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Texto bíblico: Mateus 12. 46-50

“… eis minha mãe e meus irmãos” (Mateus 12. 49b).

Naquele dia Jesus estava fazendo uma das coisas que parecia mais gostar de fazer: estava com gente, rodeado de gente, ensinando. Amo quando Jesus desmantela com classe e firmeza a hipocrisia dos fariseus e como Ele usa pequenos detalhes para ensinar grandes verdades. Sua família estava procurando-o, Maria e seus irmãos, então, ele levanta uma questão: “Que família?”.

Nossos relacionamentos são formados por círculos, que saem do centro para a extremidade. No núcleo estão as pessoas mais importantes e queridas para nós (aquelas para quem, provavelmente, nós doaríamos um rim). Por elas fazemos sacrifícios, perdemos noites de sono, doamos o melhor de nós (cuidado para não se achar sozinha neste círculo). Em um segundo círculo estão outras pessoas próximas também, talvez alguns parentes ou amigos, com os quais ainda há certo nível de comprometimento e auto sacrifício. Conforme os círculos dirigem-se para a extremidade, menor é nosso compromisso, até chegarmos na periferia do campo dos nossos relacionamentos, onde está o estranho e até o inimigo.

Quando Jesus não vai ao encontro das pessoas que estariam em seu círculo consanguíneo de relacionamento, imagino que seus irmãos podem até ter esbravejado: “Como assim? Somos a família dele! Temos entrada VIP nesse negócio!” (Mateus 12. 46-50). Contudo, Jesus vive uma outra realidade chamada “Reino de Deus”. Os círculos de relacionamento se desfazem,  misturam-se, ampliam-se. Somos todos família. Caim pergunta sobre Abel: “Sou eu responsável pelo meu irmão?” e a resposta é: “Sim, você é responsável”. Jesus conta a parábola do bom samaritano motivado por um pergunta: “Quem é o meu próximo?” e Jesus responde: “As pessoas ao seu redor”.  Dizer que somos uma grande família é muito lindo, mas estamos dispostos a abrir as portas da nossa casa, amar, nos sacrificar pelos “próximos” ao nosso redor?

Tive o privilégio de conhecer brevemente o Pr Carlos Queiroz. A casa dele está sempre aberta para todos, inclusive a geladeira! Parece que ele entendeu e vive o que Jesus falou naquele dia: “Não há mais barreiras entre nós, o que é meu é também seu, somos amigos que compartilham. Eu compartilho tudo o que o Pai me dá, pois os limites de relacionamento foram estendidos”. Viver essa realidade é um grande risco e vira nosso mundo de cabeça para baixo, não é mesmo?! Para ser sincera, ainda estou bem longe disso. Mas quero ter esperança de renovo e colocar todo o egoísmo e egocentrismo aos pés de Jesus e dizer “me ajude a ampliar as barreiras dos meus relacionamentos, a enxergar os outros com os Teus olhos, com amor, independente de quem são ou como vivem, pois, por fim, somos todos dependentes da graça”. Estou convencida de que quando conseguir deixar aqueles do círculo mais afastado abrir a geladeira aqui de casa livremente, estarei um pouquinho mais parecida com Jesus.

Autoria? 

Ps: Este texto faz parte de uma campanha de incentivo à leitura e vida devocional na nossa fanpage: FéMenina. Por mais de 20 dias estamos publicando devocionais aqui no nosso blog com diferentes autoras. E desta vez, você pode ter oportunidade de descobrir a autora pelo “estilo de escrita”. As 3 primeiras pessoas que adivinharem por mensagem na página do facebook ganharão uma lembrança do FéMenina.

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Posted in Edificadas, Série Devocional FéMenina.

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