roupa exaltará Jesus em você ou apenas irá expor seu físico? Lembre-se que o Espírito do próprio Deus habita em nós, e que somos Seu santuário (1 Coríntios 3:16). Quanta honra! E é exatamente por este grande privilégio dado a nós, que devemos sempre pedir a orientação do Espírito Santo em cada uma de nossas ações.

Se você tem dúvidas sobre este assunto, peça ajuda para a líder de sua igreja, para alguma mulher mais velha que possa te orientar e te mostrar passos práticos nessas escolhas. Mas por favor, não deixe de refletir sobre isso. Em todas as nossas escolhas (até mesmo nas mais simples e corriqueiras), temos a chance de optar por fazer o nome do nosso Amado conhecido em nós. Que essa seja a minha e a sua escolha todos os dias.

Eu quero me adornar como uma noiva que aguarda ansiosamente pela volta do seu noivo. Desejo que Ele me encontre fiel em todas as minhas decisões, sejam elas grandes ou pequenas. E definitivamente, vou aproveitar todas as oportunidades que me forem dadas para mostrar meu grande amor por Ele. Quer eu coma, quer eu beba, quer eu me vista, ansiarei fazer tudo para Sua maravilhosa glória. E você?

Um abraço,

Caelen Vargas